26.5.13

Passeando no México :: Roteiro e dicas de Playa del Carmen

A ideia inicial para as férias era ir somente à Cidade do México. Mas quando se começa a fazer pesquisas de viagem fica difícil resistir a algumas coisas. Ir para o Caribe foi uma delas. Fizemos as contas, lemos blogs e, enfim, vimos que não podíamos deixar de visitar aquelas bandas.

Aí você pensa logo em Cancun, que é de onde mais se fala quando se pronuncia "Caribe". Mas vou dizer, viu: se você gosta de passear mesmo, conhecer lugares diferentes, nem perca seu tempo indo para lá. Não que o destino não valha a pena. Mas Cancun é para quem tem um perfil mais luxo e riqueza ou para os que gostam de curtir a estrutura do hotel, relaxar... não é o meu caso.

Conhecemos Playa Del Carmen pelas nossas pesquisas em sites e blogs de turismo. E todos diziam que esta era mais central e não tomada por resorts, como é Cancun. Uma praia a la Pipa ou Porto de Galinhas, só que bem mais sofisticada, claro (estamos falando em Caribe, né?! :P) Então, decidimos que este seria o nosso destino.

Fim de tarde em Playa del Carmen
E vou dizer, foi a melhor escolha que a gente poderia ter feito. Playa fica no meio dos principais passeios, bem pertinho dos grandes parques de natureza e aventura que a região oferece, e o melhor: você pode fazer tudo por conta própria, pegando os coletivos no centro da cidade. Outra coisa que amo numa praia é a liberdade de fazer absolutamente tudo a pé. Assim é em Playa. A 5ª Avenida, principal via da cidade, é uma grande rua de pedestre, bem no centro, onde estão milhares de restaurantes, bares, outlets, boates, lojas, shoppings, sorveterias... passeio de todas as noites, sempre com uma coisa diferente para oferecer.

O ponto negativo, claro, é o $. Não que seja muito caro, porque nem é, mas para quem estava na Cidade do México dá pra sentir a diferença no bolso. Você percebe logo porque os preços são quase todos em dólar, sendo o preço em peso mexicano colocado em segundo plano. Mas ainda assim posso dizer que é um destino barato no Caribe. Alguns passeios, como mergulho e os parques de aventura, é que pesam bastante no bolso. Pesam, mas você não vai se importar, porque vão fazer valer cada centavo.

Playa!
Eu e os voladores, em Playa del Carmen
Enfim, posso dizer que adorei cada minuto por lá, cada experiência e a única coisa da qual me arrependo é de não ter reservado mais dias para dispensar em Playa, porque vi diversas coisas que gostaria de ter feito. Tenho certeza que se você for, seja qual for o seu perfil de viagem, vai amar como eu amei!

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25.5.13

Passeando na Cidade do México :: Roteiro e dicas

Eu já fiz um post aqui no blog falando em expectativas, em como elas podem construir ou destruir alguma coisa. No caso dessa viagem, a expectativa foi importantíssima para deixar tudo ainda mais surpreendente.

Eu, claro, estava ansiosíssima pra viajar, já há meses que planejava conhecer a Cidade do México, pesquisei horrores antes de ir, mas eu não criei muitas expectativas sobre o lugar. Sabia da riqueza cultural, da simpatia das pessoas, das cores que tanto adoro, das feiras e mercados - programas indispensáveis em qualquer viagem para mim -, mas ainda assim não esperava que fosse amar tanto tudo aquilo. Talvez por saber também dos problemas, como o trânsito caótico, a pobreza, sujeira nas ruas e alguns pensamentos parados no tempo dos mexicanos, como o machismo que se sente ao usar short ou vestido curto na Cidade do México - no dia que usei, me senti uma depravada, todo mundo olhava.

Monumento a La Revolución
Cores do México no Mercado de Coyoacán

Mas ao chegar lá, viver a cidade, conhecer as pessoas, andar e andar com segurança até altas horas da noite, sempre com muita gente ao redor, comer bem - sim, porque achei que fosse me lascar com a culinária local, já que não sou adepta a comida mexicana - qualquer impressão que poderia ser negativa se desfez. Eu amei, e muito, tudinho!

Realmente com a comida é que se tem que tomar cuidado. A minha pergunta de sempre era: "Pica?" Se eles dissessem que "não picava", ainda existia o risco de ser picante. Agora, se eles dissessem que "pica un poco", aí era certeza de ter a boca queimando por um longo tempo. Ô povo pra gostar de pimenta! E não é só nos pratos da culinária local, não. Frutas, bombons, sobremesas, batata frita, pizza, tudo leva pimenta. Santo Omeprazol!

