Mostrando postagens com marcador Teotihuacan. Mostrar todas as postagens
11.6.13

Passeando na Cidade do México :: A maldição de Montezuma!

Terça-feira, 02 de abril de 2013

Diz a lenda que quem vai ao México sofre do chamado Mal de Montezuma. Essa maldição foi proferida pelo imperador Moctezuma II, quando o conquistador espanhol Hernán Cortés invadiu a Cidade do México (naquela época Tenochtitlán), depois de ter sido recebido de braços abertos pelo imperador, que acreditava que o espanhol era a reencarnação de um Deus. O cara não tinha nada de Deus e destruiu todo o império asteca. Moctezuma se arretou e rogou a praga, que diz que quem pisa em solo mexicano é acometido de um mal estar horroroso.

Moctezuma :: Imagem da intenet

Lendas à parte, a verdade é que não é fácil ficar imune às diferenças climáticas e de altitude do lugar. A Cidade do México é muito seca e fica a 2.235 metros acima do nível do mar, o que faz facilmente com que o visitante tenha tonturas, enjoo, dores de cabeça, sangramento no nariz, etc. Pra piorar, a gastronomia é apimentada demais e as comidas e água do meio da rua não são lá das mais limpas, então é preciso ter muito cuidado. O sol, por sua vez, é muito forte e é comum os turistas ficarem desidratados. Por tudo isso, ficamos sabendo que é imprescindível beber muuuita água - engarrafada - e nada de comer porcaria em qualquer lugar.

A gente tava fazendo tudo bem direitinho, não fizemos passeios exaustivos nos primeiros dias de viagem e a garrafinha de água era nossa constante companheira. Porém, o dia anterior a este que vos escrevo reuniu todas essas "qualidades", aí ficou difícil pra gente. Em Teotihuacan teve muito sol no quengo, nada de protetor solar, pouca água, muito esforço físico e, na volta, frituras aos montes e a tal da pimenta mexicana. Ou seja, nos lascamos! E não foi pouco não. :(

Por isso, meus caros, não tenho muito o que dizer a respeito deste 02 de abril. Apenas que vale a pena ser prevenido, fazer seu seguro saúde sempre que for viajar e levar uma necessaire com remédio pra tudo no mundo, mas principalmente, com Dramin, Floratil e sal de reidratação. Comprar Gatorade nessas horas também ajuda bastante. #ficaadica

Pra não dizer que não fizemos nada, conseguimos ainda conhecer um dos museus mais espetaculares do mundo: o Museu Nacional de Antropologia. Mas ele merece um post todinho pra ele. ;)

Guia da Cidade do México
Compre aqui o seu guia
7.6.13

Passeando na Cidade do México :: Plaza de las Tres Culturas, Basílica de Guadalupe e Teotihuacan

Segunda-feira, 01 de abril de 2013

Teotihuacan significa "terra onde os homens viram deuses". É um sítio arqueológico a 40 km da Cidade do México e declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Para chegar lá, parece que tem como ir de metrô e ônibus, mas a gente preferiu investir no tour que saía do hostel, por ser um passeio longo e cansativo. A van saiu às 9h e fizemos quatro paradas: Tlatelolco (ou Plaza de las Tres Culturas), Basílica de Guadalupe, um lugar para conhecermos a Agave,  planta mil e uma utilidades que faz o pulque e o mezcal e, por último, o sítio arqueológico de Teotihuacan.
Anote: tour para Teotihuacan: MXN 460 = R$ 73,60 por pessoa

Tlatelolco, nosso primeiro pit stop, era uma cidade asteca que depois foi incorporada a Tenochtitlan, a capital, e passou a funcionar como centro comercial. No passeio, vimos as ruínas de templos, palácios, tudo destruído pelos espanhóis para a construção da praça e igreja de Santiago. Detalhe: eles usaram as pedras das construções astecas para levantar a igreja. O nome Plaza de las Tres Culturas, como hoje é conhecido o lugar, faz referência à cultura asteca, à colonial e à moderna, que vem dos prédios que ficam ao redor. Também ali aconteceu o massacre de Tlatelolco, quando, nos Jogos Olímpicos de 68, mais de 300 jovens foram executados pela polícia e pelo exército.

