11.4.11

Caixa Cultural inaugura ainda este ano

 (Via Portal NE 10)
 
O tão esperado centro cultural da Caixa, no antigo prédio da Bolsa de Valores, no Recife Antigo, bem em frente ao Marco Zero da cidade, está com inauguração prevista para o fim deste ano. O espaço promete ser ótimo e vai contar com cine-teatro, galerias de arte, museu, salas de ensaios e oficinas e multimídia, um sítio arqueológico e livraria.
Mais um centro de cultura para a nossa cidade. Eu aguardo ansiosa.

http://ne10.uol.com.br/canal/cultura/noticia/2011/04/09/recife-antigo-ganha-caixa-cultural-ainda-este-ano-265653.php
28.3.11

O gosto da minha infância: picolé da Acerolândia

Fotos :: Lucas Rasta

Sempre que viajo pela Zona da Mata de Pernambuco sinto o gosto da infância. E gosto de infância é gosto de pitomba, asa delta, poeira, saguis, manga e acerola. Acerola nem tanto pela fruta, mas pelo picolé mais maravilhoso que já tomei na vida. O picolé da Acerolândia.
Eu viajava muito quando era pequena por aqueles lados, para ver meu pai voar em algum interior ali por perto. E a parada na Acerolândia era obrigatória. Lembro como se fosse ontem painho dizendo: "O picolé que cura". Eu achava o máximo!
Hoje em dia passo pouco por aquelas bandas, mas sempre que estou por lá, a parada é regra. E assim foi essa semana, quando precisei ir até Carpina para uma matéria. Na volta, a parada obrigatória para relembrar o tal gosto.
A Acerolândia fica na beira da BR 408, em Paudalho. Para quem vai partindo de Recife, fica do lado esquerdo. O lugar é simples, mesas de troncos de árvore e tem diversos lanches gostosos para quem quer forrar a barriga e continuar viagem. A coxinha de massa de batata, por exemplo, é uma delícia! E acompanhada de um suco de acerola feito na hora fica ainda melhor. A sobremesa, claro, o já falado picolé de acerola e mel (R$ 1,20), especialidade do lugar. Difícil é tomar um só. Sabendo disso, há a opção de levar um isopor para casa com 17 picolés, por R$ 25. Lá também tem pastas, geléias, sorvetes, polpas e até mudas e sementes para vender.
Para quem vai com criança, como íamos nós quando eu era pequena, a distração fica por conta da criação de preás que eles mantêm. Quem quiser pode levar um roedor para casa por R$ 6.
É uma pena não ser mais perto de casa para eu ter mais vezes o gostinho da minha infância. Mas é bom também ter aquele lugar no meio de um passeio para deixar tudo mais gostoso.

Vai lá?
Acerolândia
BR 408 - Km 92
Paudalho, PE.
:: 3636.1334 ::
25.3.11

Por aí...


Em cidade de interior, cônjuge é sinônimo de sobrenome.
"Marco de Nizi"
Vila do Vitorino, Riacho das Almas :: PE
23.3.11

Uma aula sobre cultura pernabucana a bordo do Táxi Cultural

:: Fotos: Lucas Rasta ::

Pessoas como o produtor cultural Mauro Lira a gente tem o prazer de cruzar algumas vezes na vida. Figura simpática, cheia de energia e boas ideias, o conheci primeiramente através de uma matéria em um jornal e quis logo roubar a pauta para o meu trabalho. Fui atrás, consegui o telefone e marquei uma das matérias mais interessantes que já fiz: o Táxi Cultural.
O encontro para o passeio no táxi foi no Alto José do Pinho, Zona Norte do Recife. A sugestão foi dele, pois lá há pontos de cultura fortes, mas pouco conhecidos pelos turistas e mesmo por nós recifenses. Por conta disso mesmo, a criação do projeto. A ideia do Táxi Cultural é ser uma espécie de agência itinerante de turismo alternativo, mostrando a rica cultura pernambucana em locais pouco ou nada presentes nos guias de turismo tradicionais.
Antes que você ache que pode se deparar no meio da rua com o táxi e fazer uma corrida qualquer, não! Não é assim que funciona. "Táxi Cultural" é o nome do projeto. O objetivo - e que já está acontecendo - é fazer parcerias com agências e locais relacionados ao turismo na cidade para contratar o serviço.
E que serviço bem feito! Mauro é um anfitrião de primeira, conhece tudo da cidade, fala com propriedade característica de um pernambucano apaixonado por cultura. O carro é um Uno vermelho, equipado com documentos, livros, catálogos, CDs e tudo mais que possa transmitir ao passageiro o valor cultural de Pernambuco. "Vamos levar o pessoal para conhecer a tão falada arte de Pernambuco in loco", explica, empolgado, Mauro. Durante o passeio, ele nos passa praticamente uma agenda cultural e o 'visitante' fica sabendo tudo o que rola nos Pontos de Cultura de Pernambuco, como no Afoxé Ylê de Egbá, onde fui com ele, no Alto José do Pinho.
Balanço do passeio: saí com uma matéria bem legal, conheci uma figura de primeira, aprendi bastante sobre cultura pernambucana, conheci pontos de cultura...
Que a ideia se espalhe tome conta de táxis e táxis espalhados por essa cidade, tão carente de pessoas com ideias como a de Mauro. 
E que você que lê esse texto tenha a oportunidade de dar uma voltinha no Táxi Cultural.

