8.7.10

O Recife pelas águas do Capibaribe

Cartão postal do Recife, o Rio Capibaribe não é somente para apreciação. O ponto turístico da cidade torna-se via de história, beleza e conhecimento no trajeto de Catamarã.


O passeio, que percorre seis pontes e as três ilhas do Recife, dura em média uma hora e quinze minutos e começa na chegada ao Bar e Restaurante Catamarã, de onde sai o barco. O catamarã parte da Baía do Pina em direção ao Parque das Esculturas de Brennand, onde 80 obras do artista pernambucano estão expostas. Neste momento, os "navegantes" avistam também a primeira ilha do Recife: a ilha do Recife Antigo, onde está o Marco Zero da cidade. Um pouco depois, o passeio começa pra valer, quando passamos pela primeira ponte, a 12 de Setembro, mais conhecida pelos recifenses como Ponte Giratória. Entramos, propriamente, no Rio Capibaribe.

É o Capibaribe quem nos guia pelo que há de mais característico na cidade. Importantes locais, parte da história do lugar, nos vão sendo mostrados, como o atual prédio do Fórum Thomaz de Aquino, onde na década de 50 fez sucesso o Grande Hotel, freqüentado por pessoas importantes da sociedade pernambucana; A Igreja Madre de Deus; e o Edifício Chanteclair, construção do século XIX onde funcionou famoso prostíbulo da cidade.

Passamos então pela segunda ponte, a Maurício de Nassau, e pela terceira, a Manuel Buarque de Macedo. Aí já avistamos outra ilha do Recife, a Ilha de Santo Antonio, onde estão a Praça da República, o Palácio da Justiça, o Palácio do Campo das Princesas e outro cartão postal da cidade, o Teatro de Santa Isabel, construído em 1850. O Rio encontra-se com outro famoso companheiro, o Rio Beberibe, que vem das águas de Olinda, cidade que avistamos ao longe. É quando fazemos a curva em direção à terceira ilha, a da Boa Vista, e a outras pontes que caracterizam a cidade como a Veneza Brasileira: Ponte Princesa Isabel, Duarte Coelho e a famosa Ponte da Boa Vista, mais conhecida como Ponte de Ferro, por ter sido construída toda em ferro inglês, no século XIX.

Neste ponto o catamarã dá meia volta, para o fim do passeio. Vamos percorrendo novamente os pontos pelos quais passamos e mais histórias nos vão sendo contadas. Nos despedimos do trajeto com uma bagagem cheia de histórias para contar sobre uma cidade que se fez e se faz sobre as águas do Capibaribe.

:: Este é um dos roteiros disponíveis. Há outros quatro trajetos oferecidos pelo Catamaran Tours.
Vai lá?
Bar e Restaurante Catamaran | Av. Sul, Cais das Cinco Pontas (embaixo do viaduto das Cinco Pontas).
De segunda à segunda, às 16h e 20h.
R$ 25 (segundas) e R$ 28 (terça a domingo) | Crianças até 5 anos não pagam. De 6 a 12 anos, meia-entrada.
:: Reservas: (81) 3424.2845 ::
5.7.10

Um passeio pela Fenearte



Minha gente! Começou a Fenearte, na última sexta-feira. Eu, que ADORO passear, não perco uma - mesmo com a quantidade absurda de gente que lota os corredores do Centro de Cenvenções num sábado à tarde.



Para entrar durante a semana você paga R$ 4 (inteira). Final de semana, R$ 6 e R$ 3. Eu pirango um pouco, mas acho que vale o passeio. Esse ano, a feira está ainda maior do que nos outros. Aliás, todo ano mais e mais artesãos disputam um espacinho para mostrar seu trabalho. A parte internacional, no fim do passeio, é que achei mais fraca que nas últimas edições.



Logo no início, no corredor de entrada, artesãos pernambucanos ocupam os stands, mostrando seus trabalhos. Para quem vai em busca de obras de arte e decoração é um bom começo. As carrancas de Ana das Carrancas e os instrumentos percussivos de Mestre Nado são algumas das artes vistas já no início.

