13.8.12

Uma pausa para o café :: Esbarre!

Eu estou devendo os posts do resto da minha viagem, mas resolvi dar uma pausa no roteiro para escrever sobre essa cafeteria que acabei de conhecer, a Esbarre.

Estávamos voltando para casa e decidimos parar para comer em algum lugar. Fizemos a curva na Rua Amélia e... "Eita, pode ser naquela cafeteria nova do posto, será que presta?! Bora ver, né?!". Sim, o lugar funciona no Posto BR, na esquina da Rua Amélia com a Esmeraldino Bandeira. Entramos no posto e logo veio um segurança e o dono da loja nos orientar para o estacionamento próprio da cafeteria, item obrigatório hoje em dia para ganhar clientes. Ponto para eles.

Área interna da Esbarre

Apesar de ser dentro de um posto, o ambiente é super agradável
Entramos. Há um terracinho fora, virado para o estacionamento, um espaço interno climatizado e outro externo, voltado para o posto. Apesar de ficar ao lado de bombas de gasolina, o lugar é muito bem projetado e bastante agradável. Pegamos uma mesinha dentro e fomos conhecer o cardápio. O lugar tá novinho em folha, só tem 40 dias de aberto, mas pelo jeito já conquistou um bom número de clientes. E não é pra menos, tem opções para todos os gostos. Vai muito além de uma simples cafeteria. Quer tomar café da manhã?! Vai lá! O lugar abre às 7h e serve, por exemplo, pãezinhos de queijo, sanduíches, pão com ovo, bacon... (Fiquei imaginando que é feito em viagem, que a gente para pra comer em posto. Mas aqui é de uma forma mais gourmet, neh?!) Prefere lanchar?! O cardápio é variado e tem das gordices mais gostosas até cheeseburguer de soja. Seu negócio é sobremesa?! Tem! Só quer petiscar e jogar conversa fora com os amigos num fim de tarde?! Então você pode escolher uma das opções do cardápio happy hour, como as batatinhas ou as torradinhas de ervas com molhos. Até um prato adaptado da culinária húngara tem no menu. Ah! E eles estão planejando opções de almoço. Bebida também tem à vontade: cervejas (até importada), cafés (claro), refris, suco (só de laranja - R$ 3,90), whisky, cointreau, caipiroscas, vinhos... Para os dias de Recife Frio tem chocolate quente (R$ 6,90).

Eu não estava com muita fome, infelizmente, então nem pude provar de muitas delícias do cardápio. Escolhi o Hot Dog Esbarre na redução de vinho tinto (R$ 9,90). Foi o que pareceu mais gostoso e mais diferente também. Os sócios Wellington Granja e Tiago Nobre, que estavam por lá, nos disseram que o cheeseburguer  com molho especial da casa é uma delícia e faz o maior sucesso, mas o marido quis a mesma coisa e ficamos os dois com o "cachorro quente chique". Valeu a pena, adorei a mistura! A salsicha é levemente picante, mas o doce do molho de vinho tinto corta um pouco. Uma delícia! A criação é da chef Melissa Trigueiro, que também estava por lá e deu o ar da graça para receber os nossos elogios. :)

Hot Dog Esbarre na redução de vinho tinto
Meu pedido!

Também tem chocolate quente no cardápio

Depois de devorarmos o hot dog, saímos de lá com a certeza de que ainda vamos passar por ali inúmeras vezes, a qualquer hora, em qualquer ocasião.

Vai lá?
Esbarre!
Rua Amélia, 435 - Graças 
(Posto BR de esquina com a Esmeraldino Bandeira)
www.esbarre.com.br
:: 3049.3223 ::
Segunda à sábado, das 7h às 22h
Domingo, das 10h às 22h
Aceita cartões e tem wi-fi!
12.8.12

Passeando no Blog de João Alberto!

Gente, este humilde blog está muito chique!

O colunista social mais famoso e respeitado da cidade publicou os textos daqui sobre Roma em seu blog.

Obrigada pelo carinho e reconhecimento, João Alberto!

