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22.1.14

Compras em Gramado e Canela

Eu não sei porque me meti a escrever um post desses, afinal, eu e as compras não temos uma relação de tanta afinidade. Mas é que, pra muita gente, quando se fala em ir para Gramado se pensa logo nos produtos em couro, nos chocolates e vinhos da região. Por isso achei que devia deixar aqui o meu registro, apesar de não ter muito gabarito pra falar sobre o assunto. :P

De cara, digo logo que não achei nada vantajoso em termos de preço. Eu sei que a época também não ajudou muito, afinal, dezembro com Natal Luz é um bom motivo para os lojistas colocarem os preços lá em cima. O máximo que vi de barato foi uma loja que tinha na Av. Borges de Medeiros vendendo três sapatilhas a R$ 99. Realmente o preço tava bom, mas quando cheguei perto não vi nada que me agradasse não. Mas, enfim, gosto é que nem..., né?!

Outra coisa: quando se viaja a Gramado com os pacotes de agências de turismo, eles sempre te levam a algum lugar onde você possa deixar uns reais. E eles, claro, ganham uma comissão em cima disso. Pela experiência que tive, aconselho: não acredite sempre nas conversas moles dos guias de que o preço é fabuloso não, viu?! Pelo que pesquisei, ao contrário, muitas lojas têm preços péssimos.

O Tour de Compras

Num dos dias de viagem caiu um temporal de acabar o mundo. Era chuva com raio, trovão, o djabo a quatro. Se fosse aqui, meu Deus, Recife tinha ido embora pelo bueiro. Esse era o dia também de um passeio "cortesia", o tour de compras, que iria nos levar a uma fábrica de cristais que usa a técnica de Murano; loja de artigos de couro; loja de artigos esportivos e a uma fábrica de chocolate. A tarde seria reservada para conhecer a cidade de Nova Petrópolis. Como a gente se interessou pela parte da tarde e o tempo tava ruim, resolvemos fazer o passeio.

Deixo aqui minhas impressões, mas aviso que são bem particulares, tá?! Se vocês têm outro perfil e gostam de comprar, vão em frente.
1. Na Fábrica de Cristais de Gramado, a apresentação e demonstração do processo de fabricação é legalzinha, mas eu não tive vontade de comprar nada. Além de tudo ser muito caro, era também muito feio. #prontofalei;

Fábrica de cristais: cada coisa feia danada!
17.8.12

Passeando :: De Roma para Florença

Quarta-feira, 09 de maio de 2012

Confesso que já estava louca para esse dia chegar. O dia de sair de Roma e conhecer Florença, maior cidade da região da Toscana, berço do Renascimento e onde existem os sorvetes mais famosos do mundo. Além de saber que o lugar é lindo e tem arte por toda parte, eu também já estava de saco cheio do abuso dos romanos e de ver muralhas e escavações. =P

Acordamos cedo e fomos passar o tempo no Termini, tomando café da manhã e dando uma volta pelo shopping que fica instalado no subsolo. Perto da hora do trem partir, pegamos as malas no hostel e voltamos para a estação. Já havíamos comprado a passagem de Roma para Florença no site da Trenitalia, antes de partir, com meses de antecedência, para não ter problema. A gente levou o ticket impresso e na hora da viagem passa o fiscal e você diz o número das passagens para ele, que confirma lá numa maquininha. O trem é um Eurostar de alta velocidade. É muito legal, super confortável, a viagem foi bem tranquila. Eu até filmei e acabei levando uma bronca porque não se pode fazer "midia a bordo". Scusa! 

Trem Eurostar, da Trenitália
Chegamos em Florença perto das 15h e, logo na saída da Estação Santa Maria Novella, compramos o nosso Firenze Card, no centro de informações turísticas. O cartão vale por 72 horas e não é barato, 50 EUR cada. Então é bom você ver direitinho o que quer fazer para ter certeza que compensa. Para a gente foi praticamente a mesma coisa quanto aos gastos, porque fomos a muitos museus. Valeu mais pela mordomia de passar na frente em algumas filas, como na Galleria Della Accademia, que sempre tem bastante gente.

Fomos andando até o hostel, que ficava pertinho da estação, o Leonardo House. O hostel é ótimo, tem quartos grandes e o dono, Leonardo, é um fofo. Até ajudou a subir com as malas! (Em se tratando de Europa isso é de surpreender). Deixamos as coisas e fomos aproveitar o resto do dia.

Ah, Florença!
Tudo em Florença é pertíssimo, a cidade é bem pequena e feita mesmo para se locomover a pé ou, no máximo, de bicicleta. Praticamente não há carros nas minúsculas ruazinhas de pedra da cidade. Já fui me apaixonando pelo lugar. Fomos até a Piazza Duomo, onde fica a Catedral Santa Maria del Fiore, a mais linda de todas que vi. Ela é feita em mármore, em estilo gótico e tem uma cúpula enorme, onde milhares de pessoas sobem para ter uma vista linda da cidade. A entrada na catedral é gratuita e funciona todos os dias, das 10h às 17h. Para subir na cúpula tem que chegar um pouco antes (acho que até umas 16h30) e paga-se 8 EUR. Vale a pena! A vista é realmente linda, ainda mais no fim da tarde. A cidade parece ser toda dourada, amei!

Piazza Duomo :: Santa Maria del Fiore

Cúpula da Catedral

Lá de cima, a gente e Florença
Lá de cima havíamos visto uma feira e desci louca para ir até lá. Ela funciona todos os dias e é uma ótima opção para comprar. Tem de tudo: desde artigos em couro, característicos de Florença, até bijouterias e jóias de imigrantes indianos. Com certeza você vai desperdiçar uns euros por lá.

Eu na feirinha

No caminho para a nossa próxima parada, passamos pelo Mercato del Porcelino, outra feira a céu aberto e onde há uma estátua em bronze de um javali (porcelino), no qual você deve passar a mão pra trazer sorte. O focinho do bicho chega brilha, de tanto que o povo alisa. :D

Porcelino
Depois de tentar a sorte no porcelino, fomos ver o pôr do sol na Ponte Vecchio, sobre o Rio Arno, onde há diversas joalherias e lojinhas caras. O espaço por lá é bem disputado nesse horário, mas conseguimos apreciar o astro rei e ainda tirar uma dessas fotos bregas (não deu pra resistir). Aliás, a produção foi de uma turista, que sugeriu a pose: "Kiss, kiss!"

Em Florença pode até foto brega

Ponte Vecchio
Saímos da ponte e fomos até a Piazza Della Signoria, praticamente um museu ao ar livre com suas esculturas e onde fica também o Palazzo Vecchio, a réplica da estátua de Davi e a Fonte de Netuno. Tiramos umas fotos por lá e visitamos o Palácio (gratuito com o Firenze Card). O que achei mais incrível é que o museu fechava às 0h! Fiquei ainda mais encantada com a cidade depois dessa.

Palazzo Vecchio :: Piazza dela Signoria

Réplica da estátua de Davi, em frente ao Palazzo Vecchio
Vale a pena fazer o passeio. O palácio, erguido em 1299, foi por muitos séculos a sede do governo e depois passou a ser residência de duques. Há milhares de obras de artistas do Renascimento, como Michelângelo e Donatello.

Salão no Palazzo Vecchio
Voltamos para o Duomo, onde jantamos num restaurante bem gostoso, com mesinhas no meio da rua. Depois, voltamos ao hostel com a certeza de que ainda teríamos muitos motivos para nos apaixonarmos ainda mais por aquela cidade. Ah, Florença!

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