23.11.09

Sushi para comer em casa!

Ai, ai... é bom ser produtora! E de programa de culinária, então, é bem mais gostoso (desculpem-me o trocadilho). A gente acaba conhecendo coisas e lugares ótimos, quando e onde menos esperamos.

Recebi um e-mail de uma amiga, no qual ela me indicava um sushi novo em Recife, que só funciona como delivery. Achei legal a ideia, o site apetitosíssimo e resolvi marcar uma matéria para o programa. Acabei sendo convidada para conhecer o lugar, no último sábado. E fui, lógico!

Não é tudo que vale ser destacado, mas o Yohei Sushi merece, sem dúvidas. Talles e Patrícia, os donos, são uns amores e preparam tudo minunciosamente. Dé, o sushiman, cuida com carinho de cada sushi que prepara. O resultado é uma entrega deliciosa, daquelas que você come com os olhos, antes de cair de boca na barquinha.

Talles é fisioterapeuta e um gourmet por natureza. Adora uma conversa e fica nervoso quando alguma coisa não sai do jeito que ele quer. Daí já dá pra imaginar os sushis entregues por ele, neh!?
Quem despertou a paixão pela culinária japonesa foi um amigo, com o qual Talles fazia competições pelo melhor sushi. A brincadeira foi dando lugar a elogios e mais elogios, até que o fisioterapeuta resolveu acreditar nessas opiniões e se mobilizou para fundar o Yohei. O resultado é que a empresa está apenas na sua quinta semana e já conta com um enorme número de cadastro de clientes.

Os pedidos são feitos por telefone (3083.5000) e, em breve, também pelo site (www.yoheisushi.com.br). Há opções de vários tipos de combinações, os combos, que variam de R$ 13,90 a R$ 59,90.
A barquinha vai chegar na sua casa enfeitada com origamis e recheada de um sushi preparado com carinho, cuidado e técnica de quem entende. Só não vale ficar com pena de desmanchar a entrega.
13.10.09

Acampando no Sítio da Pedra Solta

Seu João tem 64 anos, dos quais 44 são ao lado de Dona da Paz, com quem tem oito filhos - sete mulheres e um homem, o caçula, Júnior. Desde sempre eles moram em Serra Negra, Bezerros, onde mantém um lugar especial, cheio de energia e que, felizmente, desde 2002 decidiram compartilhar com quem visita o município. Estou falando do Sítio da Pedra Solta, lugar que funciona como camping e pousada e onde tive o prazer de passar o feriado.

Chegamos - eu e meu namorado - para acampar no sábado, início da tarde.

Achamos fácil o caminho pela descrição que é dada no blog do lugar. O sítio não tem cerca ou porteira. Há uma placa de boas-vindas que indica que você chegou no lugar certo. Logo fomos recebidos por Seu João e Dona da Paz, que de cara conquistam você. Impossível não se encantar com o casal! Seu João vai conversando como quem pega na mão e convida para passear. Aos poucos ele leva você a conhecer - e com muito orgulho - todo o sítio.
O espaço é grande e tem ótimos pontos para acampar. Nada de lugar delimitado. "Tem gente que chega aqui e quer botar a barraca em cima de uma pedra bem alta. Outros me pedem para separar o lugar perto do mirante. A pessoa que sabe onde é melhor", explicou para a gente. Mas fica difícil escolher. São vários espaços com vistas lindas, chão de pedra, de terra, coberto por folhas, com sombra, com sol...

Decidimos armar barraca num lugar onde ninguém havia acampado, embaixo de um pé de pitomba, com muita sombra ao redor. Um dia antes seu João havia preparado o lugar, que sempre achou que daria um bom acampamento. Valeu a pena o trabalho. Quando começamos a montar a barraca tive uma das maiores alegrias da viagem. Alguns saguis chegaram para nos recepcionar, como se estivessem vigiando o lugar (e eu sou LOUCA por primatas!). E assim se repetiu durante o resto da viagem. De dia, sempre que estávamos por perto eles vinham dar o ar de sua graça.
O Sítio da Pedra Solta por si só já é um passeio cheio de pontos turísticos: Mirante da Lua Cheia, Mirante das cadeiras - uma pedra que tem uma formação parecida com cadeiras-, a Capelinha de Nossa Senhora de Fátima, a pedra do som e, claro, a Pedra Solta. Seu João também faz algumas trilhas com você que lhe levam a conhecer as mais bonitas paisagens da região. Mas aguente! Os 64 anos dele não condizem com sua disposição. É bom estar preparado para andar, escalar, subir... A recompensa depois da caminhada é um banho no chuveiro instalado no meio da trilha, com água mineral. Gelado, mas vale o sacrifício.