Pra quem gosta de gastronomia, a feira também tem ótimas coisas: doces regionais, geléias, massas, licores, cachaça... E tem sempre uma provinha! As trufas do Pará a R$ 1 são deliciosas. Cupuaçú e bacuri foram minhas pedidas.

Algumas coisas legais que me chamaram atenção:

1. O doce de umbú do box 122 (R$ 4)
2. A sandália de plástico artesanal do ACRE. Tem verde, amarela, preta... (R$ 60)
3. As bolsas e sandálias de couro do stande Rio Grande do Sul (a partir de R$ 30)
4. O licor de maracujá da Cia dos Licores (R$ 20)
5. Saias e calças saruel do Nepal (R$ 30 e R$ 25)
6. As sandálias escandalosas de lindas de Jailson Marcos (a partir de R$ 85)

Dicas para passear na feira

1. Use os banheiros do mezanino. Eles quase sempre estão vazios, enquanto os dos corredores principais têm filas imensas;
2. Leve dinheiro. Muitos stands aceitam cartões (Visa, Master e Hipercard), mas nem todos. E o caixa eletrônico nem sempre tem dinheiro - foi o que aconteceu este fim de semana.
3. Se for de carro, não estacione no Shopping Tacaruna. Embora tenham ônibus para a Fenearte a cada 15 minutos, as filas para embarcar são gigantescas!
4. Pesquise direitinho. Como a feira é muito grande, alguns produtos têm preços diferentes. É comum comprar uma coisa no começo e achar mais pra frente pela metade do preço. Mas se o produto for bem diferente e você ficar louca, então compre logo porque pode acabar!

Vai lá?
Fenearte
De 02 a 11 de julho | Centro de Convenções de Pernambuco
R$ 6 e R$ 3 (sábados e domingos) :: R$ 4 e R$ 2 (segunda a sexta)
Dias 02, 03 e de 05 a 08 - das 14h às 22h.
Dias 04, 09, 10 e 11 - das 10h às 22h.
30.6.10

Charque Roupa Velha pra encher o bucho!

Nesses passeios pelo interior de Pernambuco, passando pela BR-232, conheci um restaurante "delícia"! O Oficina da Charque, em Gravatá.

Eu nunca fui fã de charque, mas a desse lugar é absurdamente gostosa. Charque pra mim era só no jantar basicão de casa, acompanhada daquela macaxeira cozida. Nunca pensei que seria uma opção de prato principal do almoço (pagando!), mas definitivamente agora é. Pelo menos a desse lugar.

Os pratos são o Roupa Velha e o Roupa Nova. O primeiro vem com a charque mais molhadinha. No segundo, ela vem bem seca. Apesar de gostar de uma comidinha seca, o Roupa Velha é mais gostoso.

A carne vem na chapa, toda desfiada. Para acompanhar, farofa (claro!), vinagrete, feijão, macaxeira frita e arroz. O prato, para duas pessoas, sai por R$ 32,00 e R$ 37,90 (com queijo). É bem servido, diria até que dá pra três pessoas "normais". Pra quem não faz questão dos acompanhamentos todos, há a opção de pedir o petisco do prato. Aí o preço é R$ 29,00 e R$ 33,40 (com e sem queijo).

Eu "tô" com água na boca só de escrever esse post. Já dá pra imaginar o porquê da falta de foto para esse texto, neh!?

Vai lá?
Oficina da Charque | Gravatá
Av. Cícero Batista de Oliveira, 2045.
:: Vindo do interior para Recife, fica na via local da BR-232, do lado direito ::
(81) 3533.1652
28.6.10

O São João danado de bom de Arcoverde

Eu sou suspeita para falar de festa porque adoro qualquer tipo de comemoração. Escolher uma delas fica difícil, mas sem dúvida São João é uma das minhas preferidas. A comida é gostosa, a música é boa e a cultura e tradição que envolvem os festejos juninos são riquíssimos. É festa pra comer, se divertir, dançar, brincar, fazer simpatia, aprender...


Aqui em Pernambuco as opções para curtir a maior festa do Estado são muitas, mas nem sempre a maior é a mais agradável. Muitas festas já estão saturadas e fica difícil brincar o verdadeiro São João. Mas em Arcoverde, a "capital" do sertão pernambucano, a 252 km de Recife, a festa é e continua danada de boa! Este ano meu São João foi lá. Não deu pra brincar o quanto eu queria porque só pude curtir dois dias de festa. E São João na terra do coco de roda dura muitos dias.

