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22.10.12

Passeando em Paris :: Louvre, D'Orsay...

Sexta-feira, 18 de maio de 2012

Nosso primeiro destino do dia foi conhecer o tão famoso Museu do Louvre. No primeiro dia em Paris, nós compramos o Museum Pass  para quatro dias e ativamos aqui (54 EUR). Funciona como os outros que já tínhamos usado: com ele você entra nos principais museus da cidade sem pagar e sem enfrentar fila. Achamos que, em se tratando do Louvre, esperaríamos de qualquer forma, mas não. Deixamos aquela quantidade absurda de gente para trás e entramos por uma fila especial que nos garantiu uma boa economia de tempo.

Museu do Louvre :: Paris

Eu e o Louvre

Dentro do Louvre

O Louvre é mesmo monstruoso de grande e se você não souber bem o que quer ver, vai se perder e precisar de vários dias lá dentro. Na entrada, pegue logo seu mapa (tem em português!). Nós procuramos focar nas obras que nos interessavam mais: Mona Lisa, o Código de Hamurábi, Vênus de Milo e a área das antiguidades egípcias, gregas, etruscas e romanas. Ainda assim, gastamos a manhã inteirinha por lá. Ah, vou logo avisando: é um inferno para ver a Mona Lisa! Uma quantidade absurda de gente se matando para conseguir uma foto frente àquele quadrinho. Se tiver por perto um grupo de orientais, lascou (e eles estão sempre presentes). Tenha paciência se quiser uma foto. :P

Depois do passeio a fome já batia, então resolvemos almoçar lá mesmo pelo museu, pois havíamos lido que a praça de alimentação era bem servida e com boas opções. E é mesmo! Comemos uma paella num restaurante espanhol delicioso e pagamos menos que o de costume. Super recomendo! E não é preciso pagar para entrar nessa área. Se tiver pela redondeza e quiser comer por lá, pode. ;) Há também umas lojinhas interessantes.

Vênus de Milo

João conversando com - segundo ele - um ser do Nibiru
Código de Hamurábi

Multidão para ver a Mona Lisa

Andamos um pouco pelos jardins do Louvre, descansamos um tiquinho numa das cadeirinhas da fonte -como fazem os parisienses quando há qualquer sinal de sol - e seguimos passeio. Chegamos então na ponte onde é tradição os casais apaixonados deixarem um cadeado para selar seu amor e voltar a Paris. Eu até tinha levado um daqui, mas tinha esquecido na mala. Mas isso não foi problema: tinha um vendedor esperto por lá com cadeados para casais abestalhados como nós. E eu, que adoro umas besteiras dessas, tinha que comprar. Afinal, não é sempre que se está em Lua de Mel em Paris.

Vida ruim em Paris

Nosso cadeado

Tinha que ter!

A próxima parada foi o Museu D'Orsay, do outro lado do Rio Sena. Com o Museum Pass também não pegamos fila para entrar. O lugar é lindo, funciona numa antiga estação de trem. Vale muito a visita. São diversas salas divididas por correntes / artistas. Há obras de Rodin, Van Gogh, Manet, Delacroix, Cézanne, Toulouse-Lautrec, Monet, Renoir, entre vários outros.

Vista do Museu D'orsay

D'Orsay
Já era fim de tarde quando saímos de lá em direção ao hostel, para nos arrumar para o nosso chiquérrimo jantar a bordo do Bateaux Parisiens. Mas esse jantar foi tão especial que merece um post só pra ele...
17.10.12

Passeando em Paris :: Versailles


Quinta-feira, 17 de maio de 2012

Hoje foi o dia de fazer um dos passeios mais esperados: ir até Versailles.

Acordamos cedo, tomamos café no hostel e pegamos um metrô e um RER para chegar até lá. O trem até Versailles é bem confortável, tem dois andares e o passeio é agradável. Quando chegamos, fomos comprar as entradas. Há vários lugares que vendem os tickets, mas o melhor é um ponto de venda na rua do castelo, que tem menos fila. Compramos o ingresso que dava direito a visitar os castelos, jardins, as fontes e ao audioguia. Estava tendo um espetáculo das fontes e a gente não queria perder.

