19.3.13

Passeando em São Paulo :: Os passeios imperdíveis

Esse final de semana estive em São Paulo, cidade onde parte da família mora e onde gostaria de ir mais vezes. São Paulo é enorme e é um caos. Muita poluição, muito trânsito, muita gente. Mas tem também muita cultura, muitos lugares interessantes, muitas feiras, restaurantes maravilhosos, teatros, shoppings. Então, não sei se me acostumaria a morar lá, mas passear por São Paulo é, sem dúvida, uma delícia.

Enfim, dessa vez eu mal pude passear pelo pouco tempo que tive, já que fui para um evento importantíssimo, as bodas de diamante (sim, 60 anos de casados) dos meus avós. Detalhe: tudo surpresa! Mas como estou ainda envolvida com a atmosfera desses dias, resolvi fazer um roteirinho para dar minha dicas daquelas bandas, já que nunca tinha postado nada de lá.

Família Nóbrega e agregados do coração nas bodas de diamante. Foto :: acervo de Alê Bigliazzi

Vamos lá!

Parque Ibirapuera: esse é um clássico, não dá para deixar de ir. É gigante e fica aberto das 5h à 0h. Você pode dar uma volta de bicicleta (tem para alugar), caminhar, fazer um pic nic na beira do lago, ver o show das fontes luminosas, visitar o Pavilhão Japonês, o MAC, MAM e diversos outros museus que ficam por lá. É também no Ibirapuera que fica o Planetário, que eu, infelizmente, não consegui conhecer. Fica para a próxima.





Catedral da Sé + Marco Zero: você pode reservar um dia para conhecer lugares históricos da cidade. A Catedral da Sé, na Praça da Sé, é linda! Só aconselho a ter cuidado quando for por lá, principalmente na estação do metrô. Achei tudo bem estranho, perigoso. É também aí que fica o Marco Zero da cidade.



Museu do Futebol: esse eu achei que não ia gostar muito, já que não sou uma apaixonada pelo esporte. De qualquer forma, eu e, principalmente, o namorado queríamos muito conhecer. E vou dizer: adorei! O museu é bem bolado, com várias salas diferentes, vários recursos para contar a história do futebol. Muito bom mesmo! Indico a todo mundo. Fica no Estádio do Pacaembu e abre de terça a domingo. Os ingressos custam R$ 6 e R$ 3. Se você for numa quinta-feira, não paga nada! Bom demais!



Feirinha da Benedito Calixto: fica no bairro de Pinheiros e foi a feirinha que mais gostei. Por lá você encontra antiguidades e "modernidades" muito legais, coisas diferentes. Tem ares de um mercado de pulgas. O mais legal, para mim, são os galpões ao redor da praça, onde há vários expositores vendendo artigos descolex, que vão desde bijuterias e roupas a artigos de decoração e vinis. Muito legal! Para chegar, pegue o metrô e desça na Estação Sumaré. Na volta você pode caminhar e passear pela Oscar Freire e Rua Augusta



Estação da Luz, Pinacoteca e Museu da Língua Portuguesa: ficam um do lado do outro. Vá de metrô até a Estação da Luz, conheça a estação ferroviária e visite o Museu da Língua Portuguesa. Eu amei e acho essencial a qualquer pessoa, de qualquer idade, que vá a São Paulo. O museu é bem interativo, o que deixa tudo ainda mais legal e nada cansativo. Funciona de terça a domingo e custa R$ 6 e R$ 3. Aos sábados o ingresso é gratuito! Do outro lado da rua fica a Pincoteca, num prédio lindo. Eu não ameeei o acervo, mas acho que vale a visita. O valor dos ingressos é o mesmo do Museu da Língua Portuguesa e também oferece entrada grátis aos sábados! Se for visitar esses lugares nesse dia é bom chegar cedo, porque fica bem lotado, como é de se esperar. Ao sair, vale dar um passeio pelo Parque da Luz, que fica do ladinho. Se você tiver tempo, paciência e gostar muito de comprar, pode ir até a José Paulino, rua que fica ali perto e é conhecida por ter roupas baratas. Eu, particularmente, não vi nada demais. :P