À noite rola uma fogueirinha, música boa e muita conversa. Você vai conhecer a casa dos donos, ver televisão com eles e ouvir Dona da Paz recitar algumas de suas poesias. Não vá embora sem escutar seus versos!

Se você pretende ir até lá, aí vai o serviço: a diária para o camping, por pessoa, é R$ 10. Tem que levar a barraca, porque lá não tem opção de aluguel. Para quem prefere um pouco mais de mordomia, a diária do chalé sai a R$ 50 por pessoa, com café da manhã. Lá eles servem as três refeições à parte, por R$ 10 cada. Se você for acampar, não esqueça de levar lanterna (e pilhas suficientes), pois só em um dos espaços há a possibilidade de colocar ponto de luz; um bom cobertor, já que durante a noite faz muito frio; roupa de banho, para tomar uma chuveirada no meio da trilha; repelente; e muito carinho para retribuir toda atenção que vai receber durante a estadia. Boa viagem!

Nós, Dona da Paz e Seu João, maiores presentes da viagem.

Vai lá!
Sítio da Pedra Solta - Bezerros | PE

Passeando em Serra Negra



Esse foi um feriado programado de última hora, mas muito, muito feliz!
Saímos de Recife no sábado e partimos rumo à Serra Negra, em Bezerros. O passeio foi um dos mais prazerosos que já fiz. O lugar é lindo e tem bastante coisa pra fazer, visitar, passear. É preciso muita disposição. Se não tem, melhor nem ir. Mas se você quer se aventurar e fazer essa viagem, aí vão algumas dicas.

Como chegamos já à tarde em Serra Negra, o passeio do dia foi ir à "ruinha". Lá no alto tem o pólo cultural e o anfiteatro. A vista de lá é coisa de outro mundo. Serra Negra fica a mais ou menos 900 metros do nível do mar e tem um potencial hídrico muito grande, então pra onde você olhar vai ver um cartão postal. Prepare a câmera! E claro que num lugar com essa altitude o casaco é de primeira necessidade.
No domingo o passeio foi até o Parque Ecológico. Dá pra ir de carro, mas como estávamos dispostos a passear, fomos andando mesmo. É legal ir caminhando porque dá pra conhecer outras vistas, outros mirantes pelo caminho. O único problema é a poeira. Quando tirar catota vai ver ela bem escurinha.

Se você der sorte, vai encontrar um bom samaritano no caminho, como encontramos Seu Antonio, que tirou o saco da cabeça e nos deu, assim por dar, um monte de laranja cravo. "Tá bom, não precisa isso tudo não". "Precisa, minha fia, bote aí na mochila".
No meio do caminho dê uma paradinha para apreciar a Casa das Flores. Mesmo não estando aberta, dá pra ver que o lugar é lindo. Tem uma variedade infinita de flores de todas as cores, formas, tamanhos. Fiquei bestinha.

Bom, chegando no Parque Ecológico cada pessoa paga R$ 2,00 para entrar. Alexandre, um menino de 14 anos, vai guiar sua visita pelas grutas e mirantes do lugar. Vale a pena visitar todos os pontos do parque. "Tem gente que vem aqui e fica sem querer andar, aí num vê as coisas e fica dizendo 'só isso?'!"

Entre os atrativos, você vai passar pela Gruta do Amor, Porta do Vento, Mirante do Gravatá Amarelo e Pau Santo Casamenteiro. Esse último é uma árvore que muitos acreditam que traz o marido para quem abraçar. Muita mulher encalhada passa por lá e arrisca um abracinho. "Uma vez uma mulher levou até folha para fazer um chá. E um tempinho depois se casou", contou Alexandre.

Na volta encontramos com outra alma caridosa, dirigindo sua caminhonete e que, ao passar por a gente e ver minha cara de acabada, com direito a língua para fora e tudo mais, parou e nos deu uma carona. Alívio!