:)

Lá vão os links para os textos:

http://www.joaoalberto.com/2012/08/12/um-belo-diario-de-roma/

http://www.joaoalberto.com/2012/08/12/o-diario-de-camila-em-roma/

http://www.joaoalberto.com/2012/08/12/camila-satiro-em-roma/

http://www.joaoalberto.com/2012/08/12/roma-com-camila-satiro-2/

http://www.joaoalberto.com/2012/08/12/roma-com-camila-satiro-3/

http://www.joaoalberto.com/2012/08/12/roma-com-camila-satiro/

9.8.12

Passeando em Roma :: Villa Borghese

Terça-feira, 08 de maio de 2012

Esse foi o último dia em Roma e um dos mais legais. João tinha visto nas nossas pesquisas de viagem que a Villa Borghese era um passeio ótimo para quem quer fazer algo menos turístico e fugir um pouco dos pontos tradicionais. E realmente valeu a pena!

Saímos do hostel e tomamos café no Termini, no Chef Express (tem em todo canto lá). A grande vantagem é que eles oferecem uns combos de café da manhã e têm spremuta de arancia (suco de laranja)! Depois, ainda no Termini, no subsolo, compramos umas coisinhas no supermercado para fazermos um pic nic no parque. Mas antes, pegamos o metrô até a estação Circo Massimo e fomos até a Bocca della Veritá (Boca da Verdade).

O monumento fica na entrada da Igreja Santa Maria in Cosmedin. Não paga para entrar, mas pede-se 1 EUR para colocar a mão. Na Idade Média, acreditava-se que quem mentisse teria a mão destruída se a colocasse na boca. Bom, pelo menos até agora, todos que foram até lá não contaram mentirinhas. =P

Eu brincando com a sorte :P




Depois de brincarmos com a sorte, voltamos ao metrô para seguir ao nosso destino principal, a Villa Borghese. O dia estava lindo: sol com calor (sim, porque pegamos vários dias de sol com um frio danado)! O parque é gigantesco e tem milhares de coisas pra fazer, desde simplesmente andar de bicicleta a visitar museus e galerias de arte, cinema, andar a cavalo, se divertir no zoológico... A gente amou!

Uma das entradas da Villa Borghese

Orologio


Ô vida boa!

Nosso pic nic
Logo que chegamos, andamos um pouco pelo parque, estendemos nossa "canga" (na verdade, uma echarpe) e nos sentamos pra ver o movimento e fazer o nosso pic nic. Passamos algum tempo ali descansando da vida de turista e curtindo aquele lugar lindo.

Depois do descanso, fizemos um passeio que valeu o dia: a bicicleta elétrica. É muito bom! Um carrinho que você pedala e tem direção, freio e buzina. Só uma pedaladinha e o negócio já pega o ritmo e vai que vai! Pagamos 10 EUR por uma hora. Como o parque é muito grande, vale a pena alugar porque você pode conhecer mais e sem se cansar. Além, claro, de ser um passeio diferente do que se faz normalmente.

João e a bicicleta elétrica

Vista de Roma em um dos pontos do parque

Eu também dirigi a bicicleta! :D

Depois de andarmos bastante pela Villa Borghese, descemos pela Piazza del Popolo, fomos à Piazza Spagna e andamos muito pelas ruazinhas turísticas por perto da Fontana di Trevi. Foi aí que comprei vários souvenirs (chineses, vale salientar), que lanchamos e, claro, tomamos mais sorvete! À noite, para economizar depois das compras, lanchamos na Mc Donald's do Termini e voltamos ao hostel. :)

Guia da Itália
Compra aqui o seu guia
8.8.12

Passeando em Roma :: o dia em que tive muita raiva dos romanos

Vou escrever esse post a mais porque fiquei bem impressionada com o jeito do romano nesse dia. De um modo geral, dizem que os italianos parecem muito com os brasileiros, porque falam alto, fazem festa, etc e tal. Mas não, não parecem! Brasileiro é muito mais que isso. Ok, temos nossos problemas, mas eu definitivamente não gosto nem de longe dessa comparação. O que percebi foi que lá as pessoas são desorganizadas, muito mal educadas, grossas e impacientes. Ah! E não têm compaixão com o próximo. Aliás, foi por isso que fiquei arretada e resolvi escrever esse texto. Me desculpem as exceções (sim, existem italianos legais, principalmente em Florença), mas de uma forma geral ficamos com essa impressão, por diversas situações.