Todo pica!

A Cidade do México é sim muito segura e a impressão que temos é que todo mundo está, ao mesmo tempo, de férias. Só assim para ter tanta gente, em qualquer lugar, a qualquer hora. Isso causa alguns transtornos, como a lotação dos metrôs, mas eu confesso que gosto de uma muvuca, então pra mim não foi muito traumático. Passávamos o dia todo andando e, mesmo durante a semana, se voltássemos para o hostel às 0h, a rua ainda estava cheia de gente - e de policiais, vale salientar -, o que dava a impressão de que ainda era cedo.

Ah! Outra coisa: a Cidade do México é sim cheia de tradições, a cultura asteca é muito presente, o tempo todo se vê índios fazendo seus rituais no meio da rua... mas não é só isso. A cidade é também super desenvolvida, preparada para o turismo, há banheiros públicos organizados em todo lugar, os transportes funcionam bem - embora eles utilizem alguns ônibus de séculos atrás, alguns até sem porta - há restaurantes bons, cafés e lojas de grife por toda a cidade. Então, se sua visão é de que a Cidade do México é pobrezinha, coitada, esqueça! E é esse contraste que a faz tão especial, com programas para todos os gostos.

Índios dançando nas ruas
Pirâmide do Sol, em Theotiuacán
Galeria chiquérrima em San Angél
Além disso, é ótimo passear por lá. Muitas ruas só para pedestres, avenidas largas, vários parques e praças espalhados pela cidade, o que deixa qualquer lugar mais agradável. E a simpatia das pessoas é incrível, eu tinha vontade de colocar os mexicanos embaixo do braço e trazer para casa. Pense num povo amável, solícito... isso pra mim já é motivo suficiente para amar um lugar.

O Parque Alameda Central é enorme e cheio de fontes
El Caballito, na Av. Paseo de La Reforma :: Parte modernosa da cidade

Bom, eu vou parar esse post por aqui, para não me prolongar demais e perder o assunto. Nos próximos, o nosso roteiro, dia a dia, na Cidade do México e na deliciosa Playa Del Carmen.

Hasta!
28.3.13

De malas prontas :: Simbora pro México!

Férias à vista e passaporte na mão. Dessa vez, o destino é o México! E pense numa ansiedade para que esse dia chegasse logo.

Resolvi que queria ir ao México no segundo semestre do ano passado, quando Eliza, a amiga-sócia-conselheira-de-viagem me falou de uma série de reportagens que leu sobre a capital e sabia que eu ia amar. Falei para o marido, ele achou as matérias e não deu outra: fiquei completamente louca para ir. E vou! Ainda adicionamos  ao nosso roteiro Playa Del Carmen, para terminar em grande estilo, no Caribe. Ê! \o/
Hoje à noite a gente embarca, amanhã de manhã estaremos no Panamá e ao meio-dia, mais ou menos, chegamos no nosso destino. Então resolvi fazer esse post para dar algumas dicas da pré-viagem, do que é necessário para ir para o México. Aliás, a maioria das dicas vale para qualquer viagem internacional. Porque uma viagem começa muito antes de embarcar, né?!

Imagem :: internet

Pesquisas: não preciso nem dizer que sou louca por pesquisas de viagem, né?! E elas ajudam muuuito na hora do planejamento. Vale ler muitos blogs e fóruns de discussão, para ficar mais familiarizado com o lugar, com as dicas e saber exatamente o que quer ver para, daí, montar seu roteiro. Não que você vá ficar totalmente preso a ele quando chegar lá, mas é bom sempre ter um planejamento para não perder nada. Os blogs Viaje na Viagem, Mochileiros, Viajando com Pouco e Nós no Mundo foram alguns dos muitos pesquisados. Além disso, comprei o guia Top 10 da Cidade do México, da Folha de São Paulo, que é muito legal, ótimo para ter na bolsa. E ele já vem com o mapa da cidade, essencial.

Data: nas minhas pesquisas, vi que a melhor época para viajar para o México é entre novembro e abril. Nos meses de verão chove mais e há um risco alto de furacões entre agosto e outubro, mas o período dos ciclones é de junho a novembro. Então, por via das dúvidas, se você pensa em ir ao México, principalmente para as bandas do Caribe, evite essa época.

