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13.10.09

Degustando Serra Negra

Embora Serra Negra seja um município pequeno, a variedade de bares e restaurantes de lá é considerável. E o passeio até lá, que já é maravilhoso, fica literalmente mais gostoso.
Nesse feriado demos a sorte de aproveitar o primeiro Festival Gastronômico de Serra Negra, que está acontecendo desde o começo desse mês e vai até dia 03 de novembro. Quase todos os lugares estão participando.
Logo que chegamos, no sábado, almoçamos no Bar da Galinha, que fica na subida para a Serra Negra. O prato de lá é a galinha guisada com pirão (primeira foto). O almoço até estava gostoso, mas achei caro para a quantidade. Há melhores opções...

O Mirante Bar e Restaurante participa do festival com um cupim na pressão acompanhado de purê de batata doce, arroz e farofa de cenoura (segunda foto). Estava tudo uma delícia, mesmo eu não sendo fã de comida adocicada. O único problema foi a demora, principalmente para mim, que tinha acabado de fazer uma trilha e tava morrendo de fome. Uma vantagem do Mirante é que é um dos poucos lugares na Serra Negra - se não for o único - que aceita cartão (Visa).


Outro prato do festival que comemos foi o bode ao molho de cerveja preta, lá no Restaurante Sabor da Serra. A dona, Nalva, é um amor, super prestativa e faz um suco de graviola delicioso. Peça também pra provar do requeijão caseiro que ela prepara. Vale a pena! E o preço lá também é ótimo. Tem opções de PF por R$ 6.
O jantar da gente foi sempre lá. Chegamos perguntando se tinha jantar e tudo o que Nalva respondia era: "posso fazer". "Tem Suco?" "Posso fazer". "Sai sanduíche?", "posso fazer". E fez. E eu já estou com saudade da comida dela.

Um lugar que não dá pra deixar de conhecer é o Bar da Serra. Não digo pela comida, que não chegamos a provar, mas pela companhia agradabilíssima de Seu Francisquinho.
A gente estava passeando e resolveu provar do refrigerante Rochedo de Tutti-frutti (terceira foto), pra aproveitar essas coisas que não têm por aqui (é meio esquisito. Você fica arrotando "chiclete" o resto do dia, mas até que não é muito ruim não). Foi aí que conhecemos o Bar da Serra e seu dono. Ele foi procurar o refrigerante, demorou a achar, e trouxe pra gente geladinho. Sentou na mesa e começou a contar causos, daqueles que só quem mora em interior sabe contar. "Eu sento aqui com você como sentaria com o presidente da república, porque nós sumo tudo igual". Uma figura!

Agora, além de todas essas opções, não deixe de comer muita laranja cravo tirada do pé, jaboticaba, jaca, caju, abacaxi, manga e outras frutas, se estiver na época. E se der uma passadinha pelo Sítio da Pedra Solta, prove do doce de goiaba com banana e dos licores de laranja cravo e jaboticaba feitos por Dona da Paz. Difícil vai ser sair de lá. A gente quase não saía. E na volta, já descendo a serra, vale dar uma paradinha no quiosque Pais e Filhos para tomar um caldo de cana - com direito a gelo de caldo de cana - e comprar uns bombons de quebra-queixo para adoçar a viagem.
9.10.09

Dançarinos - Festival Cultural do Vitorino



Eu não podia deixar de registrar isso aqui. Eles arrasaram!
28.9.09

Lá em Vitorino



- Fizesse o quê esse final de semana?
- Fui pra Vitorino.
- Pra onde?
- Vitorino, o lugar onde meu pai mora.
- Onde é isso?
- É, ninguém sabe onde é. Digamos que seja o interior, do interior, de Caruaru. É um vilarejo, distrito do município de Riacho das Almas. Fica a meia hora de Caruaru. Um lugar bem pequenininho, com uns 700 habitantes na vila e uns 2000 considerando a área rural. Tem uma praça, uns dois ou três bares, uma igreja, um fiteiro, um posto de saúde, uma escola e três orelhões.
- É bonito?
- É lindo! O visual é o ponto forte de lá. Como fica numa serra, a 900 metros do nível do mar, a vista é maravilhosa e a noite é bem fria. Mesmo agora final de setembro estava gelado, neblinando.
- E o que é que tu fosse fazer lá?
- Esse final de semana teve o Festival Cultural do Vitorino. Uma coisa única, porque lá raramente tem eventos, com gente de fora. É incrível! As pessoas, que normalmente dormem às 20h, colocam suas roupas mais bonitas e vão pra "ruinha", como eles chamam, ver o movimento. As atrações não foram das melhores, porque a maioria das bandas era desses forrós estilizados, que eu não sou muito fã. Mas tem o palco cultural, na praça, que apresenta coisas legais e outras bem engraçadas.
- Ahh... to ligada. E foi bom?
- Bom? Foi ótimo! É bom sair dessa civilização um pouquinho, respirar um ar puro, ver o céu mais cheio de estrela que se pode ver e sentir um friozinho, de vez em quando. Além de encontrar figuras cheias de alegria.
- Teu pai é de lá?
- Não. Ele conheceu esse lugar há uns 10, 12 anos, num torneio de asa delta. Lá é um bom ponto de vôo livre. Inclusive uma das atividades do festival durante o dia foi o vôo, de asa delta, parapente...
- E ele mora lá hoje em dia?
- Mora. Ele casou, se mudou para lá e hoje eu tenho uma irmã linda, Tainá, que mora lá com eles. Sempre que posso vou matar minha saudade, quando eles não vêm aqui.
- E o que é que tu faz lá quando não está tendo festa?
- Bom, lá não tem muito o que fazer. É um lugar tranquilo, de gente simples, ótimo para comer, namorar e dormir. E também ver filme, ler livros... essas coisas. A "atração" de lá é um parque aquático que fizeram um tempo desses. Ainda não conheci. É o Vitorino Walter Parque. Assim mesmo, "walter". Bom, fora isso tem o passeio até a pedra, que passa por pés de pitomba, jaboticaba e outras frutas que vão deixando o passeio mais gostoso. É legal ir lá de bicicleta.
- Fiquei curiosa. Deve ser um passeio legal. Como é que eu chego lá?
- Indo pela BR-232, entra na estrada que vai pra Toritama, a BR-104 . Quando chegar no Paladium, uma casa de shows, entra à direita, na PE-095. Anda uns 13 quilômetros mais ou menos para chegar na entrada pra Vila do Vitorino. Aí a estrada é de barro, só subindo...
- Qualquer dia apareço por lá. Por enquanto, me mostra alguma coisa.
- Tá. To postando algumas fotos desse final de semana. Espero que goste!