Bairro da Liberdade: esse é o passeio obrigatório do domingo, quando funciona a famosa feirinha e o bairro fica lotado de gente! Dessa vez, como só tive o domingo para passear, fui até lá, mesmo com chuva e sem sombrinha. Eu nem acho a feirinha ótima, mas o bairro é uma graça e vale andar nas ruas do entorno da praça. Se você gosta de guiozá, então coma o famoso guiozá da família Nakamura. A barraquinha é lotada e tudo é muito organizado. Eu fui inventar de comer sushi numa outra barraquinha lá e me lasquei, peguei uma infecção intestinal das brabas. Então muito cuidado! Ah! Vale também entrar num dos supermercados japoneses e levar uns quitutes para casa.




Mercadão e 25 de março: eu sou doida para voltar a São Paulo com tempo suficiente para gastar no Mercado Municipal de São Paulo. Fiz o passeio, mas como estava quase morrendo com infecção intestinal, não pude aproveitar, muito menos comer as delícias que o lugar oferece. Os quitutes mais famosos são o bolinho de bacalhau do Hocca Bar e o sanduíche de mortadela do Bar do Mané. Os dois são absurdamente grandes, então é bom dividir. Como meu namorado não podia contar comigo, comeu o bolinho todo e não aguentou o sanduíche. Vai ficar na pendência da nossa próxima visita. Mas o mercado por si só já é incrível, vale demais conhecer. Super organizado, frutas lindas, algumas até parecem artificiais. Um exemplo. Já a 25 de março é o paraíso das compras e dos ching-lings. Muita coisa barata, mas tem que estar disposto a andar e catar coisas interessantes. Como estava doente, não foi o meu caso. :(



Avenida Paulista: eu adorei passear pela Paulista, ainda mais com o clima gostoso que estava fazendo. A avenida é larga e cheia de lojas, bares, restaurantes, shoppings... vale andar com calma por ela, visitar o Conjunto Nacional, onde há uma Livraria Cultura gigante. Nos domingos, dentro do Shopping Bristol, funciona uma feirinha bem legal, com alguns expositores da Benedito Calixto. É também na Paulista que fica o MASP. Não deixe de ir nesse museu! Funciona todos os dias, menos na segunda-feira, como em todos os outros museus. Na terça, a entrada é gratuita! Ele é considerado hoje o museu mais importante do hemisfério sul pela riqueza do acervo. Não preciso dizer mais nada, né?!



Vila Madalena: legal para ir tanto de dia quanto à noite. Durante o dia o legal é passear pelas ruas do bairro e ver as lojinhas e galerias. À noite, os bares lotam e as ruas ficam cheias de gente.

Aquário de São Paulo: nem todo mundo sabe da existência desse aquário, o maior do Brasil, mas ele fica lá, perto da estação de metrô santos-imigrantes. Se você gosta de passeios assim ou está viajando com crianças, vale a visita. Se não, só vá se tiver tempo, porque é um passeio caro (R$ 30 crianças e R$ 40 adultos)! Abre todos os dias. Nas segundas-feiras o ingresso custa R$ 25 para todo mundo.

Enfim, são muitas as possibilidades de passeios em São Paulo e só citei aqui alguns dos passeios que mais gostei. E uma coisa é certa: independente do seu estilo, São Paulo vai acolher você de alguma forma. Afinal, com tanta diversidade, há espaço para todo mundo.

Guia de São Paulo
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12.3.13

Pernambuco é só chegar!

Para comemorar o aniversário de Recife e Olinda, um vídeo da Empetur, que faz a gente lembrar o bom de viver por aqui e de estar perto de tantos passeios gostosos de Pernambuco.