Planilha: antes de pensar em qualquer viagem eu sempre faço uma planilha de custos com bastante antecedência para ver se o sonho vai ser viável, claro. Porque não adianta nada querer ir prum canto, comprar a passagem e ficar lá sem poder fazer nada. Tudo depois de pesquisar bastante. Nela coloco o que vou gastar com hotel, uma média de gastos diários para alimentação, transporte e passeios (os passeios mais caros coloco separados) valor do seguro saúde, passagens, etc. Depois de somar tudo, vejo se até a data da viagem vou ter o din din suficiente e pronto, vou juntando para viajar sem aperto.

Passaporte: não esqueça que seu passaporte tem que ter validade mínima de seis meses. Se for vencer antes disso, providencie outro com antecedência.

Visto: Semana passada saiu a notícia de que o México não vai mais exigir visto nenhum para quem quiser ficar por lá até 90 dias, mas essa medida ainda não está em vigor. Na verdade, desde 2010 o México não exige o visto tradicional para entrar no país. Basta gastar uns 20 minutinhos preenchendo este formulário aqui. Isso para quem vai viajar via aérea pela GOL, TAM, Copa (o meu caso), Lan ou TACA e Avianca.  Essa autorização é válida por 30 dias e eles só pedem na hora de entrar no país. Tem que prestar muuuita atenção para preencher tudo certinho, viu?! Ah! Se você tem visto para os EUA, aí nem precisa se preocupar com mais nada.

Vacina: tive que tomar vacina de febre amarela no maior sofrimento, não porque é necessário para entrar no México, mas sim no Panamá. Como vamos pela Copa, o voo faz conexão lá e precisamos ter a vacina, para não correr risco de nos mandarem de volta. Dizem que não pedem sempre, mas não dá pra arriscar. Depois de tomar a vacina em algum posto de saúde, não esqueça de ir até a Anvisa (tem no aeroporto) e fazer seu cartão internacional. É rapidinho. O horário de funcionamento lá é das 8h às 16h30. Tem que levar documento original, passaporte e seu cartão de vacinação.

Passagens: a gente comprou nossas passagens pela Copa Airlines, que é a única cia aérea que sai aqui de Recife, com conexão no Panamá (onde tem um free shop ótimo, vale lembrar). Normalmente a dica é comprar passagem com antecedência de uns seis meses, para garantir um bom preço, a data desejada e seu lugar no voo. Mas a gente bem que podia ter deixado para comprar no final de janeiro, que é época de promoção. Vimos passagens bem mais baratas, mas não quis nem olhar para saber se teria para as nossas datas. Ah, uma dica! Há muito o que se fazer no México, então defina bem seu orçamento e roteiro antes de comprar as passagens, para não ficar arrependido depois porque queria ficar mais tempo e ter que gastar para adiar a volta.

Seguro viagem: não é obrigatório ter um seguro viagem para entrar no México, mas é um investimento que vale a pena. Já pensou você ter um treco lá e não ter para onde ir ou ter que pagar caríssimo para ser atendido? Fizemos o nosso pela Rhema, o My Assistance. Saiu por R$ 190 os dois. Ah! Mas antes de comprar seu seguro, veja se a operadora do seu cartão de crédito oferece. Muitas dão esse bônus, caso você compre a passagem com ele.

Documentos: é bom levar também, além do original, a cópia do seu passaporte. Não precisa dar bobeira e ficar andando com o original. Por falar nisso, nunca deixe coisas de valor nos bolsos de fácil acesso da sua bolsa. O ideal é guardar dinheiro e documentos no doleiro, aquela bolsinha que se usa embaixo da roupa. Se não tiver, providencie um. Bota tudo numa pasta para não se perder. Se der, por precaução, é bom ter cópias escaneadas dos seus documentos também no e-mail.

Dinheiro: pelas nossas buscas percebemos que a Cidade do México é um destino barato (a passagem é que é cara). Lá a nossa moeda é valorizada, $ 1 (Peso Mexicano) equivale a R$ 0,16. Então, segundo nossas pesquisas, dá para gastar cerca de R$ 70 por dia (com hospedagem). Confesso que achei muito arriscada essa conta, então como somos prevenidos, vamos levar mais que isso e não vamos incluir a hospedagem. No final da viagem conto se é tão barato assim. Não esqueça de levar alguns dólares em dinheiro (não adianta trocar reais por peso mexicano aqui) e de desbloquear seus cartões para fazer saques e compras internacionais. A nossa opção será pelo cartão Visa Travel Money, aquele cartão pré-pago. Ele é aceito na grande maioria dos lugares, é seguro e prático. Dica: não faça na véspera da viagem. O dinheiro leva entre 24h e 48h para entrar na conta.