Vai lá?
Táxi Cultural
Mauro Lira :: 8522.7662
22.3.11

Por aí...


Lua mais cheia dos últimos 20 anos.
Vila do Vitorino, Riacho das Almas, Agreste pernambucano.
Sábado, 19 de março de 2011.
18.2.11

Seu Brilhosinho é obrigatório!

Um lugarzinho escondido, simples, mas com uma gastronomia caseira de primeira e anfitrião mais que especial.
A matéria é antiga, mas a simpatia e a história de Seu Brilhosinho são as mesmas.






Vai lá?
Bar Brilhosinho
Av. Domingos Ferreira, 2218 - Boa Viagem.
Entra no beco ao lado da Padaria Azul Mar, logo após Paulo Loreiro.
:: (81) 3463.6127 ::
14.2.11

A maior fã do mundo: Dona Elvis

"Elvis é meu diazepam". Essa frase foi repetida por duas vezes no pouco tempo que estive com Marluce Cabral, mais conhecida no bairro de Casa Amarela como Dona Elvis. O apelido não é por menos. A casa de Dona Marluce é praticamente um museu particular do Rei do Rock. A coleção de artigos com imagens e referências a Elvis Presley é gigante para aquela casinha do antigo Beco do Cutuvelo.
Embora seja tido como diazepam para esta professora de história de seus 60 e poucos anos, Elvis não parece bem um calmante. A cada pôster, livros e imagens mostrados, o coração de Dona Elvis parece disparar. O orgulho e admiração pelo ídolo impressionam. Até o netinho, xodó da família, perde um pouco o prestígio diante do Rei. Ela mostra uma foto ampliada do menino de três anos e solta: "Lindo né?! Só não é mais bonito que Elvis!"
E eu que achei que um dia já havia sido fã de alguém. Se bem que as amigas explicam: "Ela não é fã, é louca".
O arquivo "elvis presliano" conta com 114 CDs, 118 LPs, outros mais de cem DVDs, além dos primeiros pôsteres do astro, toalhas, carrinhos, bolsas, bicho de pelúcia, bonecos, cadeira e até um display de Elvis enfeitando a casa. "E Isso não é nem a metade", repetia ela, orgulhosa.
Como fã que se preze, loucuras já foram feitas por Marluce, para conseguir objetos temáticos de desejo. "Eu ia pro cinema às 1h da manhã pra pegar cartazes escondido. Outra vez eu estava na Avenida Guararapes e pedi ao cobrador um pôster que veio no jornal. Ele disse que não ia me dar, então eu rasguei e saí".
Mas isso não é nada se comparado à saga pela toalha com a imagem do rei. "Era de um vizinho e ele não queria me dar. Aí eu ia pagar para alguém pegar pra mim, mas ele acabou me vendendo", conta ela, com jeito de quem buscava algo por direito.
Desde a década de 50, quando viu Elvis Presley pela primeira vez, Marluce tem o astro em sua rotina diária. "Escuto ele o dia inteiro e à noite assisto aos DVDs".
"E não enjoa não?", pergunto.
"Como é que a gente pode enjoar do grande amor da nossa vida?", responde ela na lata, como quem reponde a uma pergunta óbvia.
Mesmo depois de ter acabado a entrevista, foi difícil sair da casa de Dona Marluce. Vi por mais um tempo raridades, fotos da viagem dela a Memphis, onde há o museu de Elvis Presley, revistas antigas, réplicas de objetos do rei e inúmeros outros artigos daquela coleção particular. 
Por fim, um abraço demorado nessa senhora simpática, risonha e apaixonante, que se despediu vestindo a camisa do ídolo e descrevendo em um bordão a sua paixão. "Elvis é um oceano. Os outros cantores são apenas gotas d'água".

Definitivamente, Elvis não morreu. Pelo menos não na casa de Dona Marluce Cabral.

29.1.11

Aula de Frevo em Olinda

Passeando por Olinda hoje à tarde me deparei com uma iniciativa bem legal. O grupo Brincantes das Ladeiras estava lá na Ribeira, na pracinha em frente à sorveteria, dando aulas de frevo para quem estivesse passando e quisesse se arriscar no passo.


