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18.9.13

Um rapel cheio de gritos na Lagoa Azul


Imagens: Vértice Aventura

Eu tenho em mim certo espírito aventureiro, embora me ache beeeem medrosa para algumas coisas. Essa vontade de fazer coisas radicais é muito por conta do meu pai, que desde sempre fez asa delta, pulou de paraquedas e sempre arranjava um motivo para liberar adrenalina. Aí como o pai é a figura heroi da gente, eu achava o máximo todas as suas histórias e acabei ficando com vontade de experimentar um bocado de coisa.

Semana passada surgiu uma pauta: rapel. Eu já tinha feito um rapel urbano uma vez (olha aqui) e tinha A-DO-RA-DO, embora tivesse tido muito, mas muuuuito medo. Fiquei feliz da vida com a notícia e, no último sábado, fomos simbora para a Lagoa Azul, em Jaboatão dos Guararapes.

A pedra onde é feito o rapel tem 50 metros de altura. Nada mal, hein?! Eu, mais uma vez, fiquei com aquele friozinho na barriga, principalmente quando subi e vi a cidade toda lá de cima. À medida que fui colocando os equipamentos o frio foi aumentando...


18.6.10

Todo o encanto da Caverna do Deda


Quando fui a Serra Negra, em Bezerros (PE), não deu tempo de fazer um dos passeios mais recomendados da região: a Caverna do Deda. No último final de semana, para comemorar o Dia dos Namorados, voltamos ao lugar e podemos conhecer esse que é, sem dúvida, um dos lugares mais bonitos do Estado.

O dia estava bem frio, nublado e com uma chuvinha fina que caía sem parar. Por um lado esse clima até foi bom, já que a caminhada é pesada! O carro vai até um ponto, no começo da serra. Depois, é preparar os pés e caminhar por cerca de uma hora até o destino. Como não achamos o guia, fomos por conta própria. Procuramos saber com alguns moradores como chegar e seguimos em frente. Muita subida, paradas para tirar fotos, escutar o som da natureza e beber água. Isso é fundamental! Vá com sua squeeze cheia.





A entrada na Caverna do Deda custa R$ 2,00 por pessoa. A propriedade era de Deda Laurentino, já falecido, e tem esse nome em sua homenagem. Quem cuida de tudo é seu filho, João, que faz questão de explicar os detalhes e a história com o maior apreço.
O primeiro atrativo é um balanço, instalado em uma árvore que tem um galho alto. Chega a dar um friozinho gostoso na barriga. Depois de se balançar, prepare as pernas que lá vem subida!
Entramos pela caverna do Deda, bem escura. Quem nos guiou foi "Seu Antonio", tio de João, que parecia estar vendo tudo. Ele sabe de cor todos os cantinhos de lá. Subindo por uma escada quase vertical, conhecemos uma pedra onde algumas pessoas se aventuravam no rapel. Vamos subindo mais, por outras trilhas e mirantes, até chegarmos no ponto mais alto do passeio, a 960m de altitude. A vista, nem preciso dizer, é linda (mesmo estando tudo "empacaçado", como dizia, meio abusado com o tempo, Seu Antonio).



A descida de volta é bem íngreme e escorregadia, com a chuva que estava fazendo. No final, há uma bica, que funciona apenas no verão (mesmo porque não há cristão que aguente o frio). Ao sair, o Bar da Caverna está à disposição para um lanche e parada para o banheiro.
No lugar também é possível acampar. A diária custa R$ 5,00 por pessoa e outros R$ 10,00 pela barraca, caso você não tenha seu próprio equipamento.



É no bar que João faz questão de mostrar a foto do pai. Ele nos explica que na área funciona uma secagem de café, onde produzem um café orgânico "de primeira". Ele também cultiva abelhas em quatro apiários e nos dá uma aula sobre o assunto. E o melhor: com direito a prova! Comemos um favo de mel que foi a energia necessária para a caminhada da volta.
Por falar nisso, essa foi, sem dúvida, a maior sorte do passeio. Como voltamos com Seu Antonio, ele nos levou por uma trilha bem mais rápida, sem subidas e infinitamente mais bonita que o caminho da ida. Passamos pelo Buraco da Butija, onde dois moradores de lá acharam uma botija cheia de ouro, e pelo Açude da Flecheira, o qual atravessamos por um caminho de pedras. Para mim, a paisagem mais encantadora da viagem.
Na volta para casa, parada para o caldo de cana, com gelo da própria bebida, pé de moleque e bolo de bacia, na Casa do Mel, na descida da Serra. Só mesmo com muito açúcar para aguentar acordado depois de tanto caminhar pelas belezas da Serra Negra.

:: Fotos: Cecília Nóbrega e Kiko Santana ::
22.1.10

Adrenalina nas alturas!


Sabe quando você está inquieta, com uma vontade louca de gritar, sair correndo, falar sem parar, rir pro povo na rua..?! É assim que to me sentindo agora.

Acabo de voltar de uma matéria onde fiz rapel. Não foi aquele rapel em paredões ou em cachoeira. Foi "pior"! Rapel urbano, num prédio abandonado lá próximo ao parque 13 de maio, no Centro da cidade.
Quando marquei essa pauta estava super confiante, achando o máximo e dizendo pra todo mundo: to indo ali fazer um rapel!


Três dias antes, minha pauta foi tirolesa, lá na Lagoa Azul, em Jaboatão. A sensação de se jogar, de ver toda aquela altura se esvaindo aos poucos, junto com a queda, que acaba num banho delicioso na lagoa, é sensacional! A coragem de pular os quase 60 metros por pouco não faltou. Mas aceitei o desafio e pulei. Depois dali, achei que fazer um rapel seria "fichinha". Mero engano...

Não dá pra ter absolutamente NENHUMA noção do que seja o rapel como o que eu fiz, se não, fazendo. Mesmo quando estava vendo, ainda embaixo do prédio, os instrutores da equipe 90 graus descendo por todas aquelas cordas, pensava: Deve ser massa! Vamos subir logo. Chegando nos quase 50 metros de altura de onde partem para a descida, a coisa muda de figura...
Tive a certeza, ali, de que não era pra mim. "Isso é coisa de doido!" Mas depois de fazer a entrevista e da conversa - em off - com Deivid, o instrutor, decidi, literalmente, me jogar. E confesso que não me arrependo nem um pouco.
Parece meio conversa de auto-ajuda, mas se colocar à prova gritando, falando palavrão, é uma sensação inexplicável - pra não dizer o óbvio. Você sai mais segura, mais feliz, mais confiante, sei lá. Definitivamente, não dá pra morrer sem passar por isso.

Obs.: Por falar em palavrão, eles são altamente necessários numa situação de limite como essa. Não há absolutamente nada que substitua um puta que pariu, caralho e porra nessas horas. Você vai falar o quê?? Só o Meu Deus?! Não, não dá...

Serviço:
Lagoa Azul - 8793.5683 | 3426.2915 | 3426.3737
BR Adventure - 8745.3469 | 8639.7942 | 8778.9979
90 graus Adventure - 3075.4300 | 8623.5760 | 9619.6269