Para se prevenir: acho legal ter alguns remedinhos à mão, caso venha a ter alguma indisposição. É bom levar relaxante muscular, remédios para estômago e diarreia (principalmente se vai pro México), dor de cabeça e enjoo. Como temos tias médicas, elas nos orientaram. :) Dependendo do lugar, um repelente também é bem-vindo. E atenção: algumas praias e parques ecológicos só aceitam protetor solar biodegradável!

Tomadas e energia: alguns detalhes a gente às vezes esquece, mas eles podem fazer toda a diferença. Já pensou em viajar e não ter como carregar a bateria da sua câmera, por exemplo?! Por isso é bom sempre estar atento à voltagem e ao padrão das tomadas do país. No México, a voltagem é 110V e as tomadas são daquela achatadinhas, ou seja, totalmente diferente das nossas.

Prepare-se: por conta da poluição e da altitude, é provável que a gente fique cansado nos primeiros dias de viagem, sem conseguir respirar direito. A dica dos blogueiros todos é que ande sempre com uma garrafinha de água lá e se prepare antes de viajar, dormindo bem e fazendo exercícios físicos (nesse quesito confesso que não fui uma boa aluna). =P

Bom acho que é isso. Se organizando direitinho tudo fica mais tranquilo e a gente aproveita melhor nossa viagem.
Beijos em todos.
Quando voltar, conto tudo por aqui.

Hasta la vista!
;)

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24.3.13

A alegria de se ter uma ciclofaixa aos domingos!

Hoje foi implantada aqui em Recife a ciclofaixa móvel, um projeto do Itaú que vai funcionar todos os domingos e feriados, ligando a Zona Sul à Zona Norte da cidade, passando pelo Marco Zero. Eu estava loooouca para fazer o passeio, mas minhas mazelas não deixaram. Porém o maridão foi pedalar pra me representar e deixa aqui o seu relato deste domingo. A empolgação era tanta que ele me ligou umas três vezes do percurso para dizer: "tá arretado demais, namorada!". Então se você, assim como eu, não conseguiu passear de bike hoje pela cidade, leia o texto de João. Com certeza vai querer ir no próximo. Eu já estou até cotando os preços de bicicleta!

João, feliz da vida, no Sítio da Trindade
Muita gente circulando na Rui Barbosa
 
"Hoje acordei cedinho pra um domingo, tomei um café reforçado e saí de casa rumo à ciclofaixa, que passa a menos de 400 metros daqui. Imaginava que àquela hora, 9h30, ia ver poucos ciclistas já que era o primeiro dia do projeto. Pra minha surpresa, peguei a ciclofaixa na metade da Rua Amélia e já encontrei dezenas de pessoas pedalando.


Rua Amélia
Cruzamento da Agamenon
A sensação de ver uma coisa como essa funcionar no Recife me fez até pensar, por alguns momentos, que já estava de férias fazendo turismo em outro país. Tudo me pareceu muito seguro em todos os aspectos, em cada esquina tinha uma pessoa orientando os ciclistas e parando o trânsito quando necessário, tinham guardas municipais espalhados por toda a faixa e a quantidade de gente pedalando intimidaria qualquer abordagem mal intencionada. Vi famílias inteiras, crianças, pais, avós. Tinha gente de todo tipo, dos mais equipados e preparados até pessoas, como eu, que até bem pouco tempo deixava a bike esquecida na garagem do prédio.

O caminho até o Recife Antigo foi bem prazeroso, principalmente nos trechos da Rua Amélia e Mário Melo, onde a ciclofaixa passa grande parte do tempo na sombra. No trajeto, voltei a me encantar com a cidade, passei pelo Parque Treze de Maio, Praça da República, Teatro de Santa Isabel e apreciei as belas vistas das pontes do Recife.

Parque 13 de Maio

Passando pela Praça da República
Um dos trechos mais legais, a Mário Melo
Cheguei no destino em menos de meia hora. Lá tinham tendas para alugar bicicletas, pessoas dando dicas de saúde à população e tudo que o Bairro do Recife tem a oferecer. Nesse domingo também começou um projeto piloto que fechou o bairro aos pedestres. Só senti falta de um bicicletário pra amarrar a magrela e dar uma caminhada por lá.