No dia do passeio ao coliseu (post anterior), depois de ir até a igreja de gesso me bateu uma vontade de ir ao banheiro. Lá em Roma não se encontram fácil banheiros pela rua. Procurei um e nada. Resolvemos ir até um bar, João comprou uma cerveja, mas pra meu azar o banheiro estava quebrado. Andamos, andamos, andamos e eu já estava amarela de tanta vontade de fazer xixi. Resolvemos então voltar em direção à estação do metrô, na esperança de encontrarmos um banheiro por lá. No meio do caminho, eis que avisto um super, mega, ultra centro de informações turísticas. Informações TU-RÍS-TI-CAS! Entrei correndo e dei de cara com duas portas lindas que indicavam o banheiro. Um sorriso me veio ao rosto e, com toda a minha simpatia brasileira, apesar da cara de desespero por estar quase me mijando, perguntei se poderia usar. O atendente, um GROSSO, disse que não, só funcionários, e virou a cara. Eu fiquei lá louca, desesperada, quase invadindo o banheiro, mas preferi sair dali correndo.

Eu entendo que existam banheiros para os funcionários, mas se fosse aqui no Brasil tenho certeza que, no estado em que eu estava, as pessoas facilmente me "emprestariam" um banheiro, seja em bar, em casa e, principalmente, num centro de informações turísticas. Aliás, isso me aconteceu já algumas vezes por aqui e, mesmo sem eu ser turista, encontrei fácil alguém pra me acudir.

Saí de lá arretada, gritando que italiano era um povo sem compaixão, até que cheguei à estação do metrô em frente ao Coliseu. Descobrimos, finalmente, que lá havia um banheiro. Na fila, havia na minha frente um americano, duas indianas, eu e depois chegou um casal de espanhóis. Mais espera e minha bexiga apertando. O americano colocou seu euro, a porta automática abriu e ele entrou. Poucos segundos depois, um barulho alto: Sssssshhhhhhh. Água! O alarme dispara. Ué ué ué ué... Batidas na porta. Nós da fila não tínhamos como ajudar. De repente abre-se a porta e sai o americano todo molhado: "Fuck, man! Oh, shit!"
O espanhol atrás de mim aconselha a namorada a aproveitar a situação e ir logo no banheiro. Ela, inteligentemente, fala:
- Yo no voy tomar un baño de mierda.

É, eu também não.

Pegamos o metrô e voltamos ao hostel. Sim, foi a forma mais "rápida" de conseguir aliviar minha vontade.

Guia da Itália
Compra aqui o seu guia
7.8.12

Passeando em Roma :: Coliseu, Palatino, Fórum Romano...

Segunda-feira, 07 de maio de 2012

Acordamos animadíssimos para fazer o programa mais esperado da viagem: a visita ao Coliseu! Depois de tomarmos café, pegamos o metrô e fomos até o monumento mais imponente de Roma. A estação é na frente dele, você já sai em cima. Por falar em metrô, nos deparamos com duas asiáticas completamente perdidas e sem falar nada de inglês, espanhol, italiano e, muito menos, português. Mas, ainda assim, conseguimos dar as coordenadas do metrô que elas tinham que pegar pra chegar onde queriam. Ficamos mega orgulhosos da nossa capacidade de comunicação. :D

Eu e o Coliseu
A entrada no Coliseu foi de graça com o Roma Pass, que havíamos comprado no dia anterior. As duas primeiras atrações são gratuitas com o cartão e já tínhamos usado a primeira no Castelo Sant'Ângelo. Para visitar o Coliseu, Fórum Romano e Palatino paga-se como apenas uma entrada, então fomos às três atrações sem gastar nenhum eurozinho.

Mas a grande vantagem do Roma Pass é a mordomia de não ficar em fila! Ficamos assustados com o tamanho dela quando chegamos, mas logo vimos que há uma entrada reservada para quem tem o cartão. Ou seja, economizamos, além do dinheiro, um tempo precioso.

O passeio foi, sem dúvida, o melhor e mais curioso que fizemos em Roma! E fica ainda melhor com o audioguia do passeio que alugamos. E tem em português! Ficamos sabendo com detalhes sobre todas as curiosidades do lugar, nos transportamos mesmo ao tempo em que o Coliseu era palco de combate dos gladiadores. Incrível e imperdível!

Coliseu


Depois da visita ao Coliseu, fomos ao Fórum Romano. Começamos o passeio sem o audioguia, mas ficou impossível achar alguma graça sem ele. O local é gigantesco e composto por diversas ruínas de templos, basílicas e arcos. Sem uma explicação, a imaginação tem que ser muito fértil, viu?! Então, alugamos um audioguia em inglês e continuamos o passeio. Aqui é legal você lembrar de ter na bolsa um lanchinho, pois a visita é longa e é bom dar aquela paradinha estratégica para forrar o estômago.