Além desses passeios, outros mais podem ser feitos em Serra Negra, como a visita ao Mirante da Antena, Gruta do Vino, Caverna do Deda e inúmeras trilhas. Como o feriado foi pequeno para tanta coisa, já estamos planejando a próxima visita.

Obs.: Vá com uma roupa adequada. Explico: fiz umas trilhas de short e estou toda arranhada, machucada e me coçando até agora da urtiga. Mas também não vá colocar uma calça jeans pra fazer trilha, senão vai voltar para casa toda assada.


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Degustando Serra Negra

Embora Serra Negra seja um município pequeno, a variedade de bares e restaurantes de lá é considerável. E o passeio até lá, que já é maravilhoso, fica literalmente mais gostoso.
Nesse feriado demos a sorte de aproveitar o primeiro Festival Gastronômico de Serra Negra, que está acontecendo desde o começo desse mês e vai até dia 03 de novembro. Quase todos os lugares estão participando.
Logo que chegamos, no sábado, almoçamos no Bar da Galinha, que fica na subida para a Serra Negra. O prato de lá é a galinha guisada com pirão (primeira foto). O almoço até estava gostoso, mas achei caro para a quantidade. Há melhores opções...

O Mirante Bar e Restaurante participa do festival com um cupim na pressão acompanhado de purê de batata doce, arroz e farofa de cenoura (segunda foto). Estava tudo uma delícia, mesmo eu não sendo fã de comida adocicada. O único problema foi a demora, principalmente para mim, que tinha acabado de fazer uma trilha e tava morrendo de fome. Uma vantagem do Mirante é que é um dos poucos lugares na Serra Negra - se não for o único - que aceita cartão (Visa).


Outro prato do festival que comemos foi o bode ao molho de cerveja preta, lá no Restaurante Sabor da Serra. A dona, Nalva, é um amor, super prestativa e faz um suco de graviola delicioso. Peça também pra provar do requeijão caseiro que ela prepara. Vale a pena! E o preço lá também é ótimo. Tem opções de PF por R$ 6.
O jantar da gente foi sempre lá. Chegamos perguntando se tinha jantar e tudo o que Nalva respondia era: "posso fazer". "Tem Suco?" "Posso fazer". "Sai sanduíche?", "posso fazer". E fez. E eu já estou com saudade da comida dela.

Um lugar que não dá pra deixar de conhecer é o Bar da Serra. Não digo pela comida, que não chegamos a provar, mas pela companhia agradabilíssima de Seu Francisquinho.
A gente estava passeando e resolveu provar do refrigerante Rochedo de Tutti-frutti (terceira foto), pra aproveitar essas coisas que não têm por aqui (é meio esquisito. Você fica arrotando "chiclete" o resto do dia, mas até que não é muito ruim não). Foi aí que conhecemos o Bar da Serra e seu dono. Ele foi procurar o refrigerante, demorou a achar, e trouxe pra gente geladinho. Sentou na mesa e começou a contar causos, daqueles que só quem mora em interior sabe contar. "Eu sento aqui com você como sentaria com o presidente da república, porque nós sumo tudo igual". Uma figura!

Agora, além de todas essas opções, não deixe de comer muita laranja cravo tirada do pé, jaboticaba, jaca, caju, abacaxi, manga e outras frutas, se estiver na época. E se der uma passadinha pelo Sítio da Pedra Solta, prove do doce de goiaba com banana e dos licores de laranja cravo e jaboticaba feitos por Dona da Paz. Difícil vai ser sair de lá. A gente quase não saía. E na volta, já descendo a serra, vale dar uma paradinha no quiosque Pais e Filhos para tomar um caldo de cana - com direito a gelo de caldo de cana - e comprar uns bombons de quebra-queixo para adoçar a viagem.

Por aí...

Serra Negra, Bezerros, PE

9.10.09

Dançarinos - Festival Cultural do Vitorino



Eu não podia deixar de registrar isso aqui. Eles arrasaram!
28.9.09

Por aí...


Vila do Vitorino, Riacho das Almas, PE.