Recife Antigo
No final, fiquei tão empolgado com o passeio que resolvi voltar pela faixa até o Parque da Jaqueira pra ver como estavam as coisas por ali. Lá encontrei mais um ponto de aluguel de bicicletas e uma tenda com salada de frutas, bolo, iogurte, água de coco e mais um bocado de coisa, tudo 'de grátis'. Depois de recarregar as baterias, aproveitei e estiquei a viagem até o Sítio da Trindade com um amigo que encontrei 'passe-ando' na ciclofaixa.

Parque da Jaqueira lotado!
Tomara que esse tenha sido só o primeiro passo para a ocupação das ruas do Recife pela população. E que venham mais ciclofaixas e ciclovias, que não sejam temporárias e que ajudem nossa cidade a sair do caos de mobilidade em que se encontra."

João Menelau
19.3.13

Passeando em São Paulo :: Os passeios imperdíveis

Esse final de semana estive em São Paulo, cidade onde parte da família mora e onde gostaria de ir mais vezes. São Paulo é enorme e é um caos. Muita poluição, muito trânsito, muita gente. Mas tem também muita cultura, muitos lugares interessantes, muitas feiras, restaurantes maravilhosos, teatros, shoppings. Então, não sei se me acostumaria a morar lá, mas passear por São Paulo é, sem dúvida, uma delícia.

Enfim, dessa vez eu mal pude passear pelo pouco tempo que tive, já que fui para um evento importantíssimo, as bodas de diamante (sim, 60 anos de casados) dos meus avós. Detalhe: tudo surpresa! Mas como estou ainda envolvida com a atmosfera desses dias, resolvi fazer um roteirinho para dar minha dicas daquelas bandas, já que nunca tinha postado nada de lá.

Família Nóbrega e agregados do coração nas bodas de diamante. Foto :: acervo de Alê Bigliazzi

Vamos lá!

Parque Ibirapuera: esse é um clássico, não dá para deixar de ir. É gigante e fica aberto das 5h à 0h. Você pode dar uma volta de bicicleta (tem para alugar), caminhar, fazer um pic nic na beira do lago, ver o show das fontes luminosas, visitar o Pavilhão Japonês, o MAC, MAM e diversos outros museus que ficam por lá. É também no Ibirapuera que fica o Planetário, que eu, infelizmente, não consegui conhecer. Fica para a próxima.





Catedral da Sé + Marco Zero: você pode reservar um dia para conhecer lugares históricos da cidade. A Catedral da Sé, na Praça da Sé, é linda! Só aconselho a ter cuidado quando for por lá, principalmente na estação do metrô. Achei tudo bem estranho, perigoso. É também aí que fica o Marco Zero da cidade.



Museu do Futebol: esse eu achei que não ia gostar muito, já que não sou uma apaixonada pelo esporte. De qualquer forma, eu e, principalmente, o namorado queríamos muito conhecer. E vou dizer: adorei! O museu é bem bolado, com várias salas diferentes, vários recursos para contar a história do futebol. Muito bom mesmo! Indico a todo mundo. Fica no Estádio do Pacaembu e abre de terça a domingo. Os ingressos custam R$ 6 e R$ 3. Se você for numa quinta-feira, não paga nada! Bom demais!



Feirinha da Benedito Calixto: fica no bairro de Pinheiros e foi a feirinha que mais gostei. Por lá você encontra antiguidades e "modernidades" muito legais, coisas diferentes. Tem ares de um mercado de pulgas. O mais legal, para mim, são os galpões ao redor da praça, onde há vários expositores vendendo artigos descolex, que vão desde bijuterias e roupas a artigos de decoração e vinis. Muito legal! Para chegar, pegue o metrô e desça na Estação Sumaré. Na volta você pode caminhar e passear pela Oscar Freire e Rua Augusta. 



Estação da Luz, Pinacoteca e Museu da Língua Portuguesa: ficam um do lado do outro. Vá de metrô até a Estação da Luz, conheça a estação ferroviária e visite o Museu da Língua Portuguesa. Eu amei e acho essencial a qualquer pessoa, de qualquer idade, que vá a São Paulo. O museu é bem interativo, o que deixa tudo ainda mais legal e nada cansativo. Funciona de terça a domingo e custa R$ 6 e R$ 3. Aos sábados o ingresso é gratuito! Do outro lado da rua fica a Pincoteca, num prédio lindo. Eu não ameeei o acervo, mas acho que vale a visita. O valor dos ingressos é o mesmo do Museu da Língua Portuguesa e também oferece entrada grátis aos sábados! Se for visitar esses lugares nesse dia é bom chegar cedo, porque fica bem lotado, como é de se esperar. Ao sair, vale dar um passeio pelo Parque da Luz, que fica do ladinho. Se você tiver tempo, paciência e gostar muito de comprar, pode ir até a José Paulino, rua que fica ali perto e é conhecida por ter roupas baratas. Eu, particularmente, não vi nada demais. :P