A fila para entrar no castelo é absurda, mas até que anda rápido. O problema era o frio. Ao contrário do dia anterior, quando em alguns momentos até fez um calorzinho, hoje estava bem nublado, frio e, de vez em quando, caía uma chuvinha.

Chegando no Castelo de Versailles

Filinha para entrar

Vista do portão de ouro do Castelo

Na entrada do Castelo você pode pegar seu mapa e audioguia em português e partir para a visita. O castelo é enorme e vai lhe exigir um bocado de tempo. Mas vale a pena, é lindo. Depois, pegamos um trenzinho (6,90 EUR) que circula pelos jardins e outros castelos menores (Gran e Petit Trianon). Vale a pena porque o lugar é gigantesco e estava muito frio! Você economiza tempo e sofrimento. Se preferir, também existe a opção de alugar uns carrinhos de golf, mas é bem mais caro.

Galeria dos espelhos

Onde o rei fazia as refeições

Ouro por todo canto
Trenzinho dos jardins
Passear pelos jardins do castelo é uma delícia, o lugar é espetacular. É formado por bosques, fontes, e inúmeras esculturas. Típico modelo dos jardins franceses. A figura de Apolo, o Deus do Sol, está por toda a parte. Há ainda um grande canal onde os visitantes podem passear de canoa. Uma delícia. Muitos franceses vão com as crianças passear, andar de bicicleta e fazer piqueniques (nas áreas que não são pagas).

A perder de vista



Esculturas por toda a parte

Gran Canal

Eu em um dos bosques

Fontes e mais fontes
Por falar em pic nic, uma boa opção para comer é ficar ligado onde tiver placas indicando take away. São carrinhos de comidas onde você se alimenta gastando bem menos do que se for a um restaurante por lá. Há alguns perto do Gran e Petit Trianon. Só que não tem muita variedade.

Depois de fazer o circuito completo do trenzinho, com direito a algumas paradas, voltamos para os jardins perto do Castelo para ver o grande show das fontes, que tanto havia sido divulgado. Mas pense na decepção! Não tem nada demais, são simplesmente as fontes ligadas e caixas de som espalhadas pelos jardins, tocando músicas clássicas. Ainda fomos com esperança para a última e maior fonte, onde todos os visitantes estavam concentrados, mas foi a mesma coisa: nada demais.


Fontes e mais fontes

Grande show musical das fontes!!! :P




Espetáculo das fontes em Versailles

Gente que só a bexiga para ver o último show das fontes, na Bacia de Netuno

Voltamos já tarde para Paris. Quando chegamos, descemos na estação perto da Torre Eiffel e fomos reservar o nosso chiquérrimo presente de Lua de Mel, o passeio no Bateaux Parisiens. Pense num negócio chique! 

Mas isso eu conto no próximo post, quando nós fomos finos e aproveitamos todo o requinte que Paris tem a oferecer. =D
23.7.12

Passeando na Europa :: Dicas de viagem

Enfim, a viagem de Lua de Mel

Fotos :: Camila Sátiro e João Menelau ::

O casório
Quando decidimos nos casar, há pouco mais de um ano, foi aquela alegria, muitos planos e, entre eles, o sonho de uma mega viagem. Pesquisando muito, buscando informações, fazendo orçamentos, começamos a perceber que não ia dar pra fazer tudo o que a gente queria: festa, reforma do apartamento, viagem... Mas uma coisa era certa: se a gente tivesse que escolher, a viagem estaria acima de qualquer festa! Assim, desistimos de gastar dinheiro com cerimônia e farra e começamos a sonhar em conhecer uma parte da Europa. Como temos uma família absurda de boa, conseguimos fazer foi tudo (e aproveito esse espacinho também para agradecer a todo mundo). E a viagem foi muito, muito especial. Vamos a ela!

