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28.4.10

Passeando em Buenos Aires :: Palermo, Recoleta e Puerto Madero

Este foi o dia de andar! Os pés, que já não davam para mais quase nada, se acabaram de vez.

O dia começou com um "desayuno turístico". Fomos conhecer o famoso Café Tortoni, o mais antigo da ciadade, que fica na Avenida de Mayo. O café da manhã não é lá muito barato, mas vale demais. O lugar é lindo, você parece transportado para aqueles filmes chiques, de outras épocas. Amei. A medialuna e o suco de laranja estavam uma delícia.


Já de barriga cheia, pegamos um ônibus (nº 10) até Palermo. Ônibus lá não tem cobrador - o homem substituído pela máquina, disse minha mãe. O motorista lhe pergunta o seu destino e, dependendo da distância, diz o valor. Você, então, coloca suas moedinhas na máquina, que imprime um comprovante. Por isso, nem adianta tentar andar de ônibus com cédulas. É preciso ter "pratas" no bolso.

Zoológico de Palermo
Em Palermo, descemos quase em frente ao zoológico, para onde íamos. A entrada custa $ 22. Eu, que adoro conhecer tudo, gostei de ter ido, mas é um passeio bem mais interessante para crianças. Depois, lanchamos e partimos para os parques do bairro.

Rosedal
Palermo é a área mais verde da cidade. Muitos lagos, tudo muito bem preservado. Engraçado que, mesmo sendo uma quarta-feira, muitos portenhos passeavam pelos parques de patins, bicicletas ou estavam correndo, fazendo exercícios. Andamos um pouco até chegarmos ao Palermo Rosedal, um parque lindíssimo, cheio de rosas - claro! Lá, uma das maiores felicidades da cidade: encontrei um pedalinho! Não tivemos dúvida: pagamos os $ 35 (casal) e passeamos meia hora pelo lago, junto com os patinhos que tem aos montes por lá. Adorei! O dia hoje estava menos frio, o que deixou tudo mais agradável.

Pedalinhos no Rosedal
Seguindo nosso caminho, fomos ao Jardín Japones ($8). O lugar é lindo, com lagos, pontes, monumentos e muitos bonsais - alguns para vender. Há um restaurante japonês também. Câmera em mãos!

Jardim japonês
Andamos mais um pouco e chegamos ao Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, o MALBA. A entrada custa $ 6. O Museu tem obras originais fantásticas de toda a América Latina, inclusive de artistas de Campina Grande (PB). As obras são divididas por épocas. Queria tirar fotos, mas a segurança chamou minha atenção e tive que guardar a câmera.

Museu incrível - MALBA
Andamos mais e chegamos à Plaza de Las Naciones Unidas, onde fica a Floralis Generica, uma flor em aço que durante o dia fica aberta e fecha à noite. Aproveitamos para parar um pouco e descansar deitados na grama, como os portenhos passam as horas durante a tarde. Depois do descanso, andamos até a Recoleta, onde pretendíamos visitar o cemitério onde fica o túmulo de Evita Perón. Pena que estava fechado. Lanchamos na La Continental e ainda passeamos mais, antes de pegar o táxi de volta para o hostel.

Descansando um tiquinho e posando pra foto na Floralis Generica
À noite, andamos até Puerto Madero, onde fomos ao Cassino, que funciona num navio enorme. O passeio é bem legal, mas preferimos não gastar muitos pesos nas máquinas. Ainda perdemos $ 4, mas foi pela diversão. Saímos de lá e pegamos um táxi até o dique 3- já que o bairro é muito grande -, onde jantamos num restaurante italiano. Detalhe: isso foi às 1h! A noite lá realmente começa tarde...

Puerto Madero à noite

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23.4.10

Passeando em Buenos Aires :: San Telmo e Puerto Madero

Como o café da manhã do hostel não era lá essas coisas, resolvemos fazer nosso desayuno no La Continental, uma das cafeterias / lanchonetes mais populares da cidade e que tem uma loja bem pertinho de onde estávamos hospedados. Medialuna é pedida obrigatória na dieta matinal do portenho. Então, fomos de medialunas e um jugo de naranja que estava mais para um gole do que para um copo. Mas tudo bem, tava gostoso e não foi caro...

Café da manhã no La Continental
Nós fizemos a besteira de não termos trocado o dinheiro todo quando chegamos, então precisamos de dinheiro no final de semana e não havia casas de câmbio abertas. Então, fomos logo cedo ao centro tirar dinheiro na Calle Florida. Na ida, aproveitamos para turistar e tirar fotos na Plaza de Mayo / Casa Rosada.

Foto na Casa Rosada tem que ter!


Voltamos pela Calle Defensa e todo o movimento do domingo no Bairro de San Telmo já havia começado. A rua é enorme e a variedade de coisas da famosa feira de antiguidades, maior ainda. Todo o bairro é tomado por comerciantes, que vendem antiguidades, cacarecos, roupas, acessórios e até produtos made in china. Tem de tudo! Além disso, as lojas ficam abertas. Há muitos brechós e antiquários, reforçando a característica vintage do bairro . Fiquei morrendo de pena de não ter trocado o meu dinheiro.

Pela feirinha de San Telmo
Depois de muito andar por San Telmo, pegamos o rumo para Puerto Madero. Se o primeiro é retrô, o outro é o oposto. Puerto Madero é a área mais moderna da cidade, rodeada de arranha-céus espelhados, onde funcionam grandes empresas multinacionais.