Bairro da Liberdade: esse é o passeio obrigatório do domingo, quando funciona a famosa feirinha e o bairro fica lotado de gente! Dessa vez, como só tive o domingo para passear, fui até lá, mesmo com chuva e sem sombrinha. Eu nem acho a feirinha ótima, mas o bairro é uma graça e vale andar nas ruas do entorno da praça. Se você gosta de guiozá, então coma o famoso guiozá da família Nakamura. A barraquinha é lotada e tudo é muito organizado. Eu fui inventar de comer sushi numa outra barraquinha lá e me lasquei, peguei uma infecção intestinal das brabas. Então muito cuidado! Ah! Vale também entrar num dos supermercados japoneses e levar uns quitutes para casa.




Mercadão e 25 de março: eu sou doida para voltar a São Paulo com tempo suficiente para gastar no Mercado Municipal de São Paulo. Fiz o passeio, mas como estava quase morrendo com infecção intestinal, não pude aproveitar, muito menos comer as delícias que o lugar oferece. Os quitutes mais famosos são o bolinho de bacalhau do Hocca Bar e o sanduíche de mortadela do Bar do Mané. Os dois são absurdamente grandes, então é bom dividir. Como meu namorado não podia contar comigo, comeu o bolinho todo e não aguentou o sanduíche. Vai ficar na pendência da nossa próxima visita. Mas o mercado por si só já é incrível, vale demais conhecer. Super organizado, frutas lindas, algumas até parecem artificiais. Um exemplo. Já a 25 de março é o paraíso das compras e dos ching-lings. Muita coisa barata, mas tem que estar disposto a andar e catar coisas interessantes. Como estava doente, não foi o meu caso. :(



Avenida Paulista: eu adorei passear pela Paulista, ainda mais com o clima gostoso que estava fazendo. A avenida é larga e cheia de lojas, bares, restaurantes, shoppings... vale andar com calma por ela, visitar o Conjunto Nacional, onde há uma Livraria Cultura gigante. Nos domingos, dentro do Shopping Bristol, funciona uma feirinha bem legal, com alguns expositores da Benedito Calixto. É também na Paulista que fica o MASP. Não deixe de ir nesse museu! Funciona todos os dias, menos na segunda-feira, como em todos os outros museus. Na terça, a entrada é gratuita! Ele é considerado hoje o museu mais importante do hemisfério sul pela riqueza do acervo. Não preciso dizer mais nada, né?!



Vila Madalena: legal para ir tanto de dia quanto à noite. Durante o dia o legal é passear pelas ruas do bairro e ver as lojinhas e galerias. À noite, os bares lotam e as ruas ficam cheias de gente.

Aquário de São Paulo: nem todo mundo sabe da existência desse aquário, o maior do Brasil, mas ele fica lá, perto da estação de metrô santos-imigrantes. Se você gosta de passeios assim ou está viajando com crianças, vale a visita. Se não, só vá se tiver tempo, porque é um passeio caro (R$ 30 crianças e R$ 40 adultos)! Abre todos os dias. Nas segundas-feiras o ingresso custa R$ 25 para todo mundo.

Enfim, são muitas as possibilidades de passeios em São Paulo e só citei aqui alguns dos passeios que mais gostei. E uma coisa é certa: independente do seu estilo, São Paulo vai acolher você de alguma forma. Afinal, com tanta diversidade, há espaço para todo mundo.

Guia de São Paulo
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12.3.13

Pernambuco é só chegar!

Para comemorar o aniversário de Recife e Olinda, um vídeo da Empetur, que faz a gente lembrar o bom de viver por aqui e de estar perto de tantos passeios gostosos de Pernambuco.





Quer conhecer isso tudo de perto? É só chegar!
;)
16.1.13

Eu fui! Dicas e roteiro de Curitiba

Minha amiga linda e querida, a jornalista Eliza Brito, viajou a Curitiba e me mandou suas dicas e roteiro na cidade. Confiram!