No muro do "Eu te Amo", em Paris

A escolha do roteiro

Vontade de conhecer lugares é o que não me falta, né?! Nem a mim nem a meu namorado marido. Depois de muitas conversas com amigos viajados, de analisar o clima da época (maio) e das nossas preferências, claro, decidimos que iríamos para a Europa. Mas que países conhecer? Essa decisão foi bem complicada, mas levamos em consideração alguns fatores. Primeiro, a gente não queria fazer um pinga pinga. Esse negócio de passar dois, três dias em cada lugar não dá certo. Além de não dar tempo de conhecer nada direito, a viagem fica muito mais cansativa. A lista de locais era grande, então focamos em dois países: Itália e França. No primeiro, optamos por conhecer Roma (seis dias), Florença (cinco dias) e Veneza (um dia). Na França, fomos só a Paris, gastar os últimos oito dias de viagem na cidade-luz. Nas pesquisas, vimos também que viajando pela TAP o passageiro tem direito a uma conexão prolongada em Lisboa, já que todos os vôos passam por lá (ficar alguns dias e continuar o trajeto, pelo mesmo preço, como se fosse uma  passagem só). Assim, resolvemos incluir a cidade como a primeira parada do nosso roteiro, onde gastamos dois dias. E foi uma decisão bem acertada!

Lisboa

Impressões

Ao todo, a viagem durou 23 dias (de 30 de abril a 22 de maio). Confesso que, por mais que eu goste de viajar, achei que foi muito tempo. Não que tenha me arrependido, mas é que nos últimos dias eu já estava louca de saudade da minha farofa, do calor e do povo brasileiro (definitivamente, não existe gente como a gente). E numa viagem como essas você anda, anda, anda... anda muito (pra mim só vale se for assim) e não tem como não ficar cansativo. São inúmeros lugares para conhecer e você quer fazer tudo a pé, pra não perder um minuto do lugar. Outra coisa que não cooperou foi o frio. Era primavera na Europa, mas o frio ainda não tinha ido embora. Chegamos a pegar oito graus, com sensação térmica bem abaixo disso em alguns lugares (e eu cheia de vestidinhos na mala. Ah, se não fosse mainha!). Mas não foi a viagem toda assim - ainda bem! Florença, por exemplo, nos presenteou com dias de muito sol e calor. Ah, Florença!

Calor em Florença
Uma coisa importante: eu amei o roteiro escolhido, mas isso é muito pessoal. Por exemplo, se você não é louco por arte e museus, prefira outros destinos e faça um roteiro mais balanceado. Esses destinos que escolhemos são bem focados em arte, então passamos muito tempo (principalmente na Itália) em museus e igrejas. Se você não tem muita paciência, melhor analisar bem antes de viajar. Em Roma, por exemplo, confesso que chegou uma hora que eu não aguentava mais ver escavações. Mas passar por essas também faz parte, né?!

Roma

Dicas

Bom, listar todas as dicas de uma viagem como essas fica complicado, mas vamos lá:

Hospedagem: ficamos em hostels em todas as cidades - exceto Veneza -, pesquisados e reservados pelo Hostelworld e Hostelbookers. Levamos em consideração, principalmente, a localização, preço e comentários dos outros viajantes (esses são fundamentais, podem tirar você de algumas enrascadas). Você paga uma quantia pequena na reserva e o resto no check-in. Fizemos com uma antecedência grande e até fiquei com medo de dar algum problema lá, mas foi tudo perfeito. Em todos eles, optamos por suítes e não por quartos e banheiros compartilhados - era Lua de Mel, neh?! :P Na hora da reserva pelo site ficamos com medo porque a gente teve que fornecer todos os dados do cartão, inclusive o código de segurança, mas isso é de praxe. Foi tudo certinho!