A festa começa a partir das 17h, com apresentações de cultura popular no Alto do Cruzeiro, no Pólo Raízes do Coco. Repentistas, poetas e trios pé-de-serra fazem a festa. Mas as apresentações mais animadas e esperadas pelo público são mesmo os grupos de coco, tradicionais de lá. No final da tarde também há apresentações de poetas na Bodega da Poesia, Pólo Alternativo. Mas esse não tive oportunidade de ver.


Quando as apresentações desses pólos terminam, o centro da cidade já está se preparando para receber o público. Lá ficam os outros palcos, um bem pertinho do outro. A prefeitura enfeita a cidade, com direito a uma vila cenográfica, a Vila Olho D'água, com casas de taipa, milharal, santos... Grupos de quadrilha, pífano e artistas populares itinerantes se apresentam desde às 20h. Barzinhos estão abertos desde cedo e um parque de diversões também é instalado, para alegria de todos nós. Andar na roda-gigante é obrigatório! Se bem que o preço não estava condizente com os parquinhos de interior. Uma entrada para qualquer brinquedo custava R$ 2,50!


Nos palcos, as apresentações começam às 22h. Tem o palco multimusical, onde se apresentam grupos de rock; o palhoção pé-de-serra, para ralar o bucho; o palco das artes, onde se apresentam grupos de reizado, coco, xaxado, quadrilhas e mais um monte de coisa boa; e o palco principal, onde as bandas maiores dão o show. Até às 03h não vai faltar programação.
Eu, particularmente, adorei o palco das artes. Os grupos são bem autênticos, apresentam sua cultura com maior orgulho e divertem quem está por lá. Todo mundo dança junto.


Depois da festa terminar, o jeito é ir dormir e aproveitar o friozinho gostoso que faz na cidade essa época (+/-17°). E torcer para que o outro ano não demore a chegar.

18.6.10

Todo o encanto da Caverna do Deda


Quando fui a Serra Negra, em Bezerros (PE), não deu tempo de fazer um dos passeios mais recomendados da região: a Caverna do Deda. No último final de semana, para comemorar o Dia dos Namorados, voltamos ao lugar e podemos conhecer esse que é, sem dúvida, um dos lugares mais bonitos do Estado.

O dia estava bem frio, nublado e com uma chuvinha fina que caía sem parar. Por um lado esse clima até foi bom, já que a caminhada é pesada! O carro vai até um ponto, no começo da serra. Depois, é preparar os pés e caminhar por cerca de uma hora até o destino. Como não achamos o guia, fomos por conta própria. Procuramos saber com alguns moradores como chegar e seguimos em frente. Muita subida, paradas para tirar fotos, escutar o som da natureza e beber água. Isso é fundamental! Vá com sua squeeze cheia.





A entrada na Caverna do Deda custa R$ 2,00 por pessoa. A propriedade era de Deda Laurentino, já falecido, e tem esse nome em sua homenagem. Quem cuida de tudo é seu filho, João, que faz questão de explicar os detalhes e a história com o maior apreço.
O primeiro atrativo é um balanço, instalado em uma árvore que tem um galho alto. Chega a dar um friozinho gostoso na barriga. Depois de se balançar, prepare as pernas que lá vem subida!
Entramos pela caverna do Deda, bem escura. Quem nos guiou foi "Seu Antonio", tio de João, que parecia estar vendo tudo. Ele sabe de cor todos os cantinhos de lá. Subindo por uma escada quase vertical, conhecemos uma pedra onde algumas pessoas se aventuravam no rapel. Vamos subindo mais, por outras trilhas e mirantes, até chegarmos no ponto mais alto do passeio, a 960m de altitude. A vista, nem preciso dizer, é linda (mesmo estando tudo "empacaçado", como dizia, meio abusado com o tempo, Seu Antonio).