Lá em Vitorino



- Fizesse o quê esse final de semana?
- Fui pra Vitorino.
- Pra onde?
- Vitorino, o lugar onde meu pai mora.
- Onde é isso?
- É, ninguém sabe onde é. Digamos que seja o interior, do interior, de Caruaru. É um vilarejo, distrito do município de Riacho das Almas. Fica a meia hora de Caruaru. Um lugar bem pequenininho, com uns 700 habitantes na vila e uns 2000 considerando a área rural. Tem uma praça, uns dois ou três bares, uma igreja, um fiteiro, um posto de saúde, uma escola e três orelhões.
- É bonito?
- É lindo! O visual é o ponto forte de lá. Como fica numa serra, a 900 metros do nível do mar, a vista é maravilhosa e a noite é bem fria. Mesmo agora final de setembro estava gelado, neblinando.
- E o que é que tu fosse fazer lá?
- Esse final de semana teve o Festival Cultural do Vitorino. Uma coisa única, porque lá raramente tem eventos, com gente de fora. É incrível! As pessoas, que normalmente dormem às 20h, colocam suas roupas mais bonitas e vão pra "ruinha", como eles chamam, ver o movimento. As atrações não foram das melhores, porque a maioria das bandas era desses forrós estilizados, que eu não sou muito fã. Mas tem o palco cultural, na praça, que apresenta coisas legais e outras bem engraçadas.
- Ahh... to ligada. E foi bom?
- Bom? Foi ótimo! É bom sair dessa civilização um pouquinho, respirar um ar puro, ver o céu mais cheio de estrela que se pode ver e sentir um friozinho, de vez em quando. Além de encontrar figuras cheias de alegria.
- Teu pai é de lá?
- Não. Ele conheceu esse lugar há uns 10, 12 anos, num torneio de asa delta. Lá é um bom ponto de vôo livre. Inclusive uma das atividades do festival durante o dia foi o vôo, de asa delta, parapente...
- E ele mora lá hoje em dia?
- Mora. Ele casou, se mudou para lá e hoje eu tenho uma irmã linda, Tainá, que mora lá com eles. Sempre que posso vou matar minha saudade, quando eles não vêm aqui.
- E o que é que tu faz lá quando não está tendo festa?
- Bom, lá não tem muito o que fazer. É um lugar tranquilo, de gente simples, ótimo para comer, namorar e dormir. E também ver filme, ler livros... essas coisas. A "atração" de lá é um parque aquático que fizeram um tempo desses. Ainda não conheci. É o Vitorino Walter Parque. Assim mesmo, "walter". Bom, fora isso tem o passeio até a pedra, que passa por pés de pitomba, jaboticaba e outras frutas que vão deixando o passeio mais gostoso. É legal ir lá de bicicleta.
- Fiquei curiosa. Deve ser um passeio legal. Como é que eu chego lá?
- Indo pela BR-232, entra na estrada que vai pra Toritama, a BR-104 . Quando chegar no Paladium, uma casa de shows, entra à direita, na PE-095. Anda uns 13 quilômetros mais ou menos para chegar na entrada pra Vila do Vitorino. Aí a estrada é de barro, só subindo...
- Qualquer dia apareço por lá. Por enquanto, me mostra alguma coisa.
- Tá. To postando algumas fotos desse final de semana. Espero que goste!
10.9.09

Por aí...

PE - 60, Ipojuca - Pernambuco

Por aí...

Rodovia AL 101, Porto de Pedras - Alagoas.
28.8.09

Passeando

Poder sair, do jeito que for, descalça, calçada, junto, de carro, de ônibus... passear. Nada como um bom passeio! Quem me conhece sabe que eu não suporto muito tempo trancada num lugar. Preciso ver gente, ver o mundo, olhar o movimento, conhecer pessoas, conversar. E o que mais me motiva a sair de casa é saber que, na volta, alguma história, por mais simples que seja, vou ter pra contar. É só estar atenta.
Nessas minhas idas e vindas, por aqui ou acolá, me deparo com gente e histórias simples, às vezes bestas, engraçadas, que emocionam... E sempre gostei de assumir o papel de contadora de histórias para quem está ao meu redor.
Então, por que não criar meu espaço para contar a quem quiser ouvir o que poucos ouvem?!
É com esse propósito que criei o passe-ando. Pra mostrar, contar, divertir a quem passar por aqui. Seja falando sobre um passeio até a esquina, seja divagando sobre ideias absurdas que de vez em quando me tomam num passeio de ônibus, seja contando sobre lugares, viagens, pessoas, o que for.
Passe, ande, passeie por aqui!