Depois de visitar o Fórum Romano, continuamos o passeio pelo Monte Palatino, onde Roma nasceu. O lugar é lindo, enorme e cheio de coisas para ver. Prepare a câmera!

Depois do longo passeio, fomos à procura de um lugar pra almoçar. Eu não aguentava mais ver pizza e massa, mas não teve jeito: mais pizza! Com o bucho cheio, fomos até a igreja de gesso, onde, confesso, sentei e dei uma cochiladinha - meio sem querer. Bateu a vergonha e saímos de fininho.

Ruínas do Fórum Romano

Vista do Fórum Romano

Palatino
Palatino

(Aqui, uma pausa para a minha saga por um banheiro em Roma. Isso merece um post exclusivo! :P)

À noite, decidimos ir à Trastevere, onde dizem que bomba de bares, gente jovem e bonita. Só que pra chegar lá não há metrô direto e pra ir de ônibus achamos meio complicado. Aliás, complicado não, esquisito. No meio do caminho ficamos com medo e voltamos. Pra não perdermos o passeio, fomos até um barzinho na Piazza dela Rotonda, comemos umas besteirinhas (o lugar é muito turístico e caro que só!), vimos o movimento e decidimos voltar (a pé, pois o metrô já havia fechado) para o merecido descanso.

Guia da Itália
Compra aqui o seu guia
2.8.12

Passeando em Roma :: Vaticano e Castelo Sant'Ângelo

Domingo, 06 de maio de 2012

Esse dia nos demos o direito de acordar um pouco mais tarde. Afinal, no dia anterior andamos mais do que podíamos e estávamos bem cansados. Nos arrumamos, tomamos café na Estação Termini e saímos com destino à Villa Borghese, mas a chuva atrapalhou nossos planos. Andamos um pouco pela cidade, almoçamos e fomos ao Vaticano

Praça de São Pedro embaixo de chuva
Aqui é bom prestar atenção a um detalhe: no dia do seu passeio até lá, não vá de short, bermuda, roupa curta nem blusas de alcinhas. Esses tipos de roupa não são permitidos para entrar na Basílica de São Pedro.  Vá comportado! A gente nem correu esse risco porque roupa era o que não nos faltava por conta do frio.

Ah! E vá preparado e com paciência para enfrentar uma fila gigantesca! Confesso que eu na hora só pensava: "O papa vai ter que estar ali na porta da Basílica pra me receber depois dessa fila". Mas ok, é o tipo de passeio que não dá pra deixar de fazer, então o jeito é encarar. Mas preste atenção a uma coisa: OS CHINESES! Aliás, durante toda a viagem, em qualquer ponto turístico, você deve estar sempre atento a grupos de orientais. Eles só andam em bando, atrapalham sua visão e são caras de pau o suficiente para furar fila e ainda dar um sorrisinho simpático para você. E nem adianta reclamar, viu!? Eles continuam sorrindo e vão emburacando. Digo isso porque foi exatamente o que aconteceu logo atrás da gente. Até a polícia chamaram, mas não teve jeito.

A basílica é mesmo de impressionar. Pense num negócio grande! Por mais foto que se veja não dá pra ter noção. Pelo menos eu não pensava que fosse tudo tão enorme. Afinal, dizem que cabem até 60 mil pessoas! Incrível, né?! Além de grande, é linda! Ah! Para entrar lá não paga nada. ;)

Interior da basílica. Consegue ver as pessoas?

Eu, uma formiguinha, na Basílica de São Pedro
O que paga é se você quiser subir na cúpula da basílica. Como turista tem que encarar essas coisas, nos aventuramos. O elevador custa 7 EUR, mas não te leva nem a perto da cúpula, viu?! Tem que ter perna pra subir aquilo ali. Quando você acha que subiu, você está, na verdade, lá no alto, mas ainda no interior da basílica. Subimos mais. É escada de todo jeito: em zig zag, reta, torta e até uma tão estreita, mas tão estreita que os mais cheinhos não passam. Tô falando sério, viu?! Se você tem quilos a mais corre o risco de ficar no meio do caminho. Outra coisa: pessoas mais velhas não devem subir. É muito cansativo, de verdade! Tem gente que não aguenta e volta. Definitivamente, paguei todos os meus pecados! Agora uma coisa é certa: você vai ter a vista mais bonita de Roma. Dá pra ver tudo, tudo. Mesmo com chuva tava lindo. Mas nem demoramos muito porque o frio tava massacrando demais.

