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17.8.12

Passeando :: De Roma para Florença

Quarta-feira, 09 de maio de 2012

Confesso que já estava louca para esse dia chegar. O dia de sair de Roma e conhecer Florença, maior cidade da região da Toscana, berço do Renascimento e onde existem os sorvetes mais famosos do mundo. Além de saber que o lugar é lindo e tem arte por toda parte, eu também já estava de saco cheio do abuso dos romanos e de ver muralhas e escavações. =P

Acordamos cedo e fomos passar o tempo no Termini, tomando café da manhã e dando uma volta pelo shopping que fica instalado no subsolo. Perto da hora do trem partir, pegamos as malas no hostel e voltamos para a estação. Já havíamos comprado a passagem de Roma para Florença no site da Trenitalia, antes de partir, com meses de antecedência, para não ter problema. A gente levou o ticket impresso e na hora da viagem passa o fiscal e você diz o número das passagens para ele, que confirma lá numa maquininha. O trem é um Eurostar de alta velocidade. É muito legal, super confortável, a viagem foi bem tranquila. Eu até filmei e acabei levando uma bronca porque não se pode fazer "midia a bordo". Scusa! 

Trem Eurostar, da Trenitália
Chegamos em Florença perto das 15h e, logo na saída da Estação Santa Maria Novella, compramos o nosso Firenze Card, no centro de informações turísticas. O cartão vale por 72 horas e não é barato, 50 EUR cada. Então é bom você ver direitinho o que quer fazer para ter certeza que compensa. Para a gente foi praticamente a mesma coisa quanto aos gastos, porque fomos a muitos museus. Valeu mais pela mordomia de passar na frente em algumas filas, como na Galleria Della Accademia, que sempre tem bastante gente.

Fomos andando até o hostel, que ficava pertinho da estação, o Leonardo House. O hostel é ótimo, tem quartos grandes e o dono, Leonardo, é um fofo. Até ajudou a subir com as malas! (Em se tratando de Europa isso é de surpreender). Deixamos as coisas e fomos aproveitar o resto do dia.

Ah, Florença!
Tudo em Florença é pertíssimo, a cidade é bem pequena e feita mesmo para se locomover a pé ou, no máximo, de bicicleta. Praticamente não há carros nas minúsculas ruazinhas de pedra da cidade. Já fui me apaixonando pelo lugar. Fomos até a Piazza Duomo, onde fica a Catedral Santa Maria del Fiore, a mais linda de todas que vi. Ela é feita em mármore, em estilo gótico e tem uma cúpula enorme, onde milhares de pessoas sobem para ter uma vista linda da cidade. A entrada na catedral é gratuita e funciona todos os dias, das 10h às 17h. Para subir na cúpula tem que chegar um pouco antes (acho que até umas 16h30) e paga-se 8 EUR. Vale a pena! A vista é realmente linda, ainda mais no fim da tarde. A cidade parece ser toda dourada, amei!

Piazza Duomo :: Santa Maria del Fiore

Cúpula da Catedral

Lá de cima, a gente e Florença
Lá de cima havíamos visto uma feira e desci louca para ir até lá. Ela funciona todos os dias e é uma ótima opção para comprar. Tem de tudo: desde artigos em couro, característicos de Florença, até bijouterias e jóias de imigrantes indianos. Com certeza você vai desperdiçar uns euros por lá.

Eu na feirinha

No caminho para a nossa próxima parada, passamos pelo Mercato del Porcelino, outra feira a céu aberto e onde há uma estátua em bronze de um javali (porcelino), no qual você deve passar a mão pra trazer sorte. O focinho do bicho chega brilha, de tanto que o povo alisa. :D

Porcelino
Depois de tentar a sorte no porcelino, fomos ver o pôr do sol na Ponte Vecchio, sobre o Rio Arno, onde há diversas joalherias e lojinhas caras. O espaço por lá é bem disputado nesse horário, mas conseguimos apreciar o astro rei e ainda tirar uma dessas fotos bregas (não deu pra resistir). Aliás, a produção foi de uma turista, que sugeriu a pose: "Kiss, kiss!"

Em Florença pode até foto brega

Ponte Vecchio
Saímos da ponte e fomos até a Piazza Della Signoria, praticamente um museu ao ar livre com suas esculturas e onde fica também o Palazzo Vecchio, a réplica da estátua de Davi e a Fonte de Netuno. Tiramos umas fotos por lá e visitamos o Palácio (gratuito com o Firenze Card). O que achei mais incrível é que o museu fechava às 0h! Fiquei ainda mais encantada com a cidade depois dessa.

Palazzo Vecchio :: Piazza dela Signoria

Réplica da estátua de Davi, em frente ao Palazzo Vecchio
Vale a pena fazer o passeio. O palácio, erguido em 1299, foi por muitos séculos a sede do governo e depois passou a ser residência de duques. Há milhares de obras de artistas do Renascimento, como Michelângelo e Donatello.

