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8.7.10

O Recife pelas águas do Capibaribe

Cartão postal do Recife, o Rio Capibaribe não é somente para apreciação. O ponto turístico da cidade torna-se via de história, beleza e conhecimento no trajeto de Catamarã.


O passeio, que percorre seis pontes e as três ilhas do Recife, dura em média uma hora e quinze minutos e começa na chegada ao Bar e Restaurante Catamarã, de onde sai o barco. O catamarã parte da Baía do Pina em direção ao Parque das Esculturas de Brennand, onde 80 obras do artista pernambucano estão expostas. Neste momento, os "navegantes" avistam também a primeira ilha do Recife: a ilha do Recife Antigo, onde está o Marco Zero da cidade. Um pouco depois, o passeio começa pra valer, quando passamos pela primeira ponte, a 12 de Setembro, mais conhecida pelos recifenses como Ponte Giratória. Entramos, propriamente, no Rio Capibaribe.

É o Capibaribe quem nos guia pelo que há de mais característico na cidade. Importantes locais, parte da história do lugar, nos vão sendo mostrados, como o atual prédio do Fórum Thomaz de Aquino, onde na década de 50 fez sucesso o Grande Hotel, freqüentado por pessoas importantes da sociedade pernambucana; A Igreja Madre de Deus; e o Edifício Chanteclair, construção do século XIX onde funcionou famoso prostíbulo da cidade.

Passamos então pela segunda ponte, a Maurício de Nassau, e pela terceira, a Manuel Buarque de Macedo. Aí já avistamos outra ilha do Recife, a Ilha de Santo Antonio, onde estão a Praça da República, o Palácio da Justiça, o Palácio do Campo das Princesas e outro cartão postal da cidade, o Teatro de Santa Isabel, construído em 1850. O Rio encontra-se com outro famoso companheiro, o Rio Beberibe, que vem das águas de Olinda, cidade que avistamos ao longe. É quando fazemos a curva em direção à terceira ilha, a da Boa Vista, e a outras pontes que caracterizam a cidade como a Veneza Brasileira: Ponte Princesa Isabel, Duarte Coelho e a famosa Ponte da Boa Vista, mais conhecida como Ponte de Ferro, por ter sido construída toda em ferro inglês, no século XIX.

Neste ponto o catamarã dá meia volta, para o fim do passeio. Vamos percorrendo novamente os pontos pelos quais passamos e mais histórias nos vão sendo contadas. Nos despedimos do trajeto com uma bagagem cheia de histórias para contar sobre uma cidade que se fez e se faz sobre as águas do Capibaribe.

:: Este é um dos roteiros disponíveis. Há outros quatro trajetos oferecidos pelo Catamaran Tours.
Vai lá?
Bar e Restaurante Catamaran | Av. Sul, Cais das Cinco Pontas (embaixo do viaduto das Cinco Pontas).
De segunda à segunda, às 16h e 20h.
R$ 25 (segundas) e R$ 28 (terça a domingo) | Crianças até 5 anos não pagam. De 6 a 12 anos, meia-entrada.
:: Reservas: (81) 3424.2845 ::
28.4.10

Passeando a Buenos Aires :: O passeio ao Delta do Tigre


Comecei o dia ainda chateada pela perda da câmera, mas segui em frente e logo mudei meu humor.

Tomamos café da manhã pelo caminho, quando íamos ao metrô. Foi a primeira vez na viagem que pegamos esse meio de transporte. E vale muito a pena! Você paga $1,10 e é rápido, organizado, embora não muito confortável. Fomos até a estação Retiro, onde pegamos um trem antigo até a Estação Mitre. Nesse percurso, conhecemos o subúrbio da cidade, bem diferente da Buenos Aires pela qual passeamos até então.

Metrô de Buenos Aires
Estação Mitre
No fim da linha deste trem, chegamos à estação Mitre, onde subimos uma escada rolante e já estamos na Estação Maipu, onde pegamos o Tren de La Costa. Esse passeio é muito legal e um dos mais recomendados da viagem.

A passagem do Tren de La Costa custa $24, ida e volta. Você pode optar por alguns pacotes turísticos, à venda na própria estação, com direito a almoço e o passeio de Catamaran, mas preferimos continuar nossa viagem por conta própria. O trem é bem moderno e super confortável. Ele passa por diversas estações, onde você pode descer e depois de meia hora pegar o próximo. Em algumas, há restaurantes, sorveterias e feirinhas de artesanato. Estas acontecem durante o fim de semana. Paramos na estação de San Isidro, a maior e onde há uma sorveteria Freddo, aquela do melhor sorvete de doce de leite do mundo! Compramos umas besteirinhas nas lojinhas da estação e continuamos o passeio.



O trajeto do trem é por áreas de babar de tão lindas. Uns bairros chiques, com casarões, parques e, claro, pelo Rio de la Plata.

Chegamos no Delta do Trigre, uma cidadezinha que fica no final do percurso. Lá, há um Parque de Diversões (La Costa) que funciona nos fins de semana e feriados, um cassino e os famosos passeios de Caramaran, que foi o que fizemos.



Pagamos $35. O barco vai pelo Delta do Tigre, pelo Rio Sarmiento. É impressionante a realidade de lá. Muita gente mora nas ilhas - onde é muito caro - e outros tantos casarões são de veraneio dos argentinos. Como o acesso à cidade é complicado, os moradores das ilhas contam com barcos para tudo: barco banco, correio, ambulância, farmácia, supermercado... Quem precisa comprar coisas neste, por exemplo, amarra uma sacola branca no píer - todas as casas precisam ter um - e quando o barco passar ele pára na casa. Também há praias artificiais, que ficam cheias nos fins de semana, museu e até um posto de gasolina com loja de conveniência. Isso tudo nós vamos aprendendo pelo caminho, já que o passeio conta com uma guia que nos explica tudo em inglês e espanhol - ela fala devagar, então dá para entender tudo.



Depois da uma hora no Catamaran, andamos um pouco pela cidade do Delta do Tigre e fomos almoçar num dos restaurantes do Puerto de Frutos. Nesse lugar, há um monte de lojas com artesanatos e opções de presente.

Voltamos para o trem e fizemos todo o percurso de volta. Já em Buenos Aires, pegamos o metrô até a Av. Corrientes, onde fomos ao shopping Abasto. A estação tem saída dentro do shopping! Passeamos um pouco e voltamos a San Telmo, onde paramos para comer um alfajor delicioso na Havanna.

À noite, fomos a um restaurante japonês. É comum encontrar sushis feitos com palca (abacate). Achei que não ia gostar, mas é uma delícia. Depois do jantar, fomos até a Corrientes, na Galeria 1660, onde há um bar dos Beattles. Porém este é um dos poucos lugares que começa cedo e a banda estava no final. Andamos um bocado e resolvemos pegar um táxi até a Av. Marcelo T. Alvear, 399, onde funciona o pub The Killkenny. Lá tem música ao vivo e não paga para entrar. Mas a cerveja Guiness pedida pelo meu namorado custou $39! Depois disso, melhor ir dormir.

Guia de Buenos Aires
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