A descida de volta é bem íngreme e escorregadia, com a chuva que estava fazendo. No final, há uma bica, que funciona apenas no verão (mesmo porque não há cristão que aguente o frio). Ao sair, o Bar da Caverna está à disposição para um lanche e parada para o banheiro.
No lugar também é possível acampar. A diária custa R$ 5,00 por pessoa e outros R$ 10,00 pela barraca, caso você não tenha seu próprio equipamento.



É no bar que João faz questão de mostrar a foto do pai. Ele nos explica que na área funciona uma secagem de café, onde produzem um café orgânico "de primeira". Ele também cultiva abelhas em quatro apiários e nos dá uma aula sobre o assunto. E o melhor: com direito a prova! Comemos um favo de mel que foi a energia necessária para a caminhada da volta.
Por falar nisso, essa foi, sem dúvida, a maior sorte do passeio. Como voltamos com Seu Antonio, ele nos levou por uma trilha bem mais rápida, sem subidas e infinitamente mais bonita que o caminho da ida. Passamos pelo Buraco da Butija, onde dois moradores de lá acharam uma botija cheia de ouro, e pelo Açude da Flecheira, o qual atravessamos por um caminho de pedras. Para mim, a paisagem mais encantadora da viagem.
Na volta para casa, parada para o caldo de cana, com gelo da própria bebida, pé de moleque e bolo de bacia, na Casa do Mel, na descida da Serra. Só mesmo com muito açúcar para aguentar acordado depois de tanto caminhar pelas belezas da Serra Negra.

:: Fotos: Cecília Nóbrega e Kiko Santana ::
14.6.10

O Sítio da Boa Esperança

Se hospedar em um paraíso como Carneiros é gostoso, onde quer que seja. A maioria das opções são as casas para alugar, mas há chalés, bangalôs e até resorts hoje em dia pela praia. Mas ficar hospedado em uma casa, num sítio, num lugar privilegiado, deixa qualquer estadia mais especial.


O Sítio da Boa Esperança é uma das mais aconchegantes opções na Praia dos Carneiros. São diversas casas, cada uma de uma cor, que determina o tamanho. Tem desde a casinha rosa, para o casal, até a imponente casa grande amarela, para grupos de até 20 pessoas.


As casas são todas equipadas com tudo necessário para uma estadia completa, desde a roupa de cama, até microondas, ar condicionado e DVD. É só colocar a feira no carro e seguir viagem.

O lugar

Antigamente, a Praia dos Carneiros era uma grande fazenda de cocos, que foi dividida entre os herdeiros da família Rocha. Assim, o Sítio da Boa Esperança é uma parte dessa antiga fazenda.
No terreno do sítio fica a Capela de São Benedito (nome do padroeiro da praia), uma construção do fim do século XVIII. Conta-se que o Visconde de Rio Formoso construiu a igreja, em cujo pátio aconteciam importantes encontros dos VIPs daquela época.

Hoje, a família proprietária do lugar mantém a igreja aberta para visitação, durante todo o dia, dividindo essa história com quem visita a praia.



Vai lá?
Sítio da Boa Esperança | Praia dos Carneiros
Contato: Zaldo Rocha
(81) 8850.7956 :: 9254.2520 :: 9962.1391
zaldorf@bol.com.br :: zaldorf@uol.com.br

O paraíso chamado Praia dos Carneiros

Estar na Praia dos Carneiros me remete a lembranças deliciosas. Esta foi a praia da minha infância, onde eu comia ostra pescada na hora, onde as brincadeiras mais legais aconteceram, onde eu corria desesperadamente dos siris que lotam a areia de "laminha", como eu chamava, daquele rio-mar. Naquela época a praia era deserta, apenas com as casas das famílias donas dos sítios de lá. Hoje, mais de 20 anos depois dessa infância a que me remeto, a praia já é bem mais explorada, mas ainda continua com ar de paraíso.
Carneiros

A praia dos Carneiros fica no município de Rio Formoso, a 100 km do Recife. A origem do nome do lugar tem várias versões. Uma delas diz que veio das formas de carneirinhos da espuma do mar, quando as ondas quebravam na areia. Mas a verdade é que a Praia dos Carneiros tem esse nome por conta de uma família com esse sobrenome que foi dona daquelas terras, no século XIX.

Rio ou mar?

