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25.5.15

Passeando no Peru: Finalmente... as ruínas de Machu Picchu

Imagens: Cecília Sátiro

Finalmente o dia mais esperado da viagem havia chegado. Quem vai ao Peru, claro, espera ansiosamente pelo dia de conhecer as ruínas de Machu Picchu e ali estávamos nós, chegando em Águas Calientes, para nos prepararmos para o tão esperado passeio.

Em Águas Calientes
2.2.15

Passeando no Peru :: City tour em Cusco

Imagens: Cecília Sátiro

Vou logo dizendo que adorei Cusco!

Cidade pequena, lindinha e com muita coisa pra fazer. E o melhor: tudo é pertinho, então se vai pra todo canto a pé.

Cidade de Cusco vista de cima

28.5.13

Passeando na Cidade do México :: A chegada :: Turibus

Saímos aqui de Recife no dia 29 de março, às 1h47, num voo da Copa Airlines. Eu ainda estava me recuperando de uma conjuntivite e uma amidalite e vinha tomando zilhões de remédios com hora certa e tal. Então, dessa vez, não estava embarcando com tanta euforia como de costume.

Para piorar, o voo foi péssimo. Já deixo logo a dica para quem for por esta cia aérea: só compre se a passagem estiver muito barata, porque o voo é mega desconfortável. O avião é pequeno, as fileiras entre as cadeiras praticamente não têm espaço. Os assentos também não são muito bons e é preciso fazer manobras para conseguir uma posição confortável para dormir e aguentar as quase sete horas de voo até o Panamá. De lá, ainda mais algumas longas horas até chegar à Cidade do México, destino final. Pelo menos esse segundo avião era um pouquinho mais novo...

Depois dos processos todos de chegada, fomos trocar nossos dólares por pesos mexicanos ainda no aeroporto (US$ 1 = MXN 12,66). Não levamos daqui, pois é difícil fazer essa conversão ainda no Brasil e as taxas não eram muito vantajosas. Feito isso, logo na saída, pegamos um táxi - o tal táxi de sítio - pois fomos orientados por muita gente que não é seguro pegar táxis comuns na Cidade do México. Ah, atenção! Há uns quatro guichês, um colado no outro, na saída, mas os preços variam bastante. Pergunte em todos e veja o mais barato. Incrível como a diferença era grande! 
Anote: táxi do aeroporto ao Zócalo = MXN 165, cerca de R$ 26.

Zócalo e Palácio Nacional
Ficamos hospedados no hostel Mundo Joven Catedral, o mais famosinho da cidade e que tem a melhor localização. Quando chegamos, percebemos que o lugar era realmente muito legal, organizado, mas... quase morri sem ar só de olhar o quarto da gente. Ficamos em um quarto de casal, privado, que mal tinha espaço para deixar a mala. Para ter uma noção, o banheiro era maior do que o quarto! Além disso, eles tinham resolvido passar verniz em todas as janelas e não havia sequer um ventilador. Desci e consegui um na recepção, mas quis sair dali correndo. Depois soube que os quartos coletivos são bem legais, mas se você vai ficar em quarto privado de casal, melhor escolher outro hostel. Não indico!

Entrada do nosso hostel

Táxis elétricos
Bom, era meio da tarde e ainda dava tempo de passear, embora a gente estivesse bem cansado da viagem. Pegamos o Turibus, em frente ao nosso hostel, para dar um passeio geral pela cidade. Era sexta-feira santa, por isso enfrentamos uma fila bem grandinha. Nesse momento percebi de cara duas coisas que adorei: a primeira é que os mexicanos são super simpáticos! A gente fez amizade com uma senhora, Inés, e seu filho e eles eram bem solícitos e tal. A segunda coisa que notei é que o mexicano gosta de passear, curtir sua cidade. O Turibus é um serviço beeem turístico, mas a grande maioria das pessoas que estava fazendo o passeio era mexicana. Adorei isso!
Anote: Turibus = MXN 165