Finalmente chegamos ao topo!
Vista de Roma. Pena que estava chovendo.

Como "pra descer todo santo ajuda", num instante estávamos de volta ao chão. Andamos então até o Castelo Sant'Ângelo. Havíamos comprado o Roma Pass pela manhã (30 EUR), então não pagamos a entrada. O castelo já foi morada de alguns papas e serviu como defesa do Vaticano. Há, inclusive, uma espécie de túnel que liga o castelo ao Vaticano, por onde o papa passava às escondidas em momentos de ataque. No último andar, há um café lindo, super agradável, onde você pode beliscar uns salgadinhos e tomar um café ou chocolate quente delicioso. Claro que fizemos essa parada. Vale o descanso e a vista do lugar.

Castelo Sant'Ângelo

Vista do café do castelo

Huummm

Depois do passeio, andamos mais pela cidade, compramos besteiras em uma feirinha perto do castelo, passamos pela a Piazza del Popolo (Praça do povo), andamos, andamos, jantamos e fomos para o hostel para o merecido descanso. O outro dia nos reservava a tão esperada visita ao Coliseu!

Guia da Itália
Compra aqui o seu guia
31.7.12

Passeando na Itália :: um bate-volta de Roma a Pompéia, com uma parada para a pizza napoletana

Sábado, 05 de maio de 2012

No ano de 79 d.c, a cidade de Pompéia foi devastada por uma chuva de cinzas, consequente da erupção do vulcão Vesúvio. Mil e seiscentos anos depois, a cidade adormecida foi redescoberta, com uma conservação de impressionar! As cinzas e lamas protegeram as construções e os corpos dos moradores da época ganharam formas de gesso exatamente da maneira como morreram. A partir da redescoberta de Pompeii, o local tornou-se ponto de intensas escavações e, hoje, é um dos sítios arqueológicos e pontos turísticos mais procurados da Itália.

Pompéia, a Cidade Eterna
Se você tem muito tempo em Roma, vale gastar um dia da sua viagem para conhecer Pompéia. Quando estávamos fazendo o nosso roteiro, nossas pesquisas, descobrimos esse passeio e logo o inserimos na programação.

O ideal é você pegar um trem bem cedo, para dar tempo de fazer tudo (visitar todo o sítio histórico, que é gigantesco, e parar em Nápoles na volta para uma verdadeira pizza napoletana). Compramos a passagem  de ida (22 EUR cada) para o trem das 7h39 e foi uma confusão! A gente já tinha percebido o quanto Roma é desorganizada e esse dia foi só mais uma prova disso. Primeiro, as passagens que pedimos com lugares juntos não vieram dessa forma - os lugares mudam de acordo com o tipo de trem. A sorte é que tinha lugar vago do meu lado. Quando chegamos à Estação Termini - de onde sairia e como estava impresso no bilhete - não vimos o nosso trem no painel. Conseguimos a informação de que o trem sairia de outra estação e já estava quase na hora! Corremos feito loucos, pegamos um metrô - no próprio Termini - e conseguimos chegar ao local de partida. Só que ninguém sabia de que plataforma o trem ia sair. Enfim, ainda esperamos cerca de uma hora. Ufa! Alerta: lembre-se de validar seu ticket antes de entrar no trem! ;)

Chegamos na Estação Central de Nápoles e seguimos para a estação Circumvesiana - siga as placas. Lá, compramos o bilhete UNICO Giornaliero (4,50 EUR cada), que dá direito a ida e volta a Pompéia. O trem é lotadíssimo de turistas e é bem detonado, parece um metrô velho. Conseguimos uma posição estratégica, entramos correndo e garantimos o nosso lugar sentados. Ainda bem! Fique atento para pegar o trem em direção à estação Sorrento. Teve turista entrando no primeiro trem que chegou e tendo que pular de volta para a plataforma quando as portas já estavam fechando.