Quer conhecer isso tudo de perto? É só chegar!
;)
16.1.13

Eu fui! Dicas e roteiro de Curitiba

Minha amiga linda e querida, a jornalista Eliza Brito, viajou a Curitiba e me mandou suas dicas e roteiro na cidade. Confiram!

Imagens :: Daniel Leal

Não esperava tanto de Curitiba. Tirei o recesso de final de ano na época do Natal, mas precisava comemorar meu aniversário com os amigos queridos e passar a noite de Natal com a família querida, então, dia 25, peguei as malas e fui com o namorado querido passar cinco dias por lá. Foram cinco dias de muitos passeios, comilanças e boas surpresas.

Parque Tanguá
Curitiba é uma cidade preparada para o turismo. Além das calçadas e dos calçadões preservados, o transporte público é de excelente qualidade. Os parques, um dos pontos fortes da capital paranaense, são extremamente bem cuidados e as cidadezinhas de Morretes e Antonia, bem próximas à capital, nos fazem pensar que o tempo parou.

Museu de Oscar Niemeyer
Vale pegar a linha turística, que passa pelos 25 principais pontos turísticos de Curitiba, e escolher os que merecem uma visita mais prolongada. Eu amei o Jardim Botânico, o Teatro Ópera de Arame, o Parque Tanguá, o Memorial Ucraniano, o setor histórico, o bairro italiano de Santa Felicidade e, principalmente, o Museu de Oscar Niemeyer. O lugar é simplesmente incrível! Meu namorado preferiu o passeio público e a visita aos estádios de futebol, destaque para o Couto Pereira que oferece um tour histórico que até um leigo no esporte, como eu, termina achando interessante.

Barreado
Se estiver na cidade no domingo, visite a feirinha do Largo da Ordem que, de feirinha, só tem o nome. Prepare as canelas! No mais, não deixe de tomar um chope no Bar do Alemão, em pleno centro histórico, de comer um barreado, na cidade de Morretes, e de caminhar bastante, porque, ao contrário do que acontece em muitas capitais brasileiras, por lá você vai se sentir seguro e respeitado.
15.1.13

Passeando em Paris :: O último dia. E tome chuva!

Segunda-feira, 21 de maio de 2012

Hoje foi o último dia de viagem e a chuva veio para deixar a gente sem ter muito como aproveitar. Logo a gente, que não estava preparado para o frio e que deixou parques e jardins para esse dia. Mas fazer o quê, né, viagem tem dessas coisas. É bom que fica a desculpa para voltar a Paris.

Depois de tomar café em Amélie, fomos até uma loja popular, num bairro mais periférico perto de Montmartre, atrás de uma mala com um preço acessível. Foi ótimo! Tem uma mega loja lá que vende de tudo, desde roupa até utensílios de casa. Lá encontramos nossa malinha e voltamos para o hostel para arrumarmos a bagagem - o nome da loja é Tati Barbés ;)

Como nossa programação foi desfeita, aproveitamos o dia de chuva para passearmos mais um pouco por Montmartre, comprar umas coisas que ficaram faltando e uns macarrons para a viagem (só para constar, porque aquilo não tem gosto de nada), no Museu do Chocolate, uma lojinha bem legal com coisas deliciosas.

Torre de chocolate
Como a gente tinha amado o Pompidou, aproveitamos a chuva e, à tarde, voltamos lá para a exposição temporária de Matisse que não vimos, pois não estava inclusa no nosso Paris Pass. Super legal, valeu a pena. Já era noite quando saímos de lá e a fome batia. Para nos despedirmos de Paris, fomos jantar... em um japonês. Desejo, né?! Não foi uma despedida a altura, mas estava uma delícia!

O último dia foi assim... triste.
Voltamos tarde para o hotel para reservar o nosso shuttle para o aeroporto e dormir, sonhando pela última vez em Paris.