A praia é o lugar perfeito para quem quer descanso e um bom banho de mar. Como fica no encontro com os rios Arikindá, Rio dos Passos e o Rio Formoso (o maior dos três, que vem desde a cidade de Rio Formoso, no centro de quem olha para a foz), a água é morna e das mais calmas, sem ondas. No pontal, as piscinas naturais e seus habitantes completam o espetáculo. Com (ou sem) máscara de mergulho, você vai encotrar peixes diferentes, de todo tipo. Para visitar as piscinas de corais, a maré precisa estar seca. Uma dica: vá cedo, pois os turistas lotam as piscinas e fica complicado até de conseguir um espacinho. Ah! E na principal piscina natural há um ponto de aluguel de equipamento de mergulho, caso você não tenha o seu (R$ 5).

Piscina Natural no Pontal de Carneiros
As opções de passeio são muitas. Por ser uma praia formada por sítios de coco, cavalos e charretes são meios de transporte comum para quem quer descansar as pernas e ir a um lugar mais longe. Com a maré baixa, é possível fazer um passeio de barco até a Praia de Guadalupe, que forma a enseada com a praia dos Carneiros, e lá tomar um delicioso banho de argila. A pele fica um luxo!

Igrejinha
Este é um dos passeios mais bonitos, na minha opinião. A dica é fazê-lo num barco pequeno, de pescador. Ele fica cerca de duas horas com o grupo e ainda passa pelo mangue (indescritível a beleza no fim da tarde!), pela igreja de São Benedito, por bancos de areia, até chegar ao pontal. O preço é, em média, R$ 20 por pessoa.

Onde comer?
Depois de andar, nadar e tomar muito sol, a fome aperta e é hora de arranjar lugar para comer. A pedida são os frutos do mar, nos restaurantes da praia. As opções não são baratas (em torno de R$ 65,00 o prato para duas pessoas), mas você pode pesquisar outras alternativas, como o ensopado delicioso de aratu ao molho de coco (R$ 28) que satisfaz bem o casal. Acompanhado de uma água de coco tirada na hora fica ainda mais gostoso (Bar O Pescador).

Depois é só deitar numa das espreguiçadeiras do bar e aproveitar o resto do dia nesse paraíso.

:: Com todo o meu agradecimento e carinho a Zaldorf ::
30.4.10

Passeando em Buenos Aires :: o último dia de viagem na Argentina

Hoje foi bem último dia de viagem. Acordei morta, cansadíssima, com dor nos pés e uma gripezinha que fiquei de herança dessa mudança de temperatura. Por falar nisso, o frio deu mesmo uma trégua e o dia estava com 19º, o mais quente desde que chegamos. Embora mortos, levantamos e fomos passear.

Pegamos a linha C do metrô e fomos até a Av. Santa Fé, da estação San Martin até Callao, onde dizem ter muitas lojas legais. Eu, realmente, não achei nada demais. Muita coisa cara e comum. Fomos até a Galeria Bond Street, um lugar de uns três andares, cheio de lojas voltadas para quem gosta de rock, com roupas, studios de tatuagem e afins... Me impressionou o horário de funcionamento das coisas. Eram 11h e a maioria das lojas de galeria estava fechada.

Pegamos o metrô de volta para a estação San Juan e passeamos mais pela calle Defensa, em San Telmo, onde achamos as lojas mais legais. Como este era o último dia, hora de gastar os pesos que restaram. Deixamos as compras no hostel e almoçamos mais uma vez um bife de chorizo com papas fritas. Neste restaurante tinha o menu executivo, comum por lá, onde se paga um preço único por entrada, prato principal, sobremesa e bebida (neste, $40).

Nos arrastando, fomos até a Florida, no centro, gastar o pouco que sobrou. Eu estava com abuso da rua, mas é a melhor opção para comprar lembrancinhas a um preço legal. Até meu cachorro Chicó ganhou um presente diferente que encontrei por lá. Lanchamos na Havanna, compramos CDs de tango... Por falar em música, lá há muitas bandas que fazem shows no meio da rua, com qualidade! A galera se organiza, monta tudo e faz seu som para quem estiver passando. Uma dessas foi a Hormigas Negras. Aproveitamos para trazer CDs de lembrança deles também.