Estação em Pompéia
Há diversas paradas com o nome "Pompei", mas a certa é a Pompei Scavi. Quando descer, você vai ver um bocado de gente vendendo ingressos, audioguia, mas o melhor é comprar na entrada do parque mesmo (11 EUR cada). Todo mundo compra ainda na estação e a fila lá é enorme. Preferimos não comprar o audioguia e ficamos só com o folheto. De vez em quando a gente ficava perto de algum grupo para tentar escutar alguma explicação. :D

O lugar é enorme, então é preciso focar, não dá pra entrar em tudo. Andamos horas e horas por lá. O que achei mais legal foram os anfiteatros da época, gigantescos. Fiquei imaginando como seriam as encenações e os sacrifícios de animais praticados ali. Ver as casas da época, as termas, é tudo incrível. Você nota a diferença das casas mais ricas. Quase todas têm jardins no meio, pinturas e são bem grandes. É pra se perder por lá e botar a imaginação pra funcionar (confesso que acho que ficaria mais fácil fazer isso se estivéssemos com o audioguia). :P



Basílica



Dicas para o passeio: leve um lanchinho na bolsa e faça um pic nic por lá. Há diversos locais para isso. Nós não fizemos e nos arrependemos. Além de não ser barato comer no parque, a comida não é lá essas coisas e o atendimento foi péssimo. E outra: não deixe faltar água! Você anda bastante e pode pegar um sol de lascar. Por falar nisso, mais uma dica: vá com uma roupa leve. Eu estava com uma legging, uma blusa, vestido, casaco e cachecol e me desmontei toda quando cheguei por lá - ainda bem que tive essa possibilidade.

Anfiteatro

Em frente ao maior anfiteatro

Petrificado!

Pinturas em uma das casas da elite

Pegamos o trem de volta a Napoli Centrale. Aproveitamos que estávamos lá e resolvemos ir em busca de matar a fome na famosa Pizzeria Da Michele (a mesma do filme Comer, Rezar e Amar). Depois de andar e pedir informações a algumas pessoas no meio da rua, nos deparamos com ela. Um lugarzinho simples, pequeno, mas com uma pizza FANTÁSTICA! Mamma Mia, que negócio bom! Comemos tanto que ficamos cheios até a alma! Também pudera: na Itália a pizza individual é do tamanho de uma média, por aqui. Fizemos jus ao sacrifício, depois de tanto andar, e comemos to-di-nha! E olhe que pedimos com doppia mozzarella (ai como eu queria uma agora, com um copão de coca-cola)! Huuuumm. Ah, um detalhe! Não esqueça de deixar a gorjeta. Se você não fizer isso vai ver a cara feia dos garçons, que não terão problema em lhe pedir que deixe uns euros para eles.

Terminando em pizza
Voltamos à estação (por um caminho estranho, com pessoas meio mal encaradas, por sinal) e pegamos o trem de volta a Roma (Estação Termini). Dormimos todo o caminho, mortos do passeio. Nos arrastamos para o hostel e desabamos para mais sono e descanso. Ainda tinha muito passeio pela frente.

Guia da Itália
Compra aqui o seu guia
30.7.12

Passeando em Roma :: Ônibus turístico, Fontana di Trevi, Coliseu, Piazzas e mais piazzas...

Sexta-feira, 04 de maio de 2012

Acordamos cedo e loucos para conhecer a cidade e tirar a impressão ruim que tivemos quando chegamos no dia anterior. Fomos tomar café no hostel (que foi o mesmo que nada, porque era literalmente café e um croissant doce sem recheio) e depois seguimos para a estação Termini, de onde sai o City Sightseeing Roma (ônibus turístico). 

A gente no City Sightseeing Roma

Dica: pegamos este porque é o mais famoso, mas não tinha audioguia em português. Depois descobrimos que há milhares de empresas que fazem este serviço, muitas com opção na nossa língua.

Há dois trajetos a fazer e preferimos pegar a linha A (acho que pagamos 20 EUR cada pelo passeio). Já no início comecei a me encantar com a cidade (embora nem tenha amado muito no fim das contas). Roma é deslumbrante, qualquer lugar que se olhe é repleto de monumentos históricos, grandiosos. Confesso até que me senti meio burra, porque tudo parece muito importante e você não sabe de que se tratam todos eles. E o que achei mais incrível é que aquilo é de verdade, sabe como é?! Tudo o que a gente vê nos livros de história está ali, no meio da cidade, como um shopping ou posto de gasolina. Eu tinha impressão de que existia uma área histórica mais afastada, mas não, é tudo ali, integrado. Essa sensação tive, principalmente, quando o ônibus virou numa rua e apareceu, à nossa frente, majestoso, o coliseu! Incrível!!! Fiquei em pé no ônibus, acho até que atrapalhei as fotos de muita gente. Descemos nessa parada para fotos e para nos deslumbrarmos um pouco mais com ele.