Imagens :: Daniel Leal

Não esperava tanto de Curitiba. Tirei o recesso de final de ano na época do Natal, mas precisava comemorar meu aniversário com os amigos queridos e passar a noite de Natal com a família querida, então, dia 25, peguei as malas e fui com o namorado querido passar cinco dias por lá. Foram cinco dias de muitos passeios, comilanças e boas surpresas.

Parque Tanguá
Curitiba é uma cidade preparada para o turismo. Além das calçadas e dos calçadões preservados, o transporte público é de excelente qualidade. Os parques, um dos pontos fortes da capital paranaense, são extremamente bem cuidados e as cidadezinhas de Morretes e Antonia, bem próximas à capital, nos fazem pensar que o tempo parou.

Museu de Oscar Niemeyer
Vale pegar a linha turística, que passa pelos 25 principais pontos turísticos de Curitiba, e escolher os que merecem uma visita mais prolongada. Eu amei o Jardim Botânico, o Teatro Ópera de Arame, o Parque Tanguá, o Memorial Ucraniano, o setor histórico, o bairro italiano de Santa Felicidade e, principalmente, o Museu de Oscar Niemeyer. O lugar é simplesmente incrível! Meu namorado preferiu o passeio público e a visita aos estádios de futebol, destaque para o Couto Pereira que oferece um tour histórico que até um leigo no esporte, como eu, termina achando interessante.

Barreado
Se estiver na cidade no domingo, visite a feirinha do Largo da Ordem que, de feirinha, só tem o nome. Prepare as canelas! No mais, não deixe de tomar um chope no Bar do Alemão, em pleno centro histórico, de comer um barreado, na cidade de Morretes, e de caminhar bastante, porque, ao contrário do que acontece em muitas capitais brasileiras, por lá você vai se sentir seguro e respeitado.
15.1.13

Passeando em Paris :: O último dia. E tome chuva!

Segunda-feira, 21 de maio de 2012

Hoje foi o último dia de viagem e a chuva veio para deixar a gente sem ter muito como aproveitar. Logo a gente, que não estava preparado para o frio e que deixou parques e jardins para esse dia. Mas fazer o quê, né, viagem tem dessas coisas. É bom que fica a desculpa para voltar a Paris.

Depois de tomar café em Amélie, fomos até uma loja popular, num bairro mais periférico perto de Montmartre, atrás de uma mala com um preço acessível. Foi ótimo! Tem uma mega loja lá que vende de tudo, desde roupa até utensílios de casa. Lá encontramos nossa malinha e voltamos para o hostel para arrumarmos a bagagem - o nome da loja é Tati Barbés ;)

Como nossa programação foi desfeita, aproveitamos o dia de chuva para passearmos mais um pouco por Montmartre, comprar umas coisas que ficaram faltando e uns macarrons para a viagem (só para constar, porque aquilo não tem gosto de nada), no Museu do Chocolate, uma lojinha bem legal com coisas deliciosas.

Torre de chocolate
Como a gente tinha amado o Pompidou, aproveitamos a chuva e, à tarde, voltamos lá para a exposição temporária de Matisse que não vimos, pois não estava inclusa no nosso Paris Pass. Super legal, valeu a pena. Já era noite quando saímos de lá e a fome batia. Para nos despedirmos de Paris, fomos jantar... em um japonês. Desejo, né?! Não foi uma despedida a altura, mas estava uma delícia!

O último dia foi assim... triste.
Voltamos tarde para o hotel para reservar o nosso shuttle para o aeroporto e dormir, sonhando pela última vez em Paris.

A volta para casa

Terça-feira, 22 de maio de 2012

Olhem bem seus bilhetes aéreos! Esta é a lição que fica depois da nossa volta para casa.
Chegamos em Paris pelo aeroporto de Orly, mas João "viu" nas nossas passagens que voltaríamos por Charles de Goule, que fica bem mais afastado. Na hora marcada chegou no nosso hostel o shuttle que reservamos e que nos deixou no terminal 1 do aeroporto. Assim que chegamos, fomos procurar o guichê da TAP. Mas cadê?!?! Nada. O povo parecia não saber nem que cia aérea era. Cada um mais perdido que o outro. Só não estavam mais perdidos que a gente. Depois de muito rodar, uma pessoa nos informou que só havia voo da TAP no aeroporto de Orly. Olhamos novamente as passagens e... Ops. Era pra lá que deveríamos ter ido. Quase infartei, pense! E eu que sou a louca do horário. Pronto, tive a certeza que não ia conseguir voltar, "quero minha casa, minha farofa"! A sorte é que a gente é muito precavido, viu?! Estávamos com um tempo de sobra e deu para pegar o ônibus expresso que vai de um aeroporto ao outro e demora uma hora de viagem. Ufa, ainda sobrou tempo! Mas foi sufoco, viu?! Valeu para contar história. Acho que foi Paris nos dando a oportunidade de passar mais um tempinho passeando por lá. 
Fizemos o check-in e fomos para o embarque rumo à conexão em Lisboa, onde gastamos os últimos euros no duty free. É enorme o de lá! Depois, foi só entrar no avião e esperar ansiosamente a chegada na minha terra. 
Agora, como uma senhora casada. =D