A volta para casa

Terça-feira, 22 de maio de 2012

Olhem bem seus bilhetes aéreos! Esta é a lição que fica depois da nossa volta para casa.
Chegamos em Paris pelo aeroporto de Orly, mas João "viu" nas nossas passagens que voltaríamos por Charles de Goule, que fica bem mais afastado. Na hora marcada chegou no nosso hostel o shuttle que reservamos e que nos deixou no terminal 1 do aeroporto. Assim que chegamos, fomos procurar o guichê da TAP. Mas cadê?!?! Nada. O povo parecia não saber nem que cia aérea era. Cada um mais perdido que o outro. Só não estavam mais perdidos que a gente. Depois de muito rodar, uma pessoa nos informou que só havia voo da TAP no aeroporto de Orly. Olhamos novamente as passagens e... Ops. Era pra lá que deveríamos ter ido. Quase infartei, pense! E eu que sou a louca do horário. Pronto, tive a certeza que não ia conseguir voltar, "quero minha casa, minha farofa"! A sorte é que a gente é muito precavido, viu?! Estávamos com um tempo de sobra e deu para pegar o ônibus expresso que vai de um aeroporto ao outro e demora uma hora de viagem. Ufa, ainda sobrou tempo! Mas foi sufoco, viu?! Valeu para contar história. Acho que foi Paris nos dando a oportunidade de passar mais um tempinho passeando por lá. 
Fizemos o check-in e fomos para o embarque rumo à conexão em Lisboa, onde gastamos os últimos euros no duty free. É enorme o de lá! Depois, foi só entrar no avião e esperar ansiosamente a chegada na minha terra. 
Agora, como uma senhora casada. =D

Europa, eu te amei, mas estava doida pra chegar.
Qualquer dia eu volto para matar a saudade.

Passeando em Paris :: Mercado de Pulgas, Notre Dame, Marais, Pompidou

Domingo, 20 de maio de 2012

Resolvemos deixar o café da manhã do hostel de lado e fomos fazer o nosso petit déjeuner no Café de Amelie Poulin. Além de ser muito gostoso, tem uma atendente que fala português perfeitamente e é super simpática. Se seu hostel ficar por perto, vai lá. A gente pediu um café da manhã para uma pessoa que era bem farto e só mais uma xícara de café por fora, e comemos bem.

A ideia desse dia era conhecer primeiro o Mercado de Pulgas de Paris, que dizem ser o maior do mundo. Fomos de metrô para a estação Porte de Clignancourt. Eu fiquei um pouco assustada quando cheguei porque fica numa área mais periférica, com algumas pessoas meio mal encaradas na rua, bem diferente dos lugares por onde a gente andava. Muita coisa estava fechada, então nem teve muita graça. Mas há muitas e muitas barracas pelo meio da rua vendendo de tudo, mas nada demais, muita muamba... até compramos umas besteiras, mas vimos logo que não ia valer a pena ficar por ali.

A próxima parada foi na Catedral de Notre Dame. Fica numa praça que estava lotada e super animada. A fila para entrar estava grande, mas não demorou. A igreja é linda. Sentamos depois num barzinho perto para João tomar mais uma de suas cervejas e depois saímos andando em direção a Île Saint-Louis, que fica logo atrás da Notre Dame e onde há várias lojinhas e cafés bem legais. Achei várias lembrancinhas por lá.
Catedral de Notre Dame

Notre Dame de costas

Saímos da ilha e chegamos um pouco depois no bairro que achei o mais divertido de Paris: o Marais (leia-se Marré, para não passar vergonha como eu, que pronunciava como se escreve, até um amigo "fino" me ensinar :D). Gente, o bairro é conhecido por ser judaico e também por ser um bairro gay. Tem várias sinagogas, restaurantes típicos e um bar do lado do outro brigando pelo título de melhor falafel. Tudo em meio a uma grande festa! Sim, porque o clima por lá é de alegria total. Há também muitos brechós e sex-shops descolados, apresentações de rua, lojas de todos os estilos... muito legal! Ameei demais o passeio, não estava esperando.