Passeamos pelos diques do bairro. Ao todo, são quatro grandes diques de cada lado, onde há muitos restaurantes  - chiquérrimos! - algumas empresas, residências, sorveterias...

É em Puerto Madero que fica a Puente de La Mujer, uma construção branca que simboliza a figura feminina com alguns cabos de aço, representando os homens.


Puente de La Mujer
Depois de muito pesquisar onde era mais barato, almoçamos no Bahia Madero, onde a pedida foi o "Menu Deluxe": entrada + prato principal + sobremesa a $ 74 por pessoa.

Depois do almoço, andamos até o Obelisco e voltamos pela Florida, onde conhecemos as Galerias Pacífco, um shopping que funciona num prédio bem antigo, lindo! Mortos de tanto andar, voltamos ao hostel para a nosso cochilinho do fim do dia.

À noite, pegamos um táxi (muito barato) para o Hard Rock Café, no bairro da Recoleta. Lá as coisas são meio caras, mas vale o passeio. Ao sair, passeamos um pouco pelo bairro e demos de cara com o bar Buller, que estava presente nas nossas pesquisas sobre a cidade. O ponto forte dele são as cervejas artesanais. Eu não sou muito de cerveja, mas arrisquei junto com meu namorado o menu degustação. Você paga $26  por seis copinhos de 100ml, com cada tipo da bebida produzida no local. Junto vem um panfleto mostrando como as cervejas são produzidas e explicando um pouquinho sobre cada tipo. Fiquei só com a de mel, enquanto meu namorado bebeu as outras cinco. Apesar de não ter paladar para cerveja, adorei o ritual.





O frio hoje estava absurdo! Os dois casacos que vestia não davam conta. Depois das cervejas, pegamos um táxi e voltamos correndo para o hostel.

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17.4.10

Passeando em Buenos Aires :: O Bus Turístico

Quando reservamos o hostel, havia na descrição que o desayuno estava incluso na diária. Mas não vá você pensando que café da manhã em Buenos Aires é como aqui no Brasil, onde qualquer pousada, por mais simples, tem aquela mesa linda com frutas, pães, queijos e tudo mais. O desayuno, para nossa decepção, era pego na recepção e vinha dentro de um saquinho: duas medialunas (espécie de croissant, mas sem recheio). Para beber, uma ficha da máquina do café. Eu me ferrei logo porque peguei um leite achocolatado quente e queimei minha língua. Uó!

Bom, comemos e fomos ao centro para o nosso primeiro passeio, o Bus Turístico. É um ônibus do governo (arretado!), bem equipado e que leva você para um trajeto por toda a cidade ($70!). Durante o passeio, você vai escutando pelo fone a descrição dos principais pontos. Dá para escolher entre diversas línguas, entre elas, o português, claro. Aliás, só o que tinha era brasileiro! No mínimo, 90% das pessoas que estavam no bus turístico eram nossos conterrâneos. Em diversos pontos, o turista pode descer e ficar quanto tempo quiser. De meia em meia hora passa outro, é só estar com o ticket em mãos para pegar.

Bus Turístico
A primeira parada foi no bairro de La Boca, onde passamos pelo estádio do Boca Juniors e pelo Caminito. Foi aí onde comi o primeiro alfajor da viagem! Não demoramos muito porque outro dia foi reservado para visitar somente esses lugares, que são indispensáveis na viagem a Buenos Aires.

Eu e o primeiro alfajor da viagem, no Caminito
A surpresa do passeio foi a parada nº 6, onde fica a reserva ecológica. A gente pesquisou muito sobre Buenos Aires antes de viajar, mas pouco ouviu falar a respeito da reserva. O lugar é lindo e enorme! Entramos e logo vi um monte de gente andando de bicicleta. Descobri que um cara alugava na frente do parque e, claro, pagamos $10 (cada) por uma hora para dar nossa volta. Só não imaginávamos que seria uma volta tão grande. Depois de tanto andar de bicicleta, descobrimos que o percurso que fizemos tinha 7 km!! E ainda bem que fizemos. No parque, quase não vimos turistas. A maioria era gente de lá, que aproveitava o sol do sábado (apesar do frio) para caminhar, correr, andar de bicicleta, namorar e até ler um livro na beira do rio. Sim, porque uma área da reserva fica na beira do Rio da Prata. Dica: se você for fazer esse passeio, não se esqueça de levar o repelente!

Passeio de bicicleta pela reserva ecológica
Reserva Ecológica e o Rio da Prata
Depois do exercício, comemos um comeu-morreu de bife de chorizo e voltamos ao ponto do ônibus para continuar turistando. Paramos no bairro da Recoleta, o mais chique da cidade, e onde acontece uma feira de artesanato bem legal nos fins de semana. Aliás, final de semana tem feirinha em tudo quanto é lugar na cidade! E minha dica é que você faça suas compras nesses lugares, já que as coisas são mais baratas e mais diferentes.

Antes de pegar o ônibus para finalizar o passeio, pausa para o tão falado helado de Dulce de leche da Freddo. Indescritível! Realmente, não esperava coisa tão boa. É absurdamente bom! Pagamos sorrindo os $12 do sorvete menor de todos.

Pegamos o último ônibus do passeio e chegamos ao hostel às 21h30, mortos! O dia só anoitecia umas 19h15, por isso nem víamos o quanto já era tarde. Descansamos um bocadinho para sair à noite, quando fomos para um barzinho perto do nosso hostel. Mas acho que o frio e o cansaço do dia foram tanto que passei mal. Melhor descansar para agüentar o resto da viagem.

*Valores em peso argentino.


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