Depois das compras, voltamos ao hostel e mãos à obra para arrumar as malas. Chega bateu aquela tristezinha de fim de coisa boa. À noite, a pedida foi um sushizinho delícia e dormir! Estávamos precisando...

Manhã de Sexta-feira (Viernes, 09 de abril de 2010):




Às 10h, o transfer de Manuel Tienda León, que havíamos reservado no dia anterior, chegou para nos buscar. O caminho até o aeroporto foi bem nostálgico, eu bem dramática, dando tchau para a cidade pela qual me encantei - mesmo não tendo praia. No aeroporto, passeio pelo Duty Free e embarque de volta já com saudade da semana que passou.


Adiós, chicos!



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28.4.10

Passeando em Buenos Aires :: Palermo, Recoleta e Puerto Madero

Este foi o dia de andar! Os pés, que já não davam para mais quase nada, se acabaram de vez.

O dia começou com um "desayuno turístico". Fomos conhecer o famoso Café Tortoni, o mais antigo da ciadade, que fica na Avenida de Mayo. O café da manhã não é lá muito barato, mas vale demais. O lugar é lindo, você parece transportado para aqueles filmes chiques, de outras épocas. Amei. A medialuna e o suco de laranja estavam uma delícia.


Já de barriga cheia, pegamos um ônibus (nº 10) até Palermo. Ônibus lá não tem cobrador - o homem substituído pela máquina, disse minha mãe. O motorista lhe pergunta o seu destino e, dependendo da distância, diz o valor. Você, então, coloca suas moedinhas na máquina, que imprime um comprovante. Por isso, nem adianta tentar andar de ônibus com cédulas. É preciso ter "pratas" no bolso.

Zoológico de Palermo
Em Palermo, descemos quase em frente ao zoológico, para onde íamos. A entrada custa $ 22. Eu, que adoro conhecer tudo, gostei de ter ido, mas é um passeio bem mais interessante para crianças. Depois, lanchamos e partimos para os parques do bairro.

Rosedal
Palermo é a área mais verde da cidade. Muitos lagos, tudo muito bem preservado. Engraçado que, mesmo sendo uma quarta-feira, muitos portenhos passeavam pelos parques de patins, bicicletas ou estavam correndo, fazendo exercícios. Andamos um pouco até chegarmos ao Palermo Rosedal, um parque lindíssimo, cheio de rosas - claro! Lá, uma das maiores felicidades da cidade: encontrei um pedalinho! Não tivemos dúvida: pagamos os $ 35 (casal) e passeamos meia hora pelo lago, junto com os patinhos que tem aos montes por lá. Adorei! O dia hoje estava menos frio, o que deixou tudo mais agradável.

Pedalinhos no Rosedal
Seguindo nosso caminho, fomos ao Jardín Japones ($8). O lugar é lindo, com lagos, pontes, monumentos e muitos bonsais - alguns para vender. Há um restaurante japonês também. Câmera em mãos!

Jardim japonês
Andamos mais um pouco e chegamos ao Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, o MALBA. A entrada custa $ 6. O Museu tem obras originais fantásticas de toda a América Latina, inclusive de artistas de Campina Grande (PB). As obras são divididas por épocas. Queria tirar fotos, mas a segurança chamou minha atenção e tive que guardar a câmera.

Museu incrível - MALBA
Andamos mais e chegamos à Plaza de Las Naciones Unidas, onde fica a Floralis Generica, uma flor em aço que durante o dia fica aberta e fecha à noite. Aproveitamos para parar um pouco e descansar deitados na grama, como os portenhos passam as horas durante a tarde. Depois do descanso, andamos até a Recoleta, onde pretendíamos visitar o cemitério onde fica o túmulo de Evita Perón. Pena que estava fechado. Lanchamos na La Continental e ainda passeamos mais, antes de pegar o táxi de volta para o hostel.

Descansando um tiquinho e posando pra foto na Floralis Generica
À noite, andamos até Puerto Madero, onde fomos ao Cassino, que funciona num navio enorme. O passeio é bem legal, mas preferimos não gastar muitos pesos nas máquinas. Ainda perdemos $ 4, mas foi pela diversão. Saímos de lá e pegamos um táxi até o dique 3- já que o bairro é muito grande -, onde jantamos num restaurante italiano. Detalhe: isso foi às 1h! A noite lá realmente começa tarde...