Coliseu

Eu encantada com o Coliseu

Via Sacra
Depois de passearmos por essa área, pegamos o outro ônibus e continuamos o passeio. Não entramos nesses monumentos nesse dia porque reservamos um outro para isso. Seguimos, passamos pelo Circo Massimo, Piazza Venezia, onde fica o monumento Vittoriano, e chegamos ao Vaticano. Descemos aí para mais fotos e para comer um panini meio sem gosto. Continuamos o passeio e a próxima parada foi para conhecer a tão falada Fontana di Trevi, enorme, em estilo barroco, que ficou imortalizada no filme La Dolce Vita (e que de lá pra cá já esteve presente em muitos outros também).

Vittoriano

Eu e o panini

Mega carro de polícia do Vaticano

Praça de Sâo Pedro :: Vaticano

A caminho da Fontana di Trevi
Aqui, outra observação sobre a minha pessoa: eu já sabia, mas nessa viagem tive a certeza do quanto gosto de lugares turísticos. É, esses pontos onde há muita gente, milhares de lojinhas vendendo "bugigangas" chinesas (sim, porque nem se iluda, é tudo chinês), foto pra todo lado, engarrafamento de turistas. Acho que por isso mesmo gostei tanto de passear pela Fontana di Trevi e seus arredores. Ok, isso atrapalha e muito a visita à fonte propriamente dita, porque pra conseguir uma boa foto é guerra (ou então você se rende a um dos fotógrafos que enchem seu saco por lá e paga muitos euros numa foto deles), mas ainda assim eu confesso que adoro.

Gente "é bóia" na Fontana di Trevi
Dica: em Roma ande sempre com uma garrafinha à mão. Por toda a cidade, há milhares de fontes de água mineral onde é possível encher a sua garrafinha e não passar sede na viagem. Uma mão na roda isso, adorei!  A primeira que usamos foi lá, ao lado da Fontana di Trevi.


Não precisa gastar seus euros com água!
Jogamos a moedinha na fonte, como tem que ser - coisa de turista! - e fomos andar pelas ruas do entorno. Aproveitamos para almoçar numa trattoria lá perto, que tinha um menu fechado bem barato, a 8,50 EUR o prato (escolhemos penne) + coca-cola. Tava uma delícia! Depois do almoço, hora da sobremesa! Comemos o primeiro gelatto da viagem, artesanal, que tava uma maravilha! Meu pedido: "Cioccolato com fragola, per favore!". Estava AB-SUR-DO! Fiquei feliz da vida!   Andamos um pouco mais e chegamos à Piazza di Spagna, linda, cheia de bougainvilles e ponto de encontro de milhares de turistas e romanos.


Jogando moedinha para ter sorte
Mamma Mia!


Pense num sorvete bom!

Piazza di Spagna e seus bougainviles
Voltamos ao ponto do ônibus turístico e completamos o trajeto. Ainda era cedo quando voltamos ao Termini, então resolvemos comprar logo as passagens para a nossa ida a Nápoles, no outro dia, e comprar umas besteiras para comermos de manhã, para não depender do café do hostel. Feito isso, e ainda com muito sol pela frente, simbora passear mais que o que não falta são coisas pra ver em Roma! Saímos andando pela Praça da República, passamos pela Via Delle Quattro Fontane, Piazza Del Quirinale, Piazza di Pietra, e chegamos à Piazza dela Rotonda, onde fica o Pantheón. Fizemos a visita a este monumento, que já foi um templo dedicado aos deuses e depois passou a ser templo cristão. Incrível como está bem conservado. O negócio é de 27 a.c!!! Ok, não é tão velho assim porque ele foi destruído por um incêndio e todo refeito em 125, mas ainda assim, bote tempo nisso!

Uma das quatro fontes

Piazza Del Quirinale

Piazza di Petra

Pantheón


Passeamos ainda pela Piazza Navona, que é massa, cheia de artistas, Campo de'Fiori e voltamos pela Fontana di Trevi para vê-la à noite (lotada de gente, a qualquer hora). Jantamos e voltamos ao hostel para dormir. O outro dia seria bastante cansativo: bate-volta a Pompéia, com uma paradinha para uma pizza napoletana.

Piazza Navona


Fontana di Trevi à noite
Guia da Itália
Compra aqui o seu guia