Hostel de Lisboa: o melhor de todos
Mala: o ideal é ir com o mínimo de bagagem possível - menos de 20kg. Para se deslocar nos aeroportos, estações de trem, ir até os hostels era quase sempre de metrô, trem e até andando. Então, uma mala gigantesca só atrapalha. Além do mais, por menos que você tenha ou queira gastar, sempre há um souvenir a sua espera. Então é bom contar com esses pesinhos a mais também. Na Europa ninguém ajuda com as malas (a não ser que tenha uns euros por trás). Por falar nisso, é bom ficar ligado porque teve italiano se fazendo passar de bonzinho pra cobrar uns trocados depois. Melhor ir com uma mala leve e ser bem independente quanto a isso.

Deslocamento: para ir de um país a outro viajamos de avião e, dentro da Itália, fizemos os deslocamentos de trem pela Trenitália. Compramos tudo pela internet, com o máximo de antecedência, pra já viajarmos com os trajetos garantidos. Os trens são muito legais, confortáveis e a viagem tranquila. É importante você atentar para o peso da sua mala aqui, pois normalmente são exigidas bagagens com até 20kg. É bom também levar uma corrente com cadeado, pois nem sempre há espaço para levar sua bagagem perto de você e são comuns os roubos em trens na Europa. Ainda bem que fomos precavidos e não tivemos problemas com isso. Para ir de Veneza para Paris, optamos por ir de avião. O voo foi pela Air Berlin. A passagem foi um pouco mais cara do que por essas cias low cost, mas a vantagem é a bagagem. Pela Air Berlin podemos despachar mala de até 20kg e levar outra de mão. Já nessas outras companhias você tem que estar com uma mala bem pequena. Se tiver que despachar vai pagar bem mais e não compensa o preço.

Dinheiro: a gente fez aqui em Recife o Visa Travel Money, na Rhema Prime Viagens. É ótimo, seguro e aceito em todos os lugares. Vale muito a pena (mas claro que levamos uma quantia em dinheiro também, para despesas como hostels, táxis, gorjetas, lanche, etc). Por falar nisso, o doleiro (aquela bolsinha de colocar embaixo da bolsa) é fundamental! Não é porque você está na Europa que não vão tentar abrir a sua bolsa. Nós calculamos uma média de 120 euros por dia para nós dois (sem contar com a hospedagem). Esse valor é suficiente para passear, se deslocar, comer sem luxo e comprar besteirinhas. Se você pretende ir a restaurantes mais caros e fazer compras, melhor levar um pouco mais.

Remédios: nós não somos os loucos dos remédios, mas não custa nada prevenir, neh?! Então levamos uma necessaire com alguns remédios básicos e que nos ajudaram bastante! Neosaldina, Dorflex, Dramin (enjoo), Omeprazol (estômago), Buscopan, Miosan (dores musculares, importantíssimo!), pomada Reparil (dores), Dipirona (febre), Azitromicina (antibiótico), Luftal, remédio para enxaqueca... todos esses estavam presentes na necessaire, que, ainda bem, voltou praticamente igual. Mas imagina se a gente tem um troço que não tem um desses a mão!? Não custa nada levar, neh?! Ah, e se você é desmantelado como eu, melhor ter uns band-aids dentro da bolsa.

Seguro Saúde: alguns países da Europa exigem que você faça um seguro saúde para viajar. É importante porque eles podem pedir o comprovante na imigração e, se você não tiver, pode voltar do aeroporto mesmo. Melhor não arriscar.

Aplicativos: existem inúmeros aplicativos de viagem que podem ajudar bastante. Nós nem fomos com muitos desses aparatos, exceto os mapas das cidades onde íamos ficar e de um aplicativo que nos ajudou bastante: previsão do tempo! Lá na Europa a previsão é de verdade (e eu que achei que fosse mentira em todo lugar - sim, porque aqui no Brasil nunca dá certo) e saber do tempo antes de escolher a roupa pra sair do hostel foi uma mão na roda.

Tire muuuitas fotos e registre tudo no seu caderninho de viagens. Parece que o passeio fica ainda melhor quando você volta e lembra tudo nos mínimos detalhes.
=D

Veneza
Bom, se lembrar de mais algumas dicas eu venho por aqui atualizar. 
Nos próximos posts, o roteiro completo da minha tão querida viagem à Europa (a primeira de muitas, se Deus quiser).

;)