Tlatelolco

Ruínas de uma pirâmide e igreja de Santiago ao fundo
Depois de mais ou menos uma hora por ali, continuamos o passeio, agora com destino à famosa Basílica de Guadalupe, santa venerada pelos mexicanos. Era uma segunda-feira e a basílica estava bem cheia, o que faz jus à fama de ser um dos santuários católicos mais visitados do mundo. O engraçado é que o solo da região é macio e uma das igrejas (são 3 na vila) está tronxinha. O manto sagrado, onde está gravada a imagem da virgem, fica numa parede e, embaixo dela, há uma esteira rolante onde passam os fieis.
Dica: se quiser comprar alguma lembrancinha, compre na lojinha da própria igreja. Do lado de fora há ambulantes que exploram!


Bestando na Vila de Guadalupe

Basílica moderna de Guadalupe

Tá afundando ali do lado esquerdo, oh!

Esteira rolante para ver a imagem da Virgem
O caminho da Basílica até Teotihuacan é longuinho. Quando a gente vai se aproximando já vai vendo as pirâmides, que impressionam pelo tamanho. Mas antes de irmos ao sítio arqueológico, paramos num restaurante/centro de artesanato pertinho para conhecermos um pouco sobre a agave. Uma mexicana nos deu uma aula sobre a planta e suas milhares de utilidades. Mostrou como ela era usada na confecção de roupas, para a escrita e, claro, para a produção de bebidas bem típicas, como o pulque (eca!) e o mezcal. Depois, como tinha que ser, teve a esperada degustação. ;)

O almoço foi por lá mesmo, mas eu detestei. Só tinha comida típica (que eu não consigo gostar) e era feia,  tava fria, sei lá. Mas não tinha escolha, então tinha que comer. Mesmo porque eu ia precisar de muita energia para aguentar o passeio  às pirâmides...

Aula sobre a agave

Mezcal

Almoço conzamigos brasileiros
Foram quatro horas embaixo de um sol de rachar para conhecer o sítio arqueológico. Primeiro, ficamos mais ou menos uma hora com o guia, que nos deu uma aula sobre a importância histórica do lugar, e depois ficamos livres para visitarmos tudo por conta própria. Há duas pirâmides, a do Sol e a da Lua, sendo a primeira a maior. Então, se era pra subir, que fosse logo nessa. Eu tinha certeza que não ia conseguir, mas tava todo mundo subindo, então eu tinha que me obrigar! E valeu o esforço. Quase morri, fiquei com a garganta seca, descansei várias vezes no meio do caminho, mas subi! êêêê! A vista é absurda e você fica viajando como é que uma civilização tão antiga foi capaz de construir algo tão grandioso. Ah, o detalhe mais incrível! As pirâmides foram construídas em posições e seguindo as linhas das montanhas que cercam a região. É mesmo dos deuses!
Dica valiosíssima: vá com roupas bem leves, short e camisa regata, porque senão você não aguenta. Leve também um boné, protetor solar e muita, muita água. Lá dentro não vende nada! Eu não fiz isso e me lasquei, por isso sei da importância que essa dica tem!

Teotihuacan

Deuses

Pirâmide da Lua

Pirâmide do Sol

Morrendo na subida

Finalmente lá em cima!
Na volta, estávamos mortos! Chegamos no finzinho da tarde na Cidade do México e comemos uma pizza e umas batatas apimentadas na Domino's. Descansamos e saímos à noite para o bairro de La Condessa, um dos mais movimentados da cidade. Terminamos a noite em um pub irlandês bem legal, com música ao vivo. Por lá, comemos umas friturinhas deliciosas, mas que nos prejudicaram um pouco.Só que isso a gente só ia sentir no outro dia...

Guia da Cidade do México
Compre aqui o seu guia