Europa, eu te amei, mas estava doida pra chegar.
Qualquer dia eu volto para matar a saudade.

Passeando em Paris :: Mercado de Pulgas, Notre Dame, Marais, Pompidou

Domingo, 20 de maio de 2012

Resolvemos deixar o café da manhã do hostel de lado e fomos fazer o nosso petit déjeuner no Café de Amelie Poulin. Além de ser muito gostoso, tem uma atendente que fala português perfeitamente e é super simpática. Se seu hostel ficar por perto, vai lá. A gente pediu um café da manhã para uma pessoa que era bem farto e só mais uma xícara de café por fora, e comemos bem.

A ideia desse dia era conhecer primeiro o Mercado de Pulgas de Paris, que dizem ser o maior do mundo. Fomos de metrô para a estação Porte de Clignancourt. Eu fiquei um pouco assustada quando cheguei porque fica numa área mais periférica, com algumas pessoas meio mal encaradas na rua, bem diferente dos lugares por onde a gente andava. Muita coisa estava fechada, então nem teve muita graça. Mas há muitas e muitas barracas pelo meio da rua vendendo de tudo, mas nada demais, muita muamba... até compramos umas besteiras, mas vimos logo que não ia valer a pena ficar por ali.

A próxima parada foi na Catedral de Notre Dame. Fica numa praça que estava lotada e super animada. A fila para entrar estava grande, mas não demorou. A igreja é linda. Sentamos depois num barzinho perto para João tomar mais uma de suas cervejas e depois saímos andando em direção a Île Saint-Louis, que fica logo atrás da Notre Dame e onde há várias lojinhas e cafés bem legais. Achei várias lembrancinhas por lá.
Catedral de Notre Dame

Notre Dame de costas

Saímos da ilha e chegamos um pouco depois no bairro que achei o mais divertido de Paris: o Marais (leia-se Marré, para não passar vergonha como eu, que pronunciava como se escreve, até um amigo "fino" me ensinar :D). Gente, o bairro é conhecido por ser judaico e também por ser um bairro gay. Tem várias sinagogas, restaurantes típicos e um bar do lado do outro brigando pelo título de melhor falafel. Tudo em meio a uma grande festa! Sim, porque o clima por lá é de alegria total. Há também muitos brechós e sex-shops descolados, apresentações de rua, lojas de todos os estilos... muito legal! Ameei demais o passeio, não estava esperando.

Logo ali perto fica o Centre George Pompidou. Uma amiga que me conhece bem já tinha me alertado que eu ia amar. E eu amei! Depois de tantos dias de viagem apreciando obras clássicas, entrar num museu de arte moderna e contemporânea como o Pompidou foi uma grata surpresa. São vários andares e conta com biblioteca, teatro, salas de cinema e várias exposições diferentes, algumas permanentes, outras temporárias. A arquitetura dele também chama atenção. As tubulações são aparentes e a escada rolante que fica por fora do prédio e tem vista para a praça é incrível. Amei tudo. Ah! E a praça da frente é uma fofura. Vale sentar por lá e passar o tempo vendo os espetáculos de rua.

Centre George Pompidou

O Pompidou e suas tubulações aparentes

Pracinha linda
Saímos de lá e fomos para o "nosso" bairro, Montmartre. Estava bem animado, a Praça du Tertre cheia de gente, a cara do domingo. Fizemos algumas comprinhas, deixamos no hostel e saímos novamente para comer. Acabamos num bistrô onde o garçom não entendia bulhufas do que a gente dizia e escolheu o nosso menu. Ainda bem que acertou. E muito! Tava tudo perfeito. 
E a noite terminou assim, bem feliz, igual ao nosso último domingo em Paris.

Eu e as compras :: Praça du Tertre :: Montmartre

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