Puerto Madero à noite

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Passeando a Buenos Aires :: O passeio ao Delta do Tigre


Comecei o dia ainda chateada pela perda da câmera, mas segui em frente e logo mudei meu humor.

Tomamos café da manhã pelo caminho, quando íamos ao metrô. Foi a primeira vez na viagem que pegamos esse meio de transporte. E vale muito a pena! Você paga $1,10 e é rápido, organizado, embora não muito confortável. Fomos até a estação Retiro, onde pegamos um trem antigo até a Estação Mitre. Nesse percurso, conhecemos o subúrbio da cidade, bem diferente da Buenos Aires pela qual passeamos até então.

Metrô de Buenos Aires
Estação Mitre
No fim da linha deste trem, chegamos à estação Mitre, onde subimos uma escada rolante e já estamos na Estação Maipu, onde pegamos o Tren de La Costa. Esse passeio é muito legal e um dos mais recomendados da viagem.

A passagem do Tren de La Costa custa $24, ida e volta. Você pode optar por alguns pacotes turísticos, à venda na própria estação, com direito a almoço e o passeio de Catamaran, mas preferimos continuar nossa viagem por conta própria. O trem é bem moderno e super confortável. Ele passa por diversas estações, onde você pode descer e depois de meia hora pegar o próximo. Em algumas, há restaurantes, sorveterias e feirinhas de artesanato. Estas acontecem durante o fim de semana. Paramos na estação de San Isidro, a maior e onde há uma sorveteria Freddo, aquela do melhor sorvete de doce de leite do mundo! Compramos umas besteirinhas nas lojinhas da estação e continuamos o passeio.



O trajeto do trem é por áreas de babar de tão lindas. Uns bairros chiques, com casarões, parques e, claro, pelo Rio de la Plata.

Chegamos no Delta do Trigre, uma cidadezinha que fica no final do percurso. Lá, há um Parque de Diversões (La Costa) que funciona nos fins de semana e feriados, um cassino e os famosos passeios de Caramaran, que foi o que fizemos.



Pagamos $35. O barco vai pelo Delta do Tigre, pelo Rio Sarmiento. É impressionante a realidade de lá. Muita gente mora nas ilhas - onde é muito caro - e outros tantos casarões são de veraneio dos argentinos. Como o acesso à cidade é complicado, os moradores das ilhas contam com barcos para tudo: barco banco, correio, ambulância, farmácia, supermercado... Quem precisa comprar coisas neste, por exemplo, amarra uma sacola branca no píer - todas as casas precisam ter um - e quando o barco passar ele pára na casa. Também há praias artificiais, que ficam cheias nos fins de semana, museu e até um posto de gasolina com loja de conveniência. Isso tudo nós vamos aprendendo pelo caminho, já que o passeio conta com uma guia que nos explica tudo em inglês e espanhol - ela fala devagar, então dá para entender tudo.



Depois da uma hora no Catamaran, andamos um pouco pela cidade do Delta do Tigre e fomos almoçar num dos restaurantes do Puerto de Frutos. Nesse lugar, há um monte de lojas com artesanatos e opções de presente.

Voltamos para o trem e fizemos todo o percurso de volta. Já em Buenos Aires, pegamos o metrô até a Av. Corrientes, onde fomos ao shopping Abasto. A estação tem saída dentro do shopping! Passeamos um pouco e voltamos a San Telmo, onde paramos para comer um alfajor delicioso na Havanna.

À noite, fomos a um restaurante japonês. É comum encontrar sushis feitos com palca (abacate). Achei que não ia gostar, mas é uma delícia. Depois do jantar, fomos até a Corrientes, na Galeria 1660, onde há um bar dos Beattles. Porém este é um dos poucos lugares que começa cedo e a banda estava no final. Andamos um bocado e resolvemos pegar um táxi até a Av. Marcelo T. Alvear, 399, onde funciona o pub The Killkenny. Lá tem música ao vivo e não paga para entrar. Mas a cerveja Guiness pedida pelo meu namorado custou $39! Depois disso, melhor ir dormir.

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