Salão no Palazzo Vecchio
Voltamos para o Duomo, onde jantamos num restaurante bem gostoso, com mesinhas no meio da rua. Depois, voltamos ao hostel com a certeza de que ainda teríamos muitos motivos para nos apaixonarmos ainda mais por aquela cidade. Ah, Florença!

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23.7.12

Passeando na Europa :: Dicas de viagem

Enfim, a viagem de Lua de Mel

Fotos :: Camila Sátiro e João Menelau ::

O casório
Quando decidimos nos casar, há pouco mais de um ano, foi aquela alegria, muitos planos e, entre eles, o sonho de uma mega viagem. Pesquisando muito, buscando informações, fazendo orçamentos, começamos a perceber que não ia dar pra fazer tudo o que a gente queria: festa, reforma do apartamento, viagem... Mas uma coisa era certa: se a gente tivesse que escolher, a viagem estaria acima de qualquer festa! Assim, desistimos de gastar dinheiro com cerimônia e farra e começamos a sonhar em conhecer uma parte da Europa. Como temos uma família absurda de boa, conseguimos fazer foi tudo (e aproveito esse espacinho também para agradecer a todo mundo). E a viagem foi muito, muito especial. Vamos a ela!

No muro do "Eu te Amo", em Paris

A escolha do roteiro

Vontade de conhecer lugares é o que não me falta, né?! Nem a mim nem a meu namorado marido. Depois de muitas conversas com amigos viajados, de analisar o clima da época (maio) e das nossas preferências, claro, decidimos que iríamos para a Europa. Mas que países conhecer? Essa decisão foi bem complicada, mas levamos em consideração alguns fatores. Primeiro, a gente não queria fazer um pinga pinga. Esse negócio de passar dois, três dias em cada lugar não dá certo. Além de não dar tempo de conhecer nada direito, a viagem fica muito mais cansativa. A lista de locais era grande, então focamos em dois países: Itália e França. No primeiro, optamos por conhecer Roma (seis dias), Florença (cinco dias) e Veneza (um dia). Na França, fomos só a Paris, gastar os últimos oito dias de viagem na cidade-luz. Nas pesquisas, vimos também que viajando pela TAP o passageiro tem direito a uma conexão prolongada em Lisboa, já que todos os vôos passam por lá (ficar alguns dias e continuar o trajeto, pelo mesmo preço, como se fosse uma  passagem só). Assim, resolvemos incluir a cidade como a primeira parada do nosso roteiro, onde gastamos dois dias. E foi uma decisão bem acertada!

Lisboa

Impressões

Ao todo, a viagem durou 23 dias (de 30 de abril a 22 de maio). Confesso que, por mais que eu goste de viajar, achei que foi muito tempo. Não que tenha me arrependido, mas é que nos últimos dias eu já estava louca de saudade da minha farofa, do calor e do povo brasileiro (definitivamente, não existe gente como a gente). E numa viagem como essas você anda, anda, anda... anda muito (pra mim só vale se for assim) e não tem como não ficar cansativo. São inúmeros lugares para conhecer e você quer fazer tudo a pé, pra não perder um minuto do lugar. Outra coisa que não cooperou foi o frio. Era primavera na Europa, mas o frio ainda não tinha ido embora. Chegamos a pegar oito graus, com sensação térmica bem abaixo disso em alguns lugares (e eu cheia de vestidinhos na mala. Ah, se não fosse mainha!). Mas não foi a viagem toda assim - ainda bem! Florença, por exemplo, nos presenteou com dias de muito sol e calor. Ah, Florença!

Calor em Florença
Uma coisa importante: eu amei o roteiro escolhido, mas isso é muito pessoal. Por exemplo, se você não é louco por arte e museus, prefira outros destinos e faça um roteiro mais balanceado. Esses destinos que escolhemos são bem focados em arte, então passamos muito tempo (principalmente na Itália) em museus e igrejas. Se você não tem muita paciência, melhor analisar bem antes de viajar. Em Roma, por exemplo, confesso que chegou uma hora que eu não aguentava mais ver escavações. Mas passar por essas também faz parte, né?!

Roma

Dicas

Bom, listar todas as dicas de uma viagem como essas fica complicado, mas vamos lá:

Hospedagem: ficamos em hostels em todas as cidades - exceto Veneza -, pesquisados e reservados pelo Hostelworld e Hostelbookers. Levamos em consideração, principalmente, a localização, preço e comentários dos outros viajantes (esses são fundamentais, podem tirar você de algumas enrascadas). Você paga uma quantia pequena na reserva e o resto no check-in. Fizemos com uma antecedência grande e até fiquei com medo de dar algum problema lá, mas foi tudo perfeito. Em todos eles, optamos por suítes e não por quartos e banheiros compartilhados - era Lua de Mel, neh?! :P Na hora da reserva pelo site ficamos com medo porque a gente teve que fornecer todos os dados do cartão, inclusive o código de segurança, mas isso é de praxe. Foi tudo certinho!