Filinha básica para o Turibus

Turibus chegando no Monumento de la Revolución
Bom, o passeio foi a melhor escolha para esse dia de cansaço depois de uma viagem desconfortável. Além disso, eu senti os efeitos da altitude. Fiquei um pouco tonta, enjoada, como se tivesse em um navio, sabe?! Acho que fiquei uns dois dias assim, então conhecer a cidade do ônibus, nesse primeiro momento, foi bem legal, mesmo porque percorremos os principais pontos e deu pra ter uma noção geral de tudo. E minhas expectativas foram altamente superadas! Deu pra ver a alegria das pessoas, a animação da cidade, os lugares e ruas arborizados, as ruas fechadas para pedestres, as diversas formas de locomoção, muita música e festa, a simpatia exagerada dos homens com as mulheres, o contraste de partes modernas da cidade e das mais antigas, onde os índios fazem rituais a todo momento, a arquitetura e, claro, a fama de apimentada que tem a culinária local. Enfim, a variedade de coisas e riquezas que aquele lugar oferece. Foi uma amostrinha para deixar a gente com muita vontade de aproveitar tudo e de que chegasse logo o próximo dia da viagem.

Curiosidade: eu tive muitas dúvidas quanto ao tipo de roupa que deveria levar, pois nas minhas pesquisas a temperatura variava de 9 a 26 graus e sempre via fotos de pessoas encasacadas. Ao chegar lá, percebi: o povo gosta de sentir calor! Um sol danado, abafado, e o povo de casaco, sempre. Só faz um friozinho à noite e no comecinho da manhã, mas no resto é bem quente. Estranho, né?! :P


Edifícios modernos na Av. Paseo de La Reforma

Típico mexicano. Detalhe: tava um calor danado!
Shopping no bairro de Polanco
Rua de pedestres
Eu, João e a Catedral Metropolitana ao fundo

Guia da Cidade do México
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2.10.12

Passeando :: de Veneza para Paris

Segunda-feira, 14 de maio de 2012

Eis que chegou o dia de partir para o nosso último destino de Lua de Mel: Paris.

Tomamos café da manhã no hostel e seguimos para a Piazzale Roma, de onde parte o Aerobus, ônibus que sai a cada 20 minutos e é a melhor opção para ir até o aeroporto Marco Polo (7 EUR com a bagagem). Nosso voo para Paris estava marcado para às 14h40, então esperamos um bom tempo por lá. O aeroporto de Veneza é bem pequeno, sem distrações. A pior parte pra mim, claro, era a comida. Na viagem inteira foi assim. E comer no aeroporto foi ainda pior. As opções eram pouquíssimas e eu acabei tendo que comer, pela milésima vez, um panini. Fazer o quê, né?! Despedida da Itália. Enquanto esperávamos, encontramos um casal de brasileiros que estava viajando pela Europa fazia mais de um mês. Conversando, percebemos que eles tiveram a mesma impressão que a gente: de que o italiano cansa! Mas nos deram boas recomendações: vocês vão amar Paris! Que assim seja! Escutar essas coisas faz você ficar ainda mais ansioso com a viagem, né?!

Aerobus

Eu, João e as passagens para Paris

Voamos pela Air Berlin. O voo saiu de Veneza e fez conexão na capital da Alemanha, onde tivemos que ficar um tempo no aeroporto. A essa hora eu já estava com fome e lá vou eu de novo... comi um pão duro com salsicha e mostarda, bem característico de lá. Ai, meu Deus, que saudade da minha farofa!

Eu e a salsicha alemã

Bom, mas vamos ao que interessa. Chegamos em Paris, no aeroporto de Orly, às 20h30, com o dia ainda bem claro. Preferimos pegar um táxi do aeroporto até o hostel, pois já era tarde e estávamos bem cansados (36 EUR a corrida). Logo percebi que o povo não é tão chato como dizem ser. O taxista foi bem simpático, puxou conversa e até nos mostrou umas coisas ao longo do caminho.

Chegamos ao Plug-Inn Hostel, nossa moradia pela próxima semana, no bairro de Montmartre. O lugar é bem legal, bem estruturado, lotado de jovens de toda parte do mundo - assim como a maioria dos hostels, claro. Super indico. É pertinho de uma estação do metrô e de restaurantes de várias nacionalidades. Aliás, Montmartre é incrível, a gente amou o bairro!

Chegamos em Paris!

Ratatuille

Depois de deixarmos as coisas no quarto, saímos para comer num restaurante bem legal que fica logo na esquina do hostel. Eu tava feliz da vida de não ter mais que comer massa ou pizza. Só que o problema agora era outro: a confusão para escolher alguma coisa no cardápio. A gente não entendia nada! Algumas coisas tinham a tradução para o inglês, mas a maioria não tinha. Resolvemos arriscar. Eu, que não gosto de sopa, acabei pedindo, sem querer, uma sopa de cebola de entrada. Mas dei a chance ao meu paladar e até que gostei.

Mas o que chamou mesmo a nossa atenção no restaurante foi um ratinho. Sim, um rato! A gente lá comendo e, de repente, João me diz: Namorada, acho que vi um rato. Claro que na hora eu achei que era impressão dele, mas resolvemos ficar de olho. Até que... sim, era um rato! Ele entrava pela brecha entre a estrutura de madeira do restaurante e a calçada, pegava alguma coisinha e corria de volta. Diversas vezes! Eu fiquei apavorada. Pior é que ninguém parecia ver ou se importar com ratinho. Resolvemos avisar à garçonete, a fim de que ela fizesse alguma coisa. Ela nos olhou com uma cara de "que é que tem?" e saiu sem dizer nada. Aí eu cheguei à seguinte conclusão: como lá pela França isso deve ser normal, eles fizeram o filme Ratatuille para nos oferecer uma outra visão acerca dos roedores. Só pode ser!
:P
23.7.12

Passeando na Europa :: Dicas de viagem

Enfim, a viagem de Lua de Mel

Fotos :: Camila Sátiro e João Menelau ::

O casório
Quando decidimos nos casar, há pouco mais de um ano, foi aquela alegria, muitos planos e, entre eles, o sonho de uma mega viagem. Pesquisando muito, buscando informações, fazendo orçamentos, começamos a perceber que não ia dar pra fazer tudo o que a gente queria: festa, reforma do apartamento, viagem... Mas uma coisa era certa: se a gente tivesse que escolher, a viagem estaria acima de qualquer festa! Assim, desistimos de gastar dinheiro com cerimônia e farra e começamos a sonhar em conhecer uma parte da Europa. Como temos uma família absurda de boa, conseguimos fazer foi tudo (e aproveito esse espacinho também para agradecer a todo mundo). E a viagem foi muito, muito especial. Vamos a ela!

No muro do "Eu te Amo", em Paris

A escolha do roteiro

Vontade de conhecer lugares é o que não me falta, né?! Nem a mim nem a meu namorado marido. Depois de muitas conversas com amigos viajados, de analisar o clima da época (maio) e das nossas preferências, claro, decidimos que iríamos para a Europa. Mas que países conhecer? Essa decisão foi bem complicada, mas levamos em consideração alguns fatores. Primeiro, a gente não queria fazer um pinga pinga. Esse negócio de passar dois, três dias em cada lugar não dá certo. Além de não dar tempo de conhecer nada direito, a viagem fica muito mais cansativa. A lista de locais era grande, então focamos em dois países: Itália e França. No primeiro, optamos por conhecer Roma (seis dias), Florença (cinco dias) e Veneza (um dia). Na França, fomos só a Paris, gastar os últimos oito dias de viagem na cidade-luz. Nas pesquisas, vimos também que viajando pela TAP o passageiro tem direito a uma conexão prolongada em Lisboa, já que todos os vôos passam por lá (ficar alguns dias e continuar o trajeto, pelo mesmo preço, como se fosse uma  passagem só). Assim, resolvemos incluir a cidade como a primeira parada do nosso roteiro, onde gastamos dois dias. E foi uma decisão bem acertada!

Lisboa

Impressões

Ao todo, a viagem durou 23 dias (de 30 de abril a 22 de maio). Confesso que, por mais que eu goste de viajar, achei que foi muito tempo. Não que tenha me arrependido, mas é que nos últimos dias eu já estava louca de saudade da minha farofa, do calor e do povo brasileiro (definitivamente, não existe gente como a gente). E numa viagem como essas você anda, anda, anda... anda muito (pra mim só vale se for assim) e não tem como não ficar cansativo. São inúmeros lugares para conhecer e você quer fazer tudo a pé, pra não perder um minuto do lugar. Outra coisa que não cooperou foi o frio. Era primavera na Europa, mas o frio ainda não tinha ido embora. Chegamos a pegar oito graus, com sensação térmica bem abaixo disso em alguns lugares (e eu cheia de vestidinhos na mala. Ah, se não fosse mainha!). Mas não foi a viagem toda assim - ainda bem! Florença, por exemplo, nos presenteou com dias de muito sol e calor. Ah, Florença!

Calor em Florença
Uma coisa importante: eu amei o roteiro escolhido, mas isso é muito pessoal. Por exemplo, se você não é louco por arte e museus, prefira outros destinos e faça um roteiro mais balanceado. Esses destinos que escolhemos são bem focados em arte, então passamos muito tempo (principalmente na Itália) em museus e igrejas. Se você não tem muita paciência, melhor analisar bem antes de viajar. Em Roma, por exemplo, confesso que chegou uma hora que eu não aguentava mais ver escavações. Mas passar por essas também faz parte, né?!

Roma

Dicas

Bom, listar todas as dicas de uma viagem como essas fica complicado, mas vamos lá:

Hospedagem: ficamos em hostels em todas as cidades - exceto Veneza -, pesquisados e reservados pelo Hostelworld e Hostelbookers. Levamos em consideração, principalmente, a localização, preço e comentários dos outros viajantes (esses são fundamentais, podem tirar você de algumas enrascadas). Você paga uma quantia pequena na reserva e o resto no check-in. Fizemos com uma antecedência grande e até fiquei com medo de dar algum problema lá, mas foi tudo perfeito. Em todos eles, optamos por suítes e não por quartos e banheiros compartilhados - era Lua de Mel, neh?! :P Na hora da reserva pelo site ficamos com medo porque a gente teve que fornecer todos os dados do cartão, inclusive o código de segurança, mas isso é de praxe. Foi tudo certinho!

Hostel de Lisboa: o melhor de todos
Mala: o ideal é ir com o mínimo de bagagem possível - menos de 20kg. Para se deslocar nos aeroportos, estações de trem, ir até os hostels era quase sempre de metrô, trem e até andando. Então, uma mala gigantesca só atrapalha. Além do mais, por menos que você tenha ou queira gastar, sempre há um souvenir a sua espera. Então é bom contar com esses pesinhos a mais também. Na Europa ninguém ajuda com as malas (a não ser que tenha uns euros por trás). Por falar nisso, é bom ficar ligado porque teve italiano se fazendo passar de bonzinho pra cobrar uns trocados depois. Melhor ir com uma mala leve e ser bem independente quanto a isso.

Deslocamento: para ir de um país a outro viajamos de avião e, dentro da Itália, fizemos os deslocamentos de trem pela Trenitália. Compramos tudo pela internet, com o máximo de antecedência, pra já viajarmos com os trajetos garantidos. Os trens são muito legais, confortáveis e a viagem tranquila. É importante você atentar para o peso da sua mala aqui, pois normalmente são exigidas bagagens com até 20kg. É bom também levar uma corrente com cadeado, pois nem sempre há espaço para levar sua bagagem perto de você e são comuns os roubos em trens na Europa. Ainda bem que fomos precavidos e não tivemos problemas com isso. Para ir de Veneza para Paris, optamos por ir de avião. O voo foi pela Air Berlin. A passagem foi um pouco mais cara do que por essas cias low cost, mas a vantagem é a bagagem. Pela Air Berlin podemos despachar mala de até 20kg e levar outra de mão. Já nessas outras companhias você tem que estar com uma mala bem pequena. Se tiver que despachar vai pagar bem mais e não compensa o preço.

Dinheiro: a gente fez aqui em Recife o Visa Travel Money, na Rhema Prime Viagens. É ótimo, seguro e aceito em todos os lugares. Vale muito a pena (mas claro que levamos uma quantia em dinheiro também, para despesas como hostels, táxis, gorjetas, lanche, etc). Por falar nisso, o doleiro (aquela bolsinha de colocar embaixo da bolsa) é fundamental! Não é porque você está na Europa que não vão tentar abrir a sua bolsa. Nós calculamos uma média de 120 euros por dia para nós dois (sem contar com a hospedagem). Esse valor é suficiente para passear, se deslocar, comer sem luxo e comprar besteirinhas. Se você pretende ir a restaurantes mais caros e fazer compras, melhor levar um pouco mais.

Remédios: nós não somos os loucos dos remédios, mas não custa nada prevenir, neh?! Então levamos uma necessaire com alguns remédios básicos e que nos ajudaram bastante! Neosaldina, Dorflex, Dramin (enjoo), Omeprazol (estômago), Buscopan, Miosan (dores musculares, importantíssimo!), pomada Reparil (dores), Dipirona (febre), Azitromicina (antibiótico), Luftal, remédio para enxaqueca... todos esses estavam presentes na necessaire, que, ainda bem, voltou praticamente igual. Mas imagina se a gente tem um troço que não tem um desses a mão!? Não custa nada levar, neh?! Ah, e se você é desmantelado como eu, melhor ter uns band-aids dentro da bolsa.

Seguro Saúde: alguns países da Europa exigem que você faça um seguro saúde para viajar. É importante porque eles podem pedir o comprovante na imigração e, se você não tiver, pode voltar do aeroporto mesmo. Melhor não arriscar.

Aplicativos: existem inúmeros aplicativos de viagem que podem ajudar bastante. Nós nem fomos com muitos desses aparatos, exceto os mapas das cidades onde íamos ficar e de um aplicativo que nos ajudou bastante: previsão do tempo! Lá na Europa a previsão é de verdade (e eu que achei que fosse mentira em todo lugar - sim, porque aqui no Brasil nunca dá certo) e saber do tempo antes de escolher a roupa pra sair do hostel foi uma mão na roda.

Tire muuuitas fotos e registre tudo no seu caderninho de viagens. Parece que o passeio fica ainda melhor quando você volta e lembra tudo nos mínimos detalhes.
=D

Veneza
Bom, se lembrar de mais algumas dicas eu venho por aqui atualizar. 
Nos próximos posts, o roteiro completo da minha tão querida viagem à Europa (a primeira de muitas, se Deus quiser).

;)
16.4.10

Passeando em Buenos Aires :: A chegada


Mais de uma vez eu já citei aqui o quanto sou ansiosa, né?! E claro que às vésperas de viajar não ia ser diferente... No dia 09 tínhamos que estar no aeroporto às 6h20, então me programei para acordar às 5h. Antes disso já estava de pé, mesmo tendo acordado diversas vezes durante a noite.

O voo Recife/São Paulo foi tranqüilo, apesar do aperto do avião da Gol e do cheiro de cocô que subia de vez em quando. Alguém estava, literalmente, se cagando de medo!

Em São Paulo, esperamos quatro horas para pegar o vôo da conexão para nosso destino: Buenos Aires. Embora estivesse bem cansada, não consegui dormir durante a viagem. Tudo o que eu queria era chegar. E chegamos, na hora programada, às 18h30, em terras portenhas. Clima ótimo, 19º. Estava realizada!


No aeroporto, logo que saímos da esteira da bagagem, há um monte de guichês que fazem transfer para o seu hotel, já que o aeroporto é longe do centro da cidade. Pegamos o serviço do Manuel Tienda León. Pagamos $ 80 os dois e pegamos um ônibus, desses bem equipados, que nos levou até uma central da empresa na cidade. De lá, uma Dobló levou a gente até o hostel.

Nesse percurso já deu pra perceber o quanto a cidade é linda e organizada. As avenidas largas, bem sinalizadas, sem lixo pelas ruas... fui babando tudo feito cachorro na janela. Um parêntese: ainda no aeroporto, percebi o quanto argentino fuma. É quase unanimidade! Uma outra descoberta ruim: água é muito caro lá. Paguei $9 por uma garrafinha!!!

Chegamos ao Hostal de Granados, no bairro de San Telmo. Fizemos nossa reserva pela internet (assim como praticamente toda a viagem) e tínhamos lido bons comentários a respeito do lugar. E realmente! Um lugar bem simples, mas completo. Afinal, não queria mais que uma cama confortável e um chuveiro quente.

Rua do nosso hostel em San Telmo, a Calle Chile
A “nossa” calle era linda, agradabilíssima (Calle Chile). Uma espécie de Recife Antigo, só que bem mais organizado. Uma ruazinha de paralelepípedos, cheia de barzinhos e restaurantes. Aproveitamos para passar nossa primeira noite por lá.

Eu estava morta de fome e louca para comer o tão falado bife de chorizo. Aliás, o bairro cheirava a carne! Depois de tanto procurar, acabamos sentando num lugar legal, com pessoas simpáticas, o Aquí me Quedo... até que descobrimos ser um bar mexicano! Mas tudo bem, valeu a pena. Ganhamos uma entrada e margueritas de graça! Depois da viagem e da barriga cheia, só restou ir aproveitar nosso hostel e dormir para se preparar para o primeiro dia do nosso passeio.

*Valores em peso argentino.

Guia de Buenos Aires
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