"É uma aula pra aprender a brincar, a fazer os passos para curtir o Carnaval. O objetivo aqui não é palco, fazer aqueles malabarismos todos. É aprender alguns movimentos e se divertir", me explicou o professor Wilson Aguiar.
Eles já estão se reunindo todos os sábados, desde o Natal, sempre às 16h. Quem quiser brincar com eles, é só aparecer. "Vem com um tênis confortável, uma sapatilha, que a gente tá por aqui".
Eu só não fiquei porque não estava preparada. Mas provavelmente marcarei presença nos próximos encontros.


27.1.11

A deliciosa - e perigosa - cachaça de Tio Gilson, em Porto de Galinhas

A primeira vez que tomei a cachaça de Tio Gilson foi há pouco mais de 2 anos. Na época, meu namorado, que me apresentou ao lugar, se espantou: "Tu não conhece Tio Gilson? Oxe, tu vai adorar!" Aí a gente foi e a profecia se fez verdade. Eu adorei! Também não é pra menos. Além de os coqueteis de fruta serem uma delícia, Tio Gilson sabe bem como agradar um cliente.
Quem chega no seu bar/loja não sai sem provar das inúmeras cachaças que ele vende por lá. Tome uma, tome duas, tome três. Tio Gilson vai conversando e apresentando com tanto orgulho o seu trabalho que fica impossível não querer provar e levar vários sabores. E eles são muitos. "Quer de quê?", ele pergunta. Aí você fica na maior dúvida para escolher entre cajá, maracujá, graviola, tamarindo, uva, umbu... Cada uma mais deliciosa que a outra. Ah! Mas fica o alerta: a cachaça é docinha, parece um suco. Mas embebeda, tá!? Beber como um suquinho é realmente um perigo. Não é à toa que é bem fácil encontrar por lá pessoas que já não sabem nem onde estão.
Tio Gilson é uma figura simpática, cativante. Ele trabalha com montagem de antenas de telefone, o que já me deixou sem a cachaça dele por algum tempo, quando ia a Porto. Quando surge grandes trabalhos, como a grande antena da Vivo que ele mostra que montou, o negócio de bebidas fica de lado e a gente torce para que acabe logo. Aí ele volta a colocar em prática sua paixão e prepara seus coqueteis, como já faz há nove anos.
Quem ganha somos nós, que ficamos como eu e meu namorado da última vez que fomos a Porto de Galinhas: "Eita, namorado, Tio Gilson voltou!" -  Felizes da vida.


Vai lá?
Cachaçaria do Tio Gilson
Porto de Galinhas, Ipojuca, PE.
Rua Esperança, nº 346, loja A.
(Entrada de Porto, em frente ao trevo, próximo ao posto)
:: (81) 8672.7464 ::

3.12.10

Pirão bom é do Bar do Mano!

Eu nunca fui fã de pirão. Gostava, mas não era louca pela comida. Mas isso foi antes de conhecer o Bar  e Restaurante do Mano, na praia de São Bento (AL). Desde que comi o pirão desse lugar, nunca mais deixei de ir ao restaurante quando estou por aquelas bandas.
Primeiro, falemos sobre o local. O Bar do Mano fica na beira do mar, na praia de São Bento, um lugar ótimo para levar sua esteirinha e relaxar. Mar limpo, calmo, praia tranquila. Você pode tanto aproveitar o banho gostoso ou simplesmente ficar apreciando o marzão sentado numa mesa dentro do restaurante.

Aí podemos falar do atendimento. O restaurante está sempre lotado, mas todas as atendentes estão lá dispostas a pegar o seu pedido e lhe servir o mais rápido possível. Elas chegam a falar correndo e se você pensar demais vai perder a vez, porque elas vão atender outro. É tudo na correria, mas a simpatia está sempre presente.
Isso tudo é obra do Mano, dono do restaurante, um senhor de cabeça branca, com um sorriso gostoso que está sempre por lá dizendo "oi, meu amigo!" para cada um, em cada mesa. Uma pessoa simples que quando perguntada sobre o segredo de uma comida tão boa, passa logo a bola: "Minha filha, isso são as 'menina'. Elas vão botando uma 'fari-inha' aqui, um bocadinho de leite ali, aí fica bom, neh?!".
E já que falamos na comida, não há como escapar do foco: o pirão. Nosso pedido lá é sempre o mesmo: posta de peixe frito, acompanhado de pirão de coco, pirão de tomate e arroz. Confesso que o pirão de tomate não chega a participar do meu prato, já que não consigo largar o de coco. O negócio é bom demais!
O prato serve MUITO bem duas pessoas. Dá até para três, se conseguirem resistir e comer pouco. Como a gente não consegue, sempre saímos de lá andando devagar, segurando um no outro, com a barriga dura, cheia de pirão. E vale a pena. Se vale!

Vai lá?
Bar e Restaurante do Mano
Beira-mar da Praia de São Bento - AL
:: Tel.: (82) 3296.7106 ::