Hostel de Lisboa: o melhor de todos
Mala: o ideal é ir com o mínimo de bagagem possível - menos de 20kg. Para se deslocar nos aeroportos, estações de trem, ir até os hostels era quase sempre de metrô, trem e até andando. Então, uma mala gigantesca só atrapalha. Além do mais, por menos que você tenha ou queira gastar, sempre há um souvenir a sua espera. Então é bom contar com esses pesinhos a mais também. Na Europa ninguém ajuda com as malas (a não ser que tenha uns euros por trás). Por falar nisso, é bom ficar ligado porque teve italiano se fazendo passar de bonzinho pra cobrar uns trocados depois. Melhor ir com uma mala leve e ser bem independente quanto a isso.

Deslocamento: para ir de um país a outro viajamos de avião e, dentro da Itália, fizemos os deslocamentos de trem pela Trenitália. Compramos tudo pela internet, com o máximo de antecedência, pra já viajarmos com os trajetos garantidos. Os trens são muito legais, confortáveis e a viagem tranquila. É importante você atentar para o peso da sua mala aqui, pois normalmente são exigidas bagagens com até 20kg. É bom também levar uma corrente com cadeado, pois nem sempre há espaço para levar sua bagagem perto de você e são comuns os roubos em trens na Europa. Ainda bem que fomos precavidos e não tivemos problemas com isso. Para ir de Veneza para Paris, optamos por ir de avião. O voo foi pela Air Berlin. A passagem foi um pouco mais cara do que por essas cias low cost, mas a vantagem é a bagagem. Pela Air Berlin podemos despachar mala de até 20kg e levar outra de mão. Já nessas outras companhias você tem que estar com uma mala bem pequena. Se tiver que despachar vai pagar bem mais e não compensa o preço.

Dinheiro: a gente fez aqui em Recife o Visa Travel Money, na Rhema Prime Viagens. É ótimo, seguro e aceito em todos os lugares. Vale muito a pena (mas claro que levamos uma quantia em dinheiro também, para despesas como hostels, táxis, gorjetas, lanche, etc). Por falar nisso, o doleiro (aquela bolsinha de colocar embaixo da bolsa) é fundamental! Não é porque você está na Europa que não vão tentar abrir a sua bolsa. Nós calculamos uma média de 120 euros por dia para nós dois (sem contar com a hospedagem). Esse valor é suficiente para passear, se deslocar, comer sem luxo e comprar besteirinhas. Se você pretende ir a restaurantes mais caros e fazer compras, melhor levar um pouco mais.

Remédios: nós não somos os loucos dos remédios, mas não custa nada prevenir, neh?! Então levamos uma necessaire com alguns remédios básicos e que nos ajudaram bastante! Neosaldina, Dorflex, Dramin (enjoo), Omeprazol (estômago), Buscopan, Miosan (dores musculares, importantíssimo!), pomada Reparil (dores), Dipirona (febre), Azitromicina (antibiótico), Luftal, remédio para enxaqueca... todos esses estavam presentes na necessaire, que, ainda bem, voltou praticamente igual. Mas imagina se a gente tem um troço que não tem um desses a mão!? Não custa nada levar, neh?! Ah, e se você é desmantelado como eu, melhor ter uns band-aids dentro da bolsa.

Seguro Saúde: alguns países da Europa exigem que você faça um seguro saúde para viajar. É importante porque eles podem pedir o comprovante na imigração e, se você não tiver, pode voltar do aeroporto mesmo. Melhor não arriscar.

Aplicativos: existem inúmeros aplicativos de viagem que podem ajudar bastante. Nós nem fomos com muitos desses aparatos, exceto os mapas das cidades onde íamos ficar e de um aplicativo que nos ajudou bastante: previsão do tempo! Lá na Europa a previsão é de verdade (e eu que achei que fosse mentira em todo lugar - sim, porque aqui no Brasil nunca dá certo) e saber do tempo antes de escolher a roupa pra sair do hostel foi uma mão na roda.

Tire muuuitas fotos e registre tudo no seu caderninho de viagens. Parece que o passeio fica ainda melhor quando você volta e lembra tudo nos mínimos detalhes.
=D

Veneza
Bom, se lembrar de mais algumas dicas eu venho por aqui atualizar. 
Nos próximos posts, o roteiro completo da minha tão querida viagem à Europa (a primeira de muitas, se Deus quiser).

;)