Logo ali perto fica o Centre George Pompidou. Uma amiga que me conhece bem já tinha me alertado que eu ia amar. E eu amei! Depois de tantos dias de viagem apreciando obras clássicas, entrar num museu de arte moderna e contemporânea como o Pompidou foi uma grata surpresa. São vários andares e conta com biblioteca, teatro, salas de cinema e várias exposições diferentes, algumas permanentes, outras temporárias. A arquitetura dele também chama atenção. As tubulações são aparentes e a escada rolante que fica por fora do prédio e tem vista para a praça é incrível. Amei tudo. Ah! E a praça da frente é uma fofura. Vale sentar por lá e passar o tempo vendo os espetáculos de rua.

Centre George Pompidou

O Pompidou e suas tubulações aparentes

Pracinha linda
Saímos de lá e fomos para o "nosso" bairro, Montmartre. Estava bem animado, a Praça du Tertre cheia de gente, a cara do domingo. Fizemos algumas comprinhas, deixamos no hostel e saímos novamente para comer. Acabamos num bistrô onde o garçom não entendia bulhufas do que a gente dizia e escolheu o nosso menu. Ainda bem que acertou. E muito! Tava tudo perfeito. 
E a noite terminou assim, bem feliz, igual ao nosso último domingo em Paris.

Eu e as compras :: Praça du Tertre :: Montmartre

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5.12.12

Passeando em Paris :: Champ de Mars, Invalides, Place de la Concorde, Galerias Lafayete

Sábado, 19 de maio de 2012

Hoje a maior atração do dia era subir na danada da Torre Eiffel. Mas essa tarefa estava bem difícil. Ao chegarmos lá, ainda cedo, recebemos a informação de que a previsão de espera era de quatro horas, já que só havia um elevador em funcionamento. Perder todo esse tempo seria demais para nós. Resolvemos nos despedir da torre. Continuamos nosso passeio e ficamos um tempo na Champ de Mars tirando umas fotos. Era um sábado de sol, então havia muuuita gente por lá, aproveitando o tempo bom para deitar na grama, ler um livro, se bronzear... E é realmente muito agradável ficar por ali curtindo o jardim e a vista daquela cidade linda. Pena que a gente não tinha comprado umas besteirinhas, senão faríamos um pic nic, como muita gente estava fazendo.

Eu na Champ de Mars :: Torre Eiffel

Champ de Mars

Saímos de lá e fomos andando ao Hôtel National des Invalides. O palácio foi erguido para dar abrigo aos inválidos do exército e hoje funcionam por lá diversos museus. É lá também onde fica o túmulo imponente de Napoleão Bonaparte. Vale demais uma visita! A exposição sobre as guerras também merece umas horinhas da sua viagem. Uma aula completa contada por vídeos, artigos da época, documentos, carros, tudo! Saímos de lá, passamos pela esplanada dos invalides e seguimos ao Museu de Rodin. Ai, que lugar liiindo! As obras do artista estão distribuídas pelos jardins, o que deixa essa visita deliciosa. Por lá também tem um café super agradável, caso queira enganar o estômago (só não é barato). Se você quiser, há ainda um espaço interno, onde você precisa pagar para entrar. Mas nem precisa, pois as principais obras dele estão do lado de fora. Super indico!


Hôtel des Invalides
Túmulo de Napoleão Bonaparte
Rodin!
Jardins de Rodin

Eu e O Pensador :: Rodin
Depois da caminhada entre as obras de Rodin, passamos na Place de La Concorde, onde durante a Revolução Francesa um bocado de gente foi degolado, e seguimos para o paraíso dos que amam comprar: a Printemps e Galerias Lafayete. Essas são aquelas mega lojas, de vááários andares, que vendem de tudo o que se possa imaginar - tudo chique, vale salientar. Loja de filme, sabe?! Como nem eu nem João somos amantes das compras, não perdemos muito tempo por lá. :P

Galerias Lafayete
Logo na frente, do outro lado da rua, fica o Teatro Ópera Garnier, lindo. A gente não conseguiu fazer a visita, mas dizem que vale a pena.

À noite resolvemos aproveitar o "nosso" bairro delicioso, Montmartre. Andamos pelas ruazinhas calmas, de pedra, nos deparamos com artistas se apresentando em becos, muita gente sentada conversando e cantando em escadarias, compramos coisinhas para a nossa casa nas lojas descoladas do bairro... uma delícia! O jantar foi na Praça du Tertre, onde comemos nada mais nada menos que OSTRAS, que eu AMO, e mexilhões, acompanhados de champagne. Bem Paris! :D Ainda fomos atendidos por um garçom quase brasileiro - o português dele era tão perfeito que ele se passa fácil e ainda tem toda a nossa simpatia. Adorei!

Música e alegria em Montmartre

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29.10.12

Passeando em Paris :: O Bateaux Parisiens

Sexta-feira, 18 de maio de 2012

Esse foi o dia em que fizemos um passeio à altura de uma Lua de Mel.
Para nós, que estávamos contando os centavos de euros para comer, dormindo em albergues, esse passeio veio para se contrapor a toda a economia da viagem. Presente de uma tia muito querida. :)

Bateaux Parisiens

Exageros à parte, o passeio no Bateaux Parisiens é incrível! Só fazendo mesmo para saber, mas vou tentar descrever por aqui.

Há vários tipos de passeios e preços no Bateaux Parisiens: de dia, à noite, com jantar, com almoço, perto ou longe da janela... Fizemos o Croisière Dîner Paris Iluminations. A brincadeirinha custou uns 100 EUR por cada um de nós, isso porque escolhemos o serviço com mesa no meio da embarcação.

Chegamos lá às 20h, ainda claro. O ponto de partida é no pé da Torre Eiffel. Estávamos devidamente vestidos com o dress code exigido no panfleto flyer do Bateaux. Eu nem gosto dessas coisas, mas pra quem estava há dias e dias vestindo calça jeans e o mesmo casaco roxo, foi interessante colocar um pretinho básico (ainda bem que não tava tão frio). Para a nossa surpresa, nos colocaram numa mesa ótima, só para nós dois, ao lado da janela (embora a gente tenha pago por mesa no centro). Era um tal de "S'il vous plaît, madame" para lá, "S'il vous plaît, monsieur" para cá que fez a gente se sentir numa dessas comédias românticas chiques, sabe?! Adorei!

Cardápio em português para facilitar a nossa vida

Champagne para comemorar
O passeio foi um espetáculo! Ao longo do trajeto era servido o menu. Sabe aquelas comidinhas minúsculas francesas?! Daquele jeito! Tudo divino, maravilhoso. Teve coisa que eu nem sabia o que era, mas escolhia e não me arrependia. O pacote dá direito a entrada, prato principal, sobremesa, champagne e vinho tinto para harmonizar com pratos de carne vermelha. Coisa fina mesmo.

Entradinha

Outra entradinha

Parece esquisito, mas era uma delícia

Sobremesa deliciosa!

Macarrons de lembrança
O cenário nem se fala! O Bateaux passa por lugares lindos de Paris, às margens do Rio Sena: D'Orsay, Notre Dame, Gran Palais, Estátua da Liberdade, as pontes... E o melhor: vamos passando exatamente na hora em que os monumentos se acendem. Incrível, parece tudo minimamente cronometrado. E olhe que são várias empresas fazendo o passeio, mas tudo parece ser feito para a gente. Mas o mais incrível mesmo é na chegada: depois de três horas de um passeio delicioso, a despedida fica por conta do espetáculo que a Torre Eiffel dá, exatamente na hora em que o bateaux atraca no cais, às 23h. Só indo para ver. E eu não quero estragar a surpresa de ninguém. :D

Aliás, por falar em surpresa, eu já sabia que "Ai Se eu Te Pego", de Michel Teló, estava fazendo sucesso no mundo todo, mesmo porque tive váááárias provas disso durante toda a viagem, em todas as cidades por onde passamos. Mas não imaginei que fosse ouvir ser tocada ao vivo lá no bateaux por franceses com um sotaque engraçado e botando tanta gente pra dançar. Gente que, até então, estava devidamente sentada e comportada. O espanhol do meu lado virou para nosotros e... "Brasileños? Muy buena canción, muy buena". Eerrr... então tá, né?! O jeito foi levantar e dançar também.

=D

Fim do passeio

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22.10.12

Passeando em Paris :: Louvre, D'Orsay...

Sexta-feira, 18 de maio de 2012

Nosso primeiro destino do dia foi conhecer o tão famoso Museu do Louvre. No primeiro dia em Paris, nós compramos o Museum Pass  para quatro dias e ativamos aqui (54 EUR). Funciona como os outros que já tínhamos usado: com ele você entra nos principais museus da cidade sem pagar e sem enfrentar fila. Achamos que, em se tratando do Louvre, esperaríamos de qualquer forma, mas não. Deixamos aquela quantidade absurda de gente para trás e entramos por uma fila especial que nos garantiu uma boa economia de tempo.

Museu do Louvre :: Paris

Eu e o Louvre

Dentro do Louvre

O Louvre é mesmo monstruoso de grande e se você não souber bem o que quer ver, vai se perder e precisar de vários dias lá dentro. Na entrada, pegue logo seu mapa (tem em português!). Nós procuramos focar nas obras que nos interessavam mais: Mona Lisa, o Código de Hamurábi, Vênus de Milo e a área das antiguidades egípcias, gregas, etruscas e romanas. Ainda assim, gastamos a manhã inteirinha por lá. Ah, vou logo avisando: é um inferno para ver a Mona Lisa! Uma quantidade absurda de gente se matando para conseguir uma foto frente àquele quadrinho. Se tiver por perto um grupo de orientais, lascou (e eles estão sempre presentes). Tenha paciência se quiser uma foto. :P

Depois do passeio a fome já batia, então resolvemos almoçar lá mesmo pelo museu, pois havíamos lido que a praça de alimentação era bem servida e com boas opções. E é mesmo! Comemos uma paella num restaurante espanhol delicioso e pagamos menos que o de costume. Super recomendo! E não é preciso pagar para entrar nessa área. Se tiver pela redondeza e quiser comer por lá, pode. ;) Há também umas lojinhas interessantes.

Vênus de Milo

João conversando com - segundo ele - um ser do Nibiru
Código de Hamurábi

Multidão para ver a Mona Lisa

Andamos um pouco pelos jardins do Louvre, descansamos um tiquinho numa das cadeirinhas da fonte -como fazem os parisienses quando há qualquer sinal de sol - e seguimos passeio. Chegamos então na ponte onde é tradição os casais apaixonados deixarem um cadeado para selar seu amor e voltar a Paris. Eu até tinha levado um daqui, mas tinha esquecido na mala. Mas isso não foi problema: tinha um vendedor esperto por lá com cadeados para casais abestalhados como nós. E eu, que adoro umas besteiras dessas, tinha que comprar. Afinal, não é sempre que se está em Lua de Mel em Paris.

Vida ruim em Paris

Nosso cadeado

Tinha que ter!

A próxima parada foi o Museu D'Orsay, do outro lado do Rio Sena. Com o Museum Pass também não pegamos fila para entrar. O lugar é lindo, funciona numa antiga estação de trem. Vale muito a visita. São diversas salas divididas por correntes / artistas. Há obras de Rodin, Van Gogh, Manet, Delacroix, Cézanne, Toulouse-Lautrec, Monet, Renoir, entre vários outros.

Vista do Museu D'orsay

D'Orsay
Já era fim de tarde quando saímos de lá em direção ao hostel, para nos arrumar para o nosso chiquérrimo jantar a bordo do Bateaux Parisiens. Mas esse jantar foi tão